Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra C

CA 125 (código da AMB 4.07.12.37-0)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração do marcador tumoral CA 125.

Para que serve: sua utilidade principal consiste na monitorização do tratamento e recorrências de câncer de ovário, pois seus níveis seriados são mais representativos do que uma única determinação. Elevações nos níveis do marcador podem preceder em até 11 meses as alterações clínicas. A dosagem de CA 125 também é utilizada clinicamente para acompanhamento de pacientes com tumores uterinos malignos e benignos, incluindo endometriose.

Valor de referência: < 35 U/mL

Obs.: a dosagem de CA 125 no sangue não firma o diagnóstico de câncer de ovário, de forma isolada. Seus níveis podem apresentar elevações transitórias em indivíduos saudáveis, portadores de doenças benignas e diversas neoplasias.

Valores aumentados: diversas outras condições clínicas podem elevar os valores de CA 125, a saber: câncer de endométrio, câncer de mama, doença inflamatória pélvica, doenças hepáticas, gestações normais, dentre outras.

Instruções para realização do exame: informar medicamentos em uso e realização prévia do exame.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

CA 19.9 (código da AMB 4.07.12.37-0)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração do marcador tumoral CA 19.9.

Para que serve: sua utilidade principal consiste na monitorização do tratamento e prognóstico do câncer de pâncreas, e menos freqüentemente dos cânceres de intestino grosso e fígado. Seu uso isolado não é recomendado par triagem.

Valor de referência: < 37 U/mL

Obs.: a dosagem de CA 19.9 no sangue não firma o diagnóstico de câncer de pâncreas, intestino grosso ou fígado, de forma isolada. Seus níveis podem apresentar elevações transitórias em indivíduos saudáveis, portadores de doenças benignas e diversas neoplasias.

Valores aumentados: várias condições clínicas podem elevar os valores sangüíneos de CA 19.9, a saber: insuficiência hepática, endometriose, pancreatite crônica, hepatite auto-imune, síndrome de Sjögren, dentre outras.

Instruções para realização do exame: informar medicamentos em uso e realização prévia do exame.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Cálcio no sangue (código AMB: 4.03.01.40-0)

Material a ser estudado: sangue.

Tempo gasto para obter o material: 5 minutos.

Finalidade: Medir a quantidade de íon cálcio do sangue. É útil no estudo do equilíbrio ácido básico, no diagnóstico dos transtornos da coagulação, nas patologias dos ossos, transtornos endócrinos, em arritmias e em doenças que produzem acometimentos musculares.

Resultados:

Valores normais: Adultos 8.9 - 10.1mg/dl. Crianças em idade de crescimento 12mg/dl.
Valores altos podem significar: hiperparatireoidismo; insuficiência adrenal; aumento do consumo de cálcio; doenças renais;
metástases cancerosas; fraturas múltiplas; mieloma múltiplo; ingestão excessiva de bicarbonato de cálcio; doença de Paget; tumores paratireoideanos; hipervitaminose D, uso de diuréticos e estrógenos, repouso prolongado no leito.
Valores baixos podem indicar: Pancreatite aguda, insuficiência renal crônica, absorção deficiente de cálcio, hipomagnesemia, má absorção, deficiência de vitamina D, hipoparatireoidismo.

Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. Determinação por análise química quantitativa.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Acetazolamida
Andrógenos
Cálcio
Corticoesteroides
Vitamina D
Laxantes
Mitramicina
Anticoncepcionais orais
Diuréticos tiazídicos
Transfusões sanguíneas repetidas podem causar diminuição do cálcio sanguíneo.

Observação: A hemólise pode elevar seu resultado.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clinica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001

Cardiolipina, auto-anticorpos IgG (código da AMB 4.03.06.14-3)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de auto-anticorpos do tipo IgG contra cardiolipina.

Para que serve: útil no diagnóstico de síndrome dos anticorpos antifosfolípide, quando há presença de manifestações clínicas. Esta síndrome pode se manifestar através de trombose venosa, oclusão arterial, úlcera de membro inferior, perda fetal, plaquetopenia, anemia e neutropenia. Os títulos destes anticorpos podem apresentar redução transitória a valores normais na ocorrência de trombose aguda.

