Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra D

Dengue, sorologia (código da AMB 4.03.06.79-8)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para detecção de anticorpos do tipo IgM e IgG contra os quatro sorotipos do vírus do dengue.

Para que serve: detecção de anticorpos específicos contra infecção pelo vírus do dengue. Anticorpos do tipo IgM são encontrados na infecção primária e secundária, sendo detectados títulos mais baixos ou ausentes na infecção terciária. Anticorpos do tipo IgG são menos específicos, podem advir de transferência vertical materna à criança ou serem positivos após vacinação contra febre amarela, mas sua dosagem é importante em áreas endêmicas, pois partes dos pacientes reinfectados podem não apresentar aumento dos níveis de IgM.

Período de detecção dos anticorpos: os anticorpos do tipo IgM contra o vírus do dengue são detectáveis desde o sexto dia da doença e perduram por até 90 dias, de modo que uma amostra positiva indica infecção, em curso ou recente, ocorrida nos últimos dois a três meses. Já os anticorpos do tipo IgG possuem níveis mais elevados na infecção secundária, podendo ser detectados nos primeiros dias de doença e persistem por dois a três anos após a infecção.

Valor de referência: negativo

Obs.: a coleta prematura da amostra, antes do 5o dia de sintomas, é uma importante causa de resultado falso-negativo. Portanto, é aconselhável realizar após 7 dias de início dos sintomas.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Leão, Ênnio. Pediatria ambulatorial. 4. ed. Belo Horizonte: COOPMED, 2005 1034 p.

Densitometria Óssea

(Densitometria óssea – coluna e fêmur – código AMB: 4.08.08.13-0)
(Densitometria óssea – corpo inteiro – código AMB: 4.08.08.14-9)
(Densitometria óssea – um segmento – código AMB: 4.08.08.12-2)

O que é

A densitometria óssea é um exame de radiologia que mede, com rapidez e precisão, a densidade dos ossos. O resultado é comparado com padrões para idade e sexo.

É principalmente usada para diagnosticar quadros de osteopenia ou de osteoporose, doenças nas quais a densidade e a quantidade de minerais são baixas, e o risco de fraturas é alto. A osteopenia é uma afecção óssea na qual os ossos perdem estes minerais e têm menor densidade, o que os torna mais frágeis. Quando a perda óssea é grave, a afecção se chama osteoporose.

Os objetivos do exame são: avaliar o grau de osteoporose, indicar a probabilidade de fratura, possibilitar a obtenção da curva de perda óssea através do tempo (quando a avaliação é feita periodicamente), e auxiliar no tratamento médico.

Quem deve fazer o exame?

O exame está indicado em mulheres em fase de pré-menopausa, menopausa, pós-menopausa, em regime de reposição com hormônios estrógenos, e também nos indivíduos em uso de hormônios tireoidianos, corticosteróides, e medicamentos anticonvulsivantes.

Nas crianças, está indicado quando há necessidade de acompanhamento do desenvolvimento ósseo, em doenças osteometabólicas, e ocasionalmente em regimes dietéticos para emagrecimento.

Que preparo é necessário?

Caso a paciente acredite estar grávida, ela deve notificar seu médico. A rotina diária antes deste teste não precisa ser mudada, seja em relação a alimentos, bebidas ou medicamentos ingeridos, exceto por medicamentos que contenham cálcio. Estes medicamentos devem ser evitados por 24 horas antes do exame de densitometria óssea.

O paciente não deverá ter se submetido a exame de Medicina Nuclear previamente (72 horas) e não deverá ter realizado exame radiológico com uso de contraste (aguardar pelo menos 5 dias).

No dia do teste, o paciente deverá comparecer com roupa sem metais (zíper, botões, broches, etc).

Como é feito o exame?

Atualmente, a técnica padrão para determinar a densidade óssea é chamada densitometria por DEXA (dual-energy X-ray absorptiometry). A densitometria por DEXA é simples e indolor, e leva de dois a quatro minutos para ser realizada. A maquina mede a densidade óssea detectando a extensão na qual os ossos absorvem fótons, que são gerados por níveis baixos de raios X (Fótons são partículas atômicas sem carga).

As medidas da densidade mineral óssea são geralmente reportadas na concentração média de cálcio, nas áreas escaneadas pelo aparelho. A densidade óssea é mais comumente medida no quadril, do que na coluna ou punho.

A densitometria óssea da coluna também pode ser medida, observa-se, entretanto, que a densitometria óssea de coluna em idosos pode ser enganosa, pois pode apresentar valores maiores que os reais, devido à compressão das vértebras por alterações secundárias a quadros de artrite. Por isso, as medidas de densidade podem se apresentar como normais ou elevadas, mas os pacientes podem estar sob risco de fratura.

Resultados do exame:

O exame fornece o valor absoluto da densidade mineral óssea, da área estudada, em mg/cm2. A osteoporose é diagnosticada quando a densidade óssea cai ao ponto onde fraturas acontecerão com um leve estresse local.

