Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra A

Acetona (código AMB: 4.03.01.05-2)

Material do qual pode ser dosado: urina ou sangue, extraído por punção da veia do braço.

Objetivo do exame: Para detectar complicações do diabetes. Observam-se altos valores de acetona na cetoacidose diabética.

Confiabilidade: Altamente confiável.

Tempo necessário para obtenção do material: 10 minutos.

Preparação do paciente: recomenda-se uma dieta especial.

Tempo necessário para obtenção dos resultados: Entre 24 e 48 horas após efetuar o exame.

Resultados:

Valores Normais: Urina: até 40 mg/dl e no plasma (sangue): o resultado deve ser negativo.
Valores diminuídos: Por contaminação bacteriana e também quando acontece evaporação das amostras.
Valores aumentados: A acetona aumenta no sangue e na urina como conseqüência do exercício físico ou consumo exagerado de alimentos gordurosos e quando há ausência total ou relativa de carboidratos.

Valores altos de acetona são encontrados na cetoacidose diabética, no jejum prolongado, na inanição, na doença de Von Gierke, no hiperinsulinismo (conseqüente a hipoglicemia), e nos casos que evoluem com uma maior necessidade de carboidratos, como na tireotoxicose e em febres prolongadas (geralmente conseqüentes a doenças infecciosas graves)

Valores aumentados por uso de medicamentos: pode ocorrer elevação da acetona no sangue dos pacientes em uso de propanolol.

ACTH (código da AMB 4.07.12.04-4)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de ACTH (hormônio adreno-corticotrófico), hormônio produzido normalmente pela hipófise, que age na glândula adrenal.

Para que serve: diagnóstico de desordens do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, como doença de Cushing, doença de Addison, síndrome de secreção ectópica do ACTH (nas quais se encontra em níveis elevados), adenoma e carcinomas adrenais (nos quais se encontra reduzido). A dosagem dos níveis de ACTH é bastante útil para diferenciar insuficiência adrenal primária de secundária. Na insuficiência primária, são encontradas baixas concentrações de cortisol no sangue, com altos níveis de ACTH. Na insuficiência secundária, há redução da produção hipofisária de ACTH, com baixos valores de cortisol e ACTH.

Obs.: uma única dosagem de ACTH pode se encontrar dentro dos valores de referência em casos de doença de Cushing (produção excessiva de ACTH) ou deficiência limítrofe do hormônio.

Valor de referência: inferior a 46,0 picog/mL

Instruções para realização do exame: informar medicamentos em uso.

-O horário da coleta de sangue para dosagem de ACTH é importante, em virtude da variação circadiana (ao longo do dia) do hormônio.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Albumina (código AMB: 4.03.01.22-2)

Material a estudar: obtido da urina, sangue (extraído por punção da veia do braço), ou Líquor, obtido por punção lombar.

A albumina é a proteína mais abundante do plasma sanguíneo. Serve como deposito móvel de aminoácidos. Os aumentos de albumina relacionam se, quase sempre com desidratação, que produz um conseqüente aumento do conteúdo protéico do plasma.

Objetivos do Exame: Proteína útil no diagnostico de insuficiência hepática, desidratação aguda, perda de proteínas. É um bom marcador para detectar os déficits nutricionais crônicos e a lesão ou infecção renal. Quando aumentado no liquido cefalorraquidiano está relacionada a várias patologias.

Confiabilidade do exame: Altamente confiável.

Tempo necessário para obtenção do material: 10 minutos se a análise é feita no sangue. Se o exame é realizado no LCR, o paciente deverá ficar internado em repouso, por algumas horas, após a punção lombar.

Preparação do paciente: esteródes anabólicos, corticoesteroides, hormônio de crescimento e insulina devem ser evitados antes do exame, já que podem aumentar falsamente o nível de albumina do sangue.

Tempo requerido para obter resultados: Entre 24 a 48 horas depois de realizado o exame.

Método utilizado para obter os resultados: espectrofotometria.

Valores Normais:
Plasma: 3-5 g / 100ml
Urina: menor de 10 mg/l
LCR: 10-30 mg / dl.

Valores aumentados: Proteinúria glomerular, quiluria, desidratação.

Valores diminuídos: Queimaduras, síndrome nefrótica, doença de Cushing, má absorção, obstrução intestinal, patologia hepática difusa (cirrose, hepatite crônica ativa), febre reumática, má nutrição, ascite, analbuminemia, etc.