Valor de referência:
* inferior a 10GPL: negativo
* de 10 a 19GPL: indeterminado
* de 20 a 80GPL: moderada reatividade
* maior que 80GPL: forte reatividade

Valores aumentados: níveis elevados de auto-anticorpos IgG contra cardiolipina podem ser detectados em outras condições clínicas, a saber: artrite reumatóide, sífilis, tuberculose, infecções virais agudas, infecção pelo HIV.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

CEA – antígeno carcinoembrionário (código da AMB 4.07.12.13-3)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de antígeno carcinoembrionário (CEA), marcador tumoral mais utilizado para câncer colo-retal.

Para que serve: útil no auxílio do estadiamento, monitorização e avaliação da resposta ao tratamento em cânceres gastrointestinais, particularmente o câncer colo-retal. Seus níveis se encontram aumentados em 65% dos pacientes portadores de câncer colo-retal, no momento do diagnóstico. Pode elevar-se antes de serem vistas metástases em métodos de imagem. Não deve, entretanto, ser utilizado como método de triagem. Cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem gerar elevações transitórias dos níveis de CEA.

Valor de referência:
* Homens adultos: - Não fumante: até 3,4 ng/mL
- Fumantes: até 6,2ng/mL
* Mulheres adultas: - Não fumante: até 2,5ng/mL
- Fumantes: até 4,9ng/mL

Valores aumentados: este marcador pode se elevar em outras situações clínicas, a saber: indivíduos fumantes, inflamações, infecções, úlcera péptica, cirrose hepática, doença benigna da mama, câncer de mama, pulmão, útero, estômago, dentre outros. Estima-se que estes "falso-positivos" fiquem excluídos caso sejam exigidos valores superiores a 10 ng/mL (porém também podem ser obtidos "falso-negativos" em câncer localizado)

Instruções para realização do exame: informar medicamentos em uso e realização prévia do exame.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Chlamydia trachomatis, cultura (código da AMB 4.03.10.07-8)

O que é o exame: coleta de material (secreção endocervical, uretral, retal, ocular, esperma ou pus de bulbão) e cultivo em meio de cultura específico para Chlamydia trachomatis. A cultura possui sensibilidade próxima de 100% e sensibilidade entre 70% e 90%.

Para que serve: detecção de Chlamydia trachomatis na suspeita de doenças sexualmente transmissíveis ou doenças adquiridas durante o parto, como uretrite não-gonocócica, tracoma e linfogranuloma venéreo.

Tempo necessário para obtenção do resultado: o crescimento de Chlamydia trachomatis na cultura, nos casos positivos, é visto 48 a 72 horas após a incubação.

Instruções para realização do exame: recomenda-se não ter feito uso de antibióticos nos 7 dias anteriores à coleta do material.

- No caso de coleta de material uretral, esta deve ser feita pela manhã, antes de urinar, ou após 4 horas sem urinar.
- No caso de coleta endocervical, a paciente não pode estar menstruada ou em uso de medicamentos por via vaginal.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Cintilografia óssea (código da AMB 4.07.06.01-0)

O que é o exame: injeção intravenosa de isótopo radioativo (tecnécio 99m) e detecção da radiação por aparelhos de câmara gama, com formação de imagem. O isótopo se localiza em áreas de remodelação óssea aumentada.

Para que serve: detecção de tumores ósseos primários malignos, tumores ósseos benignos, metástases ósseas, fraturas que não foram detectadas pela radiografia convencional, osteonecrose, osteomielite (infecção óssea), transtornos osteometabólicos e estudo de próteses articulares.

Instruções para realização do exame: é desejável bom estado de hidratação e que não tenham sido realizados exames prévios com uso de radioisótopos. Mulheres grávidas ou que estão amamentando devem adiar a realização da cintilografia para prevenir a exposição do feto ou recém-nascido à radiação. Há um risco mínimo de infecção ou sangramento no local de injeção do contraste intravenoso.

Riscos: a quantidade de radiação utilizada é muito pequena e, virtualmente, toda a radiação é eliminada em 2 a 3 dias. O paciente pode desenvolver lesões de pele, inchaço ou anafilaxia, embora seja extremamente raro.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.

Cistografia (código da AMB para uretrocistografia de adulto: 4.08.07.05-3; e código da AMB para uretrocistografia de criança: 4.08.07.06-1)

O que é o exame: método de imagem, que utiliza raios X para estudo da bexiga. Consiste na inserção de um cateter via uretral (com anestésico em gel) após a micção e enchimento da bexiga com um contraste radiopaco.

Para que serve: o exame está indicado na suspeita de ruptura vesical em vítimas de traumatismo e pacientes com tumores, divertículos, cálculos vesicais, refluxo vésico-ureteral, fístula de bexiga e infecções urinárias recorrentes.

Instruções para a realização do exame: a bexiga deve estar vazia.

- O paciente deve informar se já teve alguma reação alérgica a meios de contraste ou se está com quadro de infecção urinária, que pode dificultar a inserção do cateter na uretra.
- Deve-se assinar um termo de consentimento.
- Em homens, os testículos são protegidos dos raios-x durante o exame.

Riscos: há risco de infecção pelo cateter, com sintomas de queimação uretral, febre, calafrios, aumento da freqüência cardíaca e respiratória ou redução da pressão arterial.


Figura 1: Cistografia - Exame normal

Figura 2: Cistografia - Exame normal

Figura 3: Cistografia - Ruptura traumática da bexiga

Figura 4: Cistografia - Ruptura traumática da bexiga

Figura 5: Cistografia - Ruptura traumática da bexiga

Fonte:

- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.

Clearance de creatinina (código AMB: 4.03.01.50-8)

Material a ser analisado: Sangue extraído da veia do braço.Também pode ser dosado na urina. Coletar amostras de urina as 2, 6, 12 ou 24 horas e mantê-las refrigeradas.

Tempo gasto para a realização do exame: mais de 24 horas.

Finalidade: avaliar a função renal, particularmente a forma de excreção de creatinina pelos rins e, por conseguinte, os produtos do metabolismo das proteínas. É também utilizado para controlar a evolução e o tratamento das patologias renais.

Preparação prévia: não ingerir comidas copiosas no dia anterior ao exame. Não efetuar exercícios físicos intensos.

Resultados:

Valores normais: para pessoas de até 20 anos: Homens 90 ml por minuto por cada 1.73 m2 de superfície corporal. Mulheres 84 ml por minuto por cada 1.73 m2 de superfície corporal.

Em pessoas de mais idade diminui a quantidade de mililitros em torno de 6 ml por minuto para cada década.

Valores diminuídos: Podem indicar glomerulonefrite aguda ou crônica, necrose tubular aguda do rim, nefroesclerose, pielonefrite bilateral crônica. insuficiência cardíaca congestiva, rim policístico bilateral, desidratação. tuberculose renal, tumores malignos renais, obstrução ureteral bilateral, diminuição do fluxo arterial renal por choque ou obstrução das artérias renais.

Tempo necessário para obter resultados: 1 a 2 horas de trabalho no laboratório.

Técnica usada para obter resultados dosagem químico quantitativo de creatinina no sangue e na urina.

Confiabilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: Furozemida; diuréticos tiazídicos; Aminoglicosideos; Anfotericina B.

Outros fatores que podem alterar os resultados: ingestão excessiva de proteínas na dieta antes do exame; exercício físico violento; falhas na obtenção de amostras de urina e erros na sua conservação.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Clearance de Uréia (código AMB: 4.03.01.52-4)

Material a ser analisado: sangue extraído por punção da veia do braço e amostra de urina.

Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avaliar a função renal.

Preparação prévia: jejum completo de pelo menos 12 horas, previas ao exame.

Descrição do exame: extração da amostra de sangue.Colheita de urina: esvaziar a bexiga e descartar a urina, beber água, colher nova urina uma hora após, e uma segunda amostra uma hora mais tarde.

Resultados:

Valores normais: 64 a 99 ml/minuto; se o fluxo urinário é de menos de 2 ml x minuto, o clearance normal está entre 41 a 68 ml/minuto. Se o fluxo urinário é menor que 1 ml/minuto o exame não pode ser realizado.

Valores menores: Podem significar: fluxo sanguíneo renal diminuído por choque ou obstrução da artéria renal, glomerulonefrite aguda ou crônica, pielonefrite crônica bilateral avançada, necrosais tubular aguda, nefroesclerose, rim policístico bilateral, tuberculose renal, desidratação, insuficiência cardíaca congestiva, obstrução ureteral bilateral.