Medicamentos que podem alterar os resultados:< br/> Aumentado: gallamina, levonorgestrel.
Diminuído: aspirina, anticonvulsivantes, metildopa, prednisona.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Alfa-1-antitripsina, dosagem no soro (código da AMB 4.03.01.24-9)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de alfa-1-antitripsina, componente mais comum das α1-globulinas.

Para que serve: a alfa-1-antitripsina é uma proteína de fase aguda, aumentando de forma rápida, mas inespecífica, em processos inflamatórios. Níveis elevados desta substância auxiliam no diagnóstico de infecções, vasculites, artrites e neoplasias. Níveis reduzidos, indicando deficiência genética de alfa-1-antitripsina, podem estar associados com enfisema pulmonar, doença hepática crônica, cirrose hepática e carcinoma hepatocelular.

Valor de referência: * 0 a 1 mês: 79 a 222 mg/dL
* 1 a 6 meses: 71 a 190 mg/dL
* 6 meses a 2 anos: 60 a 160 mg/dL
* 2 a 19 anos: 70 a 178 mg/dL
* Adultos: 88 a 174 mg/dL

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Alfafetoproteína (código AMB: 4.07.12.06-0)

Detecta a presencia no sangue de alfafetoproteína. O método utilizado é a determinação por imunoensaio enzimático

Material a ser obtido: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obtenção do material: 5 a 10 minutos

Preparação previa: nenhuma.

Resultados: na mulher que não esteja grávida, a quantidade é menor que 15 nanogramos por decilitro. Os valores normais variam na mulher grávida, de acordo com o tempo de gestação. Durante a gravidez normal está mais alto no começo e diminuindo no final.

Valores altos na gestação podem significar: defeitos do tubo neural do feto, anencefalia, espinha bífida ou morte intrauterina do feto.

Valores baixos na gestante indicam feto normal próximo do momento do parto. Em Homens ou mulheres não grávidas os valores altos podem indicar:
* Câncer de fígado
* Câncer de pâncreas
* Câncer de estômago
* Câncer de vesícula
* Câncer de vias biliares

O resultado está disponível 3 a 4 dias depois da colheita.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Alterações do ferro e de sua capacidade de fixação

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Estimar o depósito total de ferro. Ajuda no diagnóstico da hemocromatose. Ajuda também no diagnóstico diferencial entre anemia por deficiência de ferro e anemia causada por doença crônica. Fornece informações sobre o estado nutricional do paciente adulto ou criança.

Resultados:

Capacidade de saturação total de ferro: Homens 70 a 150 mcg/dl. Mulheres 80 a 150 mcg/dl.
Capacidade total de união de ferro 300 a 450 mcg/dl.
Saturação de ferro 20 a 50%.

Valores anormais: indicam deficiência de ferro, artrite reumatóide, sobrecarga de ferro.

Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. O exame é determinado por espectrofotometria.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

ACTH
Cloranfenicol
Suplemento de ferro
Anticoncepcionais orais

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed.,2001.

Amilase na Urina (código AMB (antigo): 2.80.10.25-6)

Material a ser obtido: urina colhida durante 24 horas e conservada refrigerada.

Tempo necessário para obtenção do material: 24 horas.

Finalidade: diagnóstico de pancreatite aguda ou inflamação de glândulas salivares, avaliação da função do pâncreas e das glândulas salivares.

Preparação previa: abstenção de álcool 24 horas antes do exame.

Resultados:

Valores normais: cada laboratório deve informar seus valores normais. (variam de laboratório para laboratório, segundo o método utilizado)

Valores aumentados: podem significar pancreatite aguda, patologia da vesícula, carcinoma de cabeça de pâncreas, caxumba, acometimento do baço, obstrução do ducto pancreático ou ducto salivar, patologia renal.

Valores diminuídos: podem significar alcoolismo, caquexia, hepatite, abscesso hepático, cirrose, câncer de fígado.

Tempo requerido para obter resultados do exame: alguns minutos de trabalho no laboratório.
Os resultados são obtidos por métodos calorimétricos.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: indometacina; meperidina; morfina; diuréticos tiazídicos; pentazocina; codeína; fluorulos.