Os resultados requerem alguns minutos de trabalho no laboratório.

Os resultados são obtidos por dosagem química quantitativa de uréia no sangue e em amostras de urina.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: estreptomicina, diuréticos tiazídicos, epinefrina, corticoesteróides, hormônio antidiurético.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Cloreto de sódio no suor (código da AMB 4.03.12.04-6)

O que é o exame: indução da secreção de suor no antebraço por iontoforese com pilocarpina, sendo feita a coleta do suor e dosagem de cloreto.

Para que serve: investigação de fibrose cística (mucoviscidose), condição em que há elevação dos níveis de cloreto no suor. O método é indolor e confiável se realizado adequadamente.

Valor de referência:
* Normal: < 40mmol/L de Cloreto
* Faixa intermediária: 40 a 60mmol/L de Cloreto
* Elevado: > 60mmol/L de Cloreto

Obs.: recomenda-se a repetição do exame em caso de níveis elevados ou na faixa intermediária.

Valores aumentados: algumas condições médicas também podem elevar os níveis de cloreto, a saber: anorexia nervosa, dermatite atópica, colestase, desnutrição, hipotireoidismo, dentre outras.
Valores diminuídos: o teste pode ser negativo na presença de edema, hipoproteinemia e sudorese excessiva.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Cloro no Sangue (Cl) (código AMB: 4.03.01.55-9)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para realização do exame: 5 minutos.

Finalidade: Dosar o íon Cloro no sangue, detectar e medir a acidose e a alcalose. Medir o estado do balanço hídrico.

Resultados:

Valores normais: entre 100 - 108mEq/litro.
Valores elevados: Desidratação, hiperventilação, perda da função renal, aldosteronismo primário.
Valores baixos: Doença de Addison, insuficiência renal crônica, fístula intestinal, vômitos prolongados, insuficiência cardíaca congestiva.

Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório.
O resultado é determinado por análise química quantitativa.

Credibilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Cloreto de amônia
Bicarbonato
Acido bórico
Colestiramina
Acido etacrínico
Furozemida
Soluções glicosadas ou cloradas endovenosas e usadas de forma prolongada
Oxifenilbutazona
Fenilbutazona
Diuréticos tiazídicos.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Colecistografía, radiografia da vesícula biliar, radiografia seriada da vesícula biliar. (Código AMB: 4.09.01.13-0)

Material a ser analisado: Imagem obtida do conteúdo e da morfologia das paredes da vesícula biliar e das vias biliares principais.

Objetivo do exame: O método é utilizado para detectar problemas no funcionamento hepático, mais especificamente, detecta anormalidades do conteúdo da vesícula biliar, incluindo cálculos biliares e tumores, assim como defeitos das paredes da vesícula. Também podem ser detectadas anormalidades do trajeto do colédoco (canal que une a vesícula ao duodeno).

Credibilidade do exame: Altamente confiável.

Tempo gasto para realização do exame: 1 hora.

Preparação do paciente: Embora nem todos os médicos estejam de acordo com isto, o almoço do dia anterior ao exame deve ser rico em gorduras (ovos, manteiga, leite, carnes, etc.); na parte da tarde, ingerir uma refeição sem gordura (fruta, pão, carne magra e líquidos); duas horas mais tarde, tomar seis comprimidos que contenham a substancia de contraste.
Após tomar estes comprimidos, não se deve ingerir nenhum alimento ou líquido, até após a realização das radiografias.

Tempo necessário para obter resultados: 1 hora.

Método utilizado para obter os resultados: Assim que o contraste é ingerido, ele preenche todo o conteúdo da vesícula e isto torna possível descobrir os cálculos biliares e outras anormalidades, que não podem ser vistas em radiografias diretas. São realizadas pelo menos duas radiografias; a segunda uns 15 minutos após a ingestão de algum alimento, para produzir a contração da vesícula biliar.

Valores normais: A radiografia mostrará as estruturas normais de acordo à idade do paciente, sem cálculos. Devido a seu alto custo, e ao risco da exposição aos raios X, nos últimos anos este exame tem sido cada vez menos indicado, sendo em geral, substituído pela ecografia abdominal.

Resultados anormais: Podem ser vistos cálculos biliares, tumores, inflamação, colecistite aguda, colecistite crônica, acotovelamentos da vesícula, algumas vezes pode-se visualizar a via biliar principal, ou colédoco, onde também são observadas, a existência ou não de cálculos, ou de anormalidades no seu interior.

Situações que podem alterar o resultado do exame: Falta de absorção intestinal da substancia de contraste.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- Grainger & Allison's Diagnostic Radiology: A Textbook of Medical Imaging, 4th ed., 2001.

Colesterol total (código AMB: 4.03.01.60-5)

Material a ser analisado: Sangue extraído por punção da veia do braço.

Objetivo do exame: Avaliação do risco aterogénico. É um dos fatores contribuintes à formação de ateromas. O risco de contrair doença cardíaca coronariana, aumenta paralelamente ao aumento do colesterol total. Para obter índices indicativos de risco é necessário definir um perfil lipídico, com os valores de colesterol total, LDL colesterol, HDL colesterol e triglicérides.
Aumentos do colesterol total aparecem em hiperlipoproteinemias tipo II a, II b, III, hipercolesterolemia poligênica e hiperlipidemia familiar combinada.

Confiabilidade do exame: Altamente confiável.

Tempo gasto para realização do exame: 15 minutos.

Preparação do paciente: Jejum estrito de 12 horas. Não consumir, antes do exame, drogas que estejam relacionadas ao aumento do colesterol como, por exemplo: ACTH, esteróides anabólicos, corticoesteroides e anticoncepcionais orais.

Tempo necessário para obter os resultados: Entre 24 e 48 horas após a realização do estudo.

Método utilizado para obter resultados: Enzimático.

Valores normais: Valor desejado: <200 mg / dl.
Valor limite: 200-239 mg / dl.
Valor aumentado: >240 mg / dl.

Valores diminuídos: Os niveles séricos de colesterol quando baixos aparecem na deficiência de alfa - lipoproteína (doença de Tangier), abetalipoproteinemias, desnutrição, necrose hepatocelular, hipotireoidismo, anemias megaloblásticas e sideroblásticas, dieta vegetariana.
Valores Aumentados: Aumentos de colesterol total aparecem na colestase intra e extra-hepática, doença hepatocelular, hipotireoidismo, gota, hipertensão essencial, diabetes, alcoolismo, anorexia nervosa. Ocorre elevação moderada nas hiperlipoproteinemias I, IV, V e na hipertrigliceridemia exógena primaria.

Medicamentos que podem modificar os resultados:

Aumentados: esteroides anabólicos, andrógenos, sais biliares, clorpromazina, corticosteróides, etanol (em alcoólatras) fenitoína, epinefrina, furozemida, meprobamato, anticoncepcionais orais, penicilina, tiazidas.
Diminuída: Alopurinol, ácido ascórbico, eritromicina, estrógenos, kanamicina, ketoconazol, tetraciclina, clorpropamida, glucagon, metildopa, neomicina, progesterona.

Colonoscopia (código da AMB 4.02.01.08-2)

O que é o exame: consiste na introdução de um tubo flexível, com cerca de 1 metro de comprimento e 1 cm de diâmetro, com uma câmera na ponta (endoscópio) pelo orifício anal. O cólon (intestino grosso) e o íleo terminal (final do intestino delgado) são então visualizados através de um monitor, e as imagens são fotografadas e gravadas em uma fita.

Para que serve: a colonoscopia pode ser realizada para obtenção de amostra de tecido para biópsia; para avaliar anemia não explicada; para avaliar presença não explicada de sangue nas fezes, diarréia persistente dor abdominal ou anormalidades (como pólipos) detectadas ao raio X; para determinar o tipo e extensão de doença inflamatória intestinal; e para acompanhamento de um achado prévio de pólipo, câncer de cólon, ou uma história familiar de câncer de cólon. Achados anormais que podem ser percebidos ao exame são: sangramento gastrointestinal, pólipos, tumores, doença inflamatória intestinal e diverticulose. Os pólipos podem ser removidos durante a colonoscopia.

Instruções para a realização do exame: na véspera do exame, a alimentação deve ser feita com dieta líqüida e deve-se usar um laxativo. No dia do exame, no hospital, o pacientes recebe um medicamento para limpeza intestinal.

- Os medicamentos em uso devem ser informados ao médico.
- Antes do exame, o paciente recebe, por via intravenosa, um sedativo e um analgésico para relaxar e tranqüilizar.
- O paciente deve assinar um termo de consentimento para realização do exame.