Outras situações que podem alterar os resultados: álcool, contaminação bacteriana da urina, sangue na urina, menstruação, amilase salivar na urina conseqüente a tosse ou espirros sobre o material a ser analisada.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Amilase no sangue (código AMB: Amilase 4.03.01.28-1 / Amilase ou alfa-amilase, isoenzimas 4.03.02.13-0)

Material a ser analisado: sangue obtido por punção de veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Diagnóstico de lesão pancreática. Pancreatite. Diagnóstico diferencial entre a pancreatite e outras causas de dor abdominal aguda.

Preparação previa: abstenção de álcool durante 12 horas antes do exame.

Resultados:

Valores normais: 60 - 180 unidades Somogei x dl.

Valores elevados podem ocorrer em: Doença aguda das glândulas salivares; pancreatite aguda; obstrução da ampola de Vater; obstrução do conduto biliar comum; câncer de pâncreas; patologia pancreática por lesão ulcerosa péptica.

Valores diminuídos: cirrose; hepatite; câncer pancreático; toxemia gravídica.

Tempo requerido para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório, os resultados são determinados por radioimumensaio.

Segurança dos resultados: boa.

Drogas que podem alterar os resultados:

* Asparaginase
* Corticoesteroides
* Azatioprina
* Colinérgicos
* Acido etacrínico
* Codeína
* Furosemida
* Meperidina
* Mercaptopurina
* Morfina
* Anticoncepcionais orais
* Rifampicina
* Diuréticos tiazídicos
* Triamcinolona
* Sulfasalazina

Outros fatores que podem alterar os resultados:

* Ingestão de álcool
* Contaminação do material com saliva.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Amniocentese e análise do líquido amniótico

(Amniocentese – código AMB: 4.09.02.01-3)
(Rotina de líquido amniótico-amniograma – citológico; espectofotometria; creatinina e teste de Clements- código AMB: 4.03.09.44-4)

Material a ser analisado: líquido amniótico.

Tempo necessário para obter o material do paciente: 45 a 60 minutos.

Finalidade: Diagnosticar anormalidades fetais, particularmente as características cromossômicas e anormalidades e desordens do desenvolvimento do sistema nervoso fetal.

Diagnosticar a doença hemolítica do recém nascido.

Determinar a maturidade fetal, principalmente a pulmonar. Identificar o sexo do feto, quando um ou ambos pais são portadores de patologias unidas ao sexo como a hemofilia.

Diagnosticar transtornos metabólicos como a mucopolisacaridose. Avaliar a saúde fetal descobrindo a presença de fezes ou sangue ou dosando níveis do estriol ou hormônios tireoideanos fetais.

O procedimento é freqüentemente recomendado para as mulheres com mais de 35 anos, naquelas que tenham tido abortos, ou quando existe uma historia familiar positiva para defeitos genéticos. Além disso, é utilizado em casos de gravidez de risco.

Só 10% das má formações são descobertas pela amniocentese. Muitos transtornos como as má formações congênitas do coração, fenda palatina ou o atraso de desenvolvimento mental não podem ser diagnosticadas pela prova.

Preparação previa: 12 horas de jejum. Exige-se consentimento escrito da paciente, a qual deve ser informada sobre os riscos.

Riscos: aborto espontâneo, lesão do feto ou da placenta.

Descrição do exame: Deve ser efetuado em uma clínica ou em um consultório médico, após a 16a semana da gravidez. Uma agulha estéril é inserida através da pele, músculo e útero, na cavidade amniótica. É dirigida até a parte posterior do pescoço do feto. A posição do feto é determinada por ultra-sonografia. São aspirados cerca de 10 cm3 de líquido amniótico com uma seringa.

Controla se posteriormente a freqüência respiratória, a pressão arterial e o pulso da paciente, bem como os batimentos cardíacos do feto a cada 15 minutos, durante 1 hora.

A paciente deverá ser orientada para observar a presença de dor abdominal ou contrações abdominais, câimbras, calafrios, controle da temperatura, sangramento vaginal. Controlar também se existe, ao término da prova, hiperatividade fetal ou intensa hipoatividade, devendo comunicar imediatamente qualquer alteração ao médico.

Resultados: Podem estar disponíveis dentro de alguns dias ou semanas.Os valores são determinados pela análise química do líquido extraído.

Valores normais: O líquido deve ser claro, com cromossomos normais e não deve conter bilirrubina, mecônio, bactérias ou acetilcolinesterase, ou mais de 2 mg/100ml de creatinina. Deve apresentar fosfatidilglicerol e glicose menor que 45 mg/100ml.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Fatores que podem alterar os resultados:

* Mononucleose infecciosa da mãe
* Cirrose
* Câncer
* Teratoma
* Tumor de mama
* Carcinoma gástrico
* Carcinoma pancreático
* Tirosinemia hereditária da mãe
* Sangue fetal no líquido extraído
* Presença de fezes do feto no líquido
* Falta de jejum prévio de 12 horas

Análise de Gases Arteriais
(Gasometria – pH, Co2, AS, O2, BE – código AMB: 4.03.02.01-6)

Material a ser analisado: sangue extraído por punção de uma artéria.

Tempo necessário para obter o material: 15 minutos.

Finalidade: Avaliar a troca de gases nos pulmões. Medir a pressão parcial de oxigênio (PaO2), pressão parcial de gás carbônico (PaCO2). Medida do pH para determinar a presença do equilíbrio ácido-base ou a concentração de hidrogênio (H+), conteúdo de oxigênio arterial (O2), Saturação de oxigênio (Sa-2), bicarbonato no sangue (HCO3-).

Preparação prévia: não é necessária. Pode se realizar anestesia local.

Resultados:

Valores normais:
PaO2: 75 - 100mmHg
PaCO2: 35 - 45mmHg
pH: 7.35 - 7.42
CTO2: 15 - 23%
O2 :94 - 100%
HCO3- :22 - 26 mEq/litro

Valores anormais podem significar:
Pneumotórax
Fibrose intersticial do pulmão
Anemia severa
Diminuição do volume sanguíneo
diminuição da capacidade de transporte de oxigênio
Asfixia
Diarréia
Excesso de ingestão de antiácidos
Hiperventilação
Doença renal ou hepática
Vômitos
Drogas estimulantes da respiração
Infecciones severas
Choque

Os resultados estão disponíveis cerca de 2 horas após a extração da amostra.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Descrição do exame: Após a preparação da pele e da anestesia, se realiza uma punção de uma artéria previamente selecionada.

Após a punção deve se pressionar durante alguns minutos a região e permanecer em repouso durante 20 minutos.

O exame é determinado através de tecnologia apropriada, com determinação por eletrodos e comparação de cores.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

* Acetazolamida
* Antiácidos
* Bicarbonato
* Acido etacrínico
* Hidrocortisona
* Meticilina
* Melazona
* Nitrofurantoina
* Prednisona
* Tetraciclinas
* Diuréticos tiazídicos

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Androstenediona (código da AMB 4.07.12.07-9)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de androstenediona, hormônio esteróide androgênico produzido pelo córtex da supra-renal e gônadas, que é um precursor da síntese de testosterona e estrona.

Para que serve: a determinação dos níveis sangüíneos de androstenediona possui uma importante função na caracterização dos distúrbios da esteroidogênese, bem como na avaliação dos distúrbios da puberdade e da fertilidade. Auxilia no diagnóstico de síndrome de Cushing, hiperplasia adrenal congênita, síndrome dos ovários policísticos e hirsutismo idiopático, encontrando-se em níveis elevados. Na doença de Addison, encontra-se em valores reduzidos.

Valor de referência:

* Pré-puberes (ambos os sexos): menor que 1,6 nanog/mL
* Adultos: - Homens: 0,9 a 4,6 nanog/mL
* Mulheres: 0,8 a 4,4 nanog/mL

Obs.: Os níveis de androstenediona variam ao longo do dia, atingindo concentração máxima pela manhã, e também possui uma variação cíclica durante o período menstrual, tornando-se mais alta ao redor do meio do ciclo. Além disso, os valores sangüíneos de androstenediona podem oscilar por vários motivos, podendo apresentar-se elevado em obesos, fumantes, pós-prandial, exercícios e gravidez e apresentar-se baixo em idosos, moléstias crônicas nas crianças com picos maiores na puberdade.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Angiografia abdominal ou Arteriografia celíaca e mesentérica
(Código AMB: Angiografia por cateterismo não seletivo de grande vaso 4.08.12.03-0 )
(Código AMB: Angiografia por cateterismo seletivo de ramo primário - por vaso 4.08.12.04-9 )

Material a ser analisado: imagem da circulação arterial abdominal obtida sobre placa de RX ou vídeo.