Riscos: são pequenos se a colonoscopia é realizada por um profissional experiente. As possíveis complicações incluem: perfuração intestinal, sangramento, reações adversas à medicação sedativa (problemas respiratórios ou hipotensão), infecção, náusea, vômito e irritação retal causada por medicação oral que faz a limpeza intestinal.


Figura 1: Colonoscopia - Adenocarcinoma de sigmóide

Figura 2: Colonoscopia – Apendicite de coto apendicular

Figura 3: Colonoscopia – Cólon transverso normal

Figura 4: Colonoscopia – Divertículo de cólon direito

Figura 5: Colonoscopia - Doença de Crohn com estenose da anastomose íleo-cólica

Figura 6: Colonoscopia – Íleo normal

Figura 7: Colonoscopia - Imagem após ressecção de tumor viloso de reto

Figura 8: Colonoscopia – Pólipo de sigmóide

Figura 9: Colonoscopia - Tumor viloso recidivado de reto

Figura 10: Colonoscopia - Válvula ileocecal normal

Fonte:

- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Contagem de plaquetas (código AMB: Hemograma com contagem de plaquetas ou frações (eritrograma, leucograma, plaquetas) 4.03.04.36-1)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Estimar a quantidade de plaquetas por milímetro cúbico. Avaliar a eficiência de produção destas células, pela medula óssea. Acompanhar o efeito das diferentes terapias com quimioterápicos ou radioterapia. Auxilia no diagnóstico de doenças acompanhadas de trombocitopenia e trombocitose.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: 130.000 a 370.000 plaquetas/mm cúbico.

Valores diminuídos: abaixo de 50.000 pode produzir sangramento espontâneo. Quando é menor que 5.000 pode ser fatal, devido a hemorragias do sistema nervoso central, ou hemorragia massiva do trato gastrintestinal.

Valores aumentados: em algumas doenças hemoproliferativas.

Tempo requerido para obter resultados: aproximadamente 1 hora de trabalho no laboratório.

Resultados determinados por: contagem de plaquetas no microscópio, ou por contagem automática com equipamento especializado.

Confiabilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

indometacina
heparina
acetazolamida
acetoexamida
Antidepressivos tricíclicos
hidroxicloroquinona
Carbamazepina
Acido etacrínico
Antimônio
Maleato de bronferinamina
Metildopa
Penicilina
Oxifenilbutazona
Cloranfenicol
Diazóxido
Sais de ouro
Furozemida
Isoniazida
Fenitoína
Sulfonamidas
Sulfato de quinidina
Pirimetamina
Quinina
Salicilatos
Estreptomicina
Diuréticos tiazídicos

Outros fatores que podem alterar os resultados: menstruação, exercício físico intenso, altas altitudes e temperaturas muito baixas.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Coombs indireto (código da AMB 4.03.04.88-4)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para pesquisa, no soro, de imunoglobulinas IgG ou frações do complemento ligadas às hemácias.

Para que serve: útil no pré-natal de gestantes com sangue Rh negativo para avaliar a possibilidade de eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido), na triagem de anemias hemolíticas e provas transfusionais.

- Em gestantes com sangue Rh negativo, a ausência de anticorpos anti-Rh no sangue resulta num resultado negativo no teste de Coombs indireto, estando indicado a repetição mensal do teste até o parto. A presença de um resultado positivo no teste traduz isoimunização (incompatibilidade Rh com o feto) e merece acompanhamento especializado durante todo o curso da gestação.

Valor de referência: negativo

Instruções para a realização do exame: a paciente deve informar se está grávida, a idade gestacional, número de filhos e história patológica pregressa gestacional.

- Não é necessário jejum.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.
- Corrêa, Mário Dias; Melo, Victor Hugo de; Aguiar, Regina Amélia Lopes Pessoa de; Corrêa Júnior, Mário Dias. Noções práticas de obstetrícia. 13.ed. Belo Horizonte: Coopmed - Cooperativa Editora e de Cultura Médica LTDA, 2004. 915 p.

Coronariografia (código da AMB 3.09.11.07-9)

O que é o exame: consiste no cateterismo seletivo das artérias coronárias (artérias que irrigam o coração), com injeção direta de meios de contraste e realização de radiografias para visualização do fluxo de sangue através do coração.