Finalidades do exame: Diagnóstico das doenças dos vasos sanguíneos que irrigam o intestino delgado e o colón. Determinar ou não a existência de uma obstrução arterial, que seja a causa de um quadro de dor abdominal, ou que provoque sintomas de falta de irrigação sanguínea. Também permite estudar e determinar a presencia de anormalidades dos vasos que irrigam o fígado e o baço, assim como determinar as causas de um aumento da pressão dentro da veia porta.

Podem determinar a presença de um tumor, que invada ou desloque os vasos arteriais e permite determinar a possibilidade de um tumor ser operado ou não.

Permite em alguns casos determinar o local de origem de uma hemorragia ou a presença de um aneurisma no trajeto das artérias digestivas.

Em determinados casos pode ser o caminho de um tratamento, permitindo administrar diretamente, dentro do fígado, drogas antineoplásicas ou permitir o tratamento de uma oclusão por um coágulo ou a supressão de uma hemorragia.

Confiabilidade do exame: Boa.

Tempo necessário para obter o material do paciente: 30 a 90 minutos, acompanhamento posterior de várias horas de repouso e controle.

Preparação do paciente: O paciente, geralmente deverá estar internado e com jejum de sólidos durante seis horas previas ao exame.

Tempo necessário para obter resultados: 1 hora.

Técnica usada: Substancia de contraste radiológico é injetada em uma artéria previamente canalizada.

Método utilizado para obter resultados: O paciente deitado, com um acesso venoso em um braço, a fim de poder administrar qualquer medicamento, de forma imediata,caso ocorra alguma emergência, como por exemplo, alergia ao contraste. Antes e durante o decorrer do exame deve-se controlar pulso e batimentos cardíacos.

O médico inicia a anestesia do local escolhido para cateterizar a artéria; geralmente na região inguinal. O cateter é inserido, às vezes, mediante uma pequena incisão e outras vezes diretamente, por uma punção com uma agulha grossa, que permita introduzir por ela um cateter na artéria, que em seguida é conduzido para cima, orientando se pela tela radioscópica, até que sua extremidade seja colocada na região a ser estudada.

Neste momento se injeta a substancia de contraste,, que permita obter imagens radiográficas, além das radioscopias que permitam analisar detalhadamente a circulação arterial da região.

Cuidados: Após o exame, o paciente deverá permanecer em repouso por algumas horas, com um curativo oclusivo e com compressão sobre a região da punção. Os sinais vitais do paciente (respiração, freqüência cardíaca e pressão arterial) devem ser monitorados a intervalos regulares, pelo menos durante 6 horas.


Figura 1: Aortografia abdominal - Bifurcação da aorta com ênfase na artéria ilíaca esquerda

Figura 2: Aortografia abdominal - Visualização Bifurcação da aorta

Figura 3: Aortografia abdominal - Visualização das artérias renais com lesões obstrutivas parciais

Figura 4: Aortografia abdominal - Visualização das artérias renais

Figura 5: Arteriografia seletiva do tronco celíaco - exame normal

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Angiotomografia de aorta - abdominal e torácica (código da AMB 4.10.01.18-4 e 4.10.01.17-6)

O que é o exame: método de imagem que utiliza radiação emitida por um equipamento de tomografia computadorizada e um material de contraste com injeção intravenosa. Múltiplas imagens são detectadas por receptores, permitindo a visão da aorta abdominal e/ou torácica em vários níveis, após reconstrução em computador.

Para que serve: investigação de doenças da aorta abdominal e torácica, como estenoses, aneurismas e dissecções. O exame é muito sensível à presença de cálcio na parede arterial.

Instruções para a realização do exame: objetos metálicos devem ser removidos. O médico deve ser informado pelo paciente em caso de história de doença cardíaca, asma, diabetes, doença renal ou problemas tireoideanos, pois são condições que podem aumentar o riso de efeitos adversos do contraste. Mulheres devem informar a possibilidade de gravidez por se tratar de um exame que utiliza radiação.


Figura 1: Angiotomografia da aorta abdominal e das artérias dos membros inferiores - Exame normal

Figura 2: Angiotomografia Multi slice da aorta torácica - Aneurisma da aorta ascendente

Figura 3: Angiotomografia Multi slice da aorta torácica - Aneurisma da aorta ascendente e origem comum da carótida esquerda e subclávia esquerda

Fonte:

- Radiological Society of North America, Inc. (RSNA).
- HAAGA, John R. (John Robert). Tomografia computadorizada e ressonância magnética do corpo humano. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c1996. 2v.

Anticorpos antiácido desoxirribonucleico (Código AMB:4.03.06.06-2)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: confirmar a presença de lúpus eritematoso sistêmico (LES). Monitorar a resposta ao tratamento.

Preparação previa: não é necessária.

Descrição do exame: É efetuado por radioimunoensaio, aglutinação, fixação do complemento ou imunoeletroforese.

Resultados:

Valor normal: menos de 1 mcg/ml de sangue.

Valores elevados: indicativos de LES.

1 a 2.5 mcg sugere fase de remissão de LES.
10 a 15 mcg/ml significa LES ativo.

Quando são encontrados valores decrescentes indicam efetividade do tratamento.

Tempo requerido para a determinação do exame: variável, de alguns minutos a dias segundo a técnica usada.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Anticorpos antimitocondriais (código AMB: 4.03.06.35-6)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avalia a função hepática. Confirma o diagnóstico de cirrose. Diagnóstico diferencial entre icterícia de origem hepática e de outras causas.

Preparação previa: não é necessária.

Descrição do exame: através de técnica de imunofluorescência indireta.

Resultados:

Valor normal: ausência de anticorpos com diluições de 1:5.

Resultados positivos: indicativo de cirrose; hepatite ativa; icterícia induzida por drogas.

Tempo requerido para obter resultado: de alguns minutos a 24 horas.

Confiabilidade do exame: boa.

Drogas que podem alterar os resultados: Oxifenisatina.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Anticorpos antimúsculo liso (código AMB: 4.03.06.39-9)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para obter o material: entre 5 a 10 minutos.

Finalidade: A positividade do exame ajuda a confirmar o diagnóstico de hepatite crônica ativa. Também ajuda a confirmar o diagnóstico de cirrose biliar primaria.

Preparação prévia: não é necessária.

Descrição do exame: realizado por imunofluorêscencia indireta e microscopia por luz ultravioleta.

Resultados:

Valor normal: títulos de anticorpos antimúsculo liso menor de 1:20.

Os valores elevados são indicativos de:

Hepatite crônica ativa
Cirrose biliar primaria
Mononucleose infecciosa
Hepatite viral
Asma

Tempo requerido para a determinação dos resultados: varia de alguns minutos.

Confiabilidade dos resultados: exata porém não muito específica.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Anticorpos antitireoideanos (código AMB: 4.07.12.11-7)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo necessário para realizar o exame: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Avaliar a função tireoideana. Detecta a presença de anticorpos antitireoglobulina no sangue, indicativos de doença tireoideana, tireoidite de Hashimoto, doença de Graves.

Preparação prévia: não é necessária.

Descrição do exame: efetuado por imunofluorescência indireta.

Resultados:

Valores normais: Títulos menores de 1:100 para a antitireoglobulina e para os anticorpos da fração antimicrossomial (10 % da população normal apresenta valores baixos destes anticorpos, e são considerados normais, e 20 % da população acima de 70 anos também possui valores baixos, os quais também são considerados como dentro da normalidade).

Valores alterados podem ser indicativos de:
Doença de Graves; Tireoidite auto-imune subclínica; Tireoidite de Hashimoto; Anemia perniciosa.

Tempo necessário para efetuar o exame: alguns minutos.

Confiabilidade dos resultados: baixa especificidade.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Antiestreptolisina O (prova para anticorposantiestreptocócicos) (Código AMB: 4.03.06.44-5)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para o procedimento: 5 a 10 minutos.

Finalidade: A positividade do exame significa resposta imune ao estreptococo. É realizada para confirmar uma infecção recente por essa bactéria. Auxilia no diagnóstico da febre reumática e da glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Diagnóstico diferencial entre febre reumática e artrite reumatóide. Pode ser indicada sua repetição para avaliar a atividade de uma febre reumática ou confirmar uma glomerulonefrite aguda.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: Títulos de antiestreptolisina O menores que 85 unidades Todd/ml, no adulto. Crianças em idade escolar, valores menores de 170 unidades Todd/ ml. Para os pré-escolares se consideram normais valores menores que 85 unidades Todd/ ml.