Para que serve: investigação de doenças arteriais coronarianas, como aterosclerose, que podem causar um ataque cardíaco. O exame está indicado em pacientes com angina instável, dor torácica atípica, estenose aórtica ou insuficiência cardíaca inexplicada.

Instruções para a realização do exame: antes da coronariografia é feito o cateterismo cardíaco e o paciente recebe um sedativo leve para relaxar. Uma área corporal, geralmente o braço ou a virilha, recebe anestesia local e é feita a inserção de um cateter venoso, que é cuidadosamente conduzido até as artérias do coração.

- O paciente não pode comer ou ingerir líqüido 8 horas antes do exame
- Deve ser assinado um termo de consentimento para a realização do exame e informar ao médico episódios prévios de alergia a frutos do mar, reações a materiais contrastados, uso de Viagra e desejo de engravidar.

Riscos do exame: a coronariografia carrega riscos levemente maiores que outros exames cardíacos, contudo é um teste bastante seguro se realizado por uma equipe experiente. Os riscos do procedimento incluem: arritmias cardíacas, tamponamento cardíaco, trauma arterial causado por hematoma, hipotensão arterial, reação ao meio de contraste, hemorragia, acidente vascular cerebral e ataque cardíaco. O material de contraste pode afetar os rins particularmente em pacientes diabéticos.

Considerações: nos casos em que se encontra um bloqueio nas coronárias, o médico pode realizar uma intervenção coronariana percutânea para a desobstrução.


Figura 1: Coronariografia - Coronária direita normal

Figura 2: Coronariografia - Coronária esquerda normal

Figura 3: Coronariografia - Ramo circunflexo da coronária esquerda com lesão obstrutiva de 70-80%

Figura 4: Ventriculografia esquerda de coração em diástole

Figura 5: Ventriculografia esquerda de coração em sístole

Fonte:

- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Cortisol plasmático (código AMB:4.03.05.21-0)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Confirma o diagnóstico de Síndrome de Cushing. Ajuda no diagnóstico da doença de Addison. Diagnóstico da insuficiência supra renal secundaria.

Preparação prévia: repouso por 10 a 12 horas antes do exame e repouso no leito nos 30 minutos que antecedem a extração da amostra.
Dieta normal (3 gramas por dia) de sal durante os três dias prévios ao exame. Jejum prévio líquido e sólido de 12 horas.

Resultados:

Valores normais: Se a dosagem for realizada pela manhã, 7 a 28 mcg / ml. Caso seja efetuada a tarde, 2 a 18 mcg / ml. (os valores obtidos a tarde, em geral, correspondem a metade dos valores dosados pela manhã).

Valores aumentados: Doença de Cushing.

Valores diminuídos: Doença de Addison, secreção de ACTH, hipofisectomia, necrose hipofisaria pós-parto, craneofaringioma, adenoma cromófobo.

Tempo necessário para obter resultados: dois a três dias.

Técnica utilizada: radioimunoensaio.

Credibilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: andrógenos, estrógenos, anticoncepcionais orais. Fenitoína.

Fatores que pode ser alterar os resultados: doença hepática severa; doença renal; obesidade.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Creatinina no sangue (código AMB: 4.03.01.63-0)

Material a ser analisado: sangue obtido por punção da veia do braço.

Tempo gasto para realização do exame: 5 minutos.

Finalidade: avaliar a função renal, a função muscular, e também como coadjuvante no diagnóstico da distrofia muscular.

Preparação prévia: restrição de exercício físico durante as 12 horas que antecedem o exame. Jejum de líquidos e sólidos de 12 horas.

Resultados:

Valores normais: homens 0.2 a 0.6 mg /dl; mulheres: 0.6 a 1 mg / dl.

Valores aumentados: Pode significar: Lesão de células musculares; miopatias; dermatomiosite, esclerose lateral amiotrófica; gravidez, hipertireoidismo; ingestão exagerada de proteínas, falha da função renal e insuficiência renal.

Tempo necessário para obter o resultado: alguns minutos de trabalho no laboratório. O exame é realizado por espectrofotometria.

Credibilidade dos resultados: boa.

Medicamento que podem alterar os resultados: a testosterona, quando usada como medicamento.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.