Valores altos: Indicam infecção estreptocócica recorrente ou prolongada. Provável febre reumática aguda ou glomerulonefrite pós-estreptocócica.

Tempo necessário para efetuar o exame: alguns minutos. É realizado através de um teste de aglutinação.

Confiabilidade dos resultados: boa

Drogas e circunstancias que podem alterar os resultados:

• Antibióticos
• Corticosteróides
• Infecções estreptocócicas da pele.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Arteriografia de membros inferiores (código da AMB para arteriografia por cateterismo seletivo: 4.08.12.04-9; e código da AMB para arteriografia por punção: 4.08.12.02-2)

O que é o exame: consiste na inserção de um cateter na região da virilha (onde passa a artéria femoral), após anestesia local, que libera um material contrastado que permite a visualização de artérias dos membros inferiores. As artérias são vistas após emissão de raios-x e projeção de imagens em um monitor de TV.

Para que serve: a arteriografia de membros inferiores deve ser feita na presença de sintomas de doença vascular nas pernas ou pés, podendo identificar áreas de hemorragia, oclusões arteriais ou estenose. Alguns tratamentos podem ser feitos durante o procedimento, como dissolução de coágulos, desoclusão de uma artéria parcialmente obstruída por meio de um balão ou inserção de um pequeno, tubo denominado stent, que auxilia na abertura da artéria.

Instruções para a realização do exame: o paciente não deve ingerir nenhum alimento sólido ou líqüido 8 horas antes.

- Deve-se informar ao médico os medicamentos em uso (como aspirina e anticoagulantes), alergia a materiais de contraste, problemas de coagulação e presença de gravidez.
- O paciente deve assinar um termo de consentimento.
- Após o exame, o membro inferior onde foi inserido o cateter deve ser mantido estendido e devem ser evitadas atividades vigorosas, como levantar peso, por 24 a 48 horas.

Riscos: algumas complicações do procedimento incluem reação alérgica ao meio de contraste, formação de coágulo ou hemorragia no sítio de inserção do cateter e, raramente, um coágulo pode se desprender e ocluir vasos, causando lesão de tecidos e até acidente vascular cerebral.


Figura 1: Arteriografia do membro inferior esquerdo - Artéria poplítea com ateromatose extensa

Figura 2: Arteriografia do membro inferior esquerdo - Obstrução grave em artéria femoral superficial

Fonte:

Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Arteriografia de membros inferiores (código da AMB para arteriografia por cateterismo seletivo: 4.08.12.04-9; e código da AMB para arteriografia por punção: 4.08.12.02-2)

O que é o exame: consiste na inserção de um cateter na região da virilha (onde passa a artéria femoral), após anestesia local, que libera um material contrastado que permite a visualização de artérias dos membros inferiores. As artérias são vistas após emissão de raios-x e projeção de imagens em um monitor de TV.

Para que serve: a arteriografia de membros inferiores deve ser feita na presença de sintomas de doença vascular nas pernas ou pés, podendo identificar áreas de hemorragia, oclusões arteriais ou estenose. Alguns tratamentos podem ser feitos durante o procedimento, como dissolução de coágulos, desoclusão de uma artéria parcialmente obstruída por meio de um balão ou inserção de um pequeno, tubo denominado stent, que auxilia na abertura da artéria.

Instruções para a realização do exame: o paciente não deve ingerir nenhum alimento sólido ou líqüido 8 horas antes.

- Deve-se informar ao médico os medicamentos em uso (como aspirina e anticoagulantes), alergia a materiais de contraste, problemas de coagulação e presença de gravidez.
- O paciente deve assinar um termo de consentimento.
- Após o exame, o membro inferior onde foi inserido o cateter deve ser mantido estendido e devem ser evitadas atividades vigorosas, como levantar peso, por 24 a 48 horas.

Riscos: algumas complicações do procedimento incluem reação alérgica ao meio de contraste, formação de coágulo ou hemorragia no sítio de inserção do cateter e, raramente, um coágulo pode se desprender e ocluir vasos, causando lesão de tecidos e até acidente vascular cerebral.

Fonte:

Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health