A osteoporose é determinada pela medida da densidade óssea e comparando o resultado com as referências. Deve ser notado que índices baixos de densidade óssea não são muito específicos em determinar o risco de fraturas, sem se considerar outros fatores de risco para ocorrência de fraturas.

Em geral, são seguidos os seguintes passos para determinar a osteoporose:

* Densidade mineral óssea (Bone Mineral Density - BMD) é medida geralmente no osso do quadril, usando a densitometria óssea.
* As medidas de BMD são dadas em mg/cm2. Esta é a concentração média de mineral ósseo nas áreas escaneadas. Em geral, o osso está normal se os resultados são maiores que 833 mg/cm2. Uma baixa densidade óssea (osteopenia) está em valores entre 648 e 833 mg/cm2. A osteoporose é diagnosticada com resultados abaixo de 648 mg/cm2.

Estas medidas ainda não se correlacionam com o real risco de fratura, devendo também ser estimados os fatores de risco e outras considerações. O próximo passo é comparar a BMD do paciente com a densidade óssea normal, que é definida como a media de BMD em quadris de mulheres caucasianas pré-menopausa.

Devido ao fato das referencias serem baseadas em mulheres caucasianas, elas não necessariamente se aplicam a homens ou a mulheres não caucasianas. Por exemplo, os homens têm um menor risco de fratura no mesmo desvio padrão que mulheres. Pesquisadores estão tentando estabelecer protocolos de risco também para estes grupos.

Existe algum cuidado após o exame?

De um modo geral, as atividades podem ser retomadas imediatamente. Os resultados do exame devem estar disponíveis para o médico assistente em um prazo curto, aproximadamente 24 horas.

Desidrogenase lática (LDH) (Código AMB: 4.03.01.72-9)

Material a ser analisado: sangue.

Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Auxilia na diferenciação do infarto agudo do miocárdio e outras causas de dor torácica, tais como anemia, tromboembolismo pulmonar ou doença hepática, e é útil principalmente, quando uma enzima, a creatinofosfoquinase (CPK), não se normalizou nas primeiras 24 horas, de um possível ataque cardíaco.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

As diversas variações ou isoenzimas da enzima tem utilidade no diagnóstico de lesões dos distintos órgãos.

Coração: LDH1, LDH2.
Pulmões: LDH3.
Fígado e músculos: LDH4, LDH5.
O teste tem mais utilidade quando se isolam as formas LDH1 e LDH2.

Valores normais:
LDH1 entre 18.1 e 29 % do total
LDH2 entre 29.4 e 37.5% do total
LDH3 entre 18.8 e 26 % do total
LDH4 entre 9.2 e 16.5% do total
LDH5 entre 5.3 e 13.4% do total

Valores aumentados: podem indicar infarto do miocárdio.

Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados do exame são determinados por análise química quantitativa.

Credibilidade do exame: boa.

Situações que podem alterar os resultados: gravidez; cirurgia recente; prótese valvular cardíaca.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Diagnóstico laboratorial da Hepatite

(Códigos AMB: Hepatite A - HAV - IgG 4.03.06.933 / Hepatite A - HAV - IgM 4.03.06.941 / Hepatite B - HBCAC - IgG (anti-core IgG ou Acoreg) 4.03.06.950 / Hepatite B - HBCAC - IgM (anti-core IgM ou Acorem) 4.03.06.968 / Hepatite B - HBeAC (anti HBE) 4.03.06.976 / Hepatite B - HBeAG (antígeno "E") 4.03.06.984 / Hepatite B - HBSAC (anti-antígeno de superfície) 4.03.06.992 / Hepatite B - HBSAG (AU, antígeno austrália) 40307018 / Hepatite C - anti-HCV 40307026 / Hepatite C - anti-HCV - IgM 40307034 / Hepatite C - imunoblot 40307042 / Hepatite delta, anticorpo IgG 40307050 / Hepatite delta, anticorpo IgM 40307069 / Hepatite delta, antigeno 40307077 / Hepatite B (qualitativo) PCR 40314073 / Hepatite B (quantitativo) PCR 40314081 / Hepatite C (qualitativo) por PCR 40314090 / Hepatite C (quantitativo) por PCR 40314103 / Hepatite C - genotipagem 40314111)

A hepatite, doença que ataca o fígado, é uma doença viral, provocada por cinco diferentes tipos de vírus (A, B, C, D ou E). Ocasionalmente pode ser desencadeada por outras doenças (p.ex., mononucleose infecciosa e febre amarela), medicamentos (metildopa, isoniazida, nitrofurantoína) ou drogas (álcool ou drogas injetáveis).

Pode ter evolução aguda ou crônica. Na maioria dos indivíduos, a inflamação se inicia abruptamente e dura apenas algumas semanas.

De acordo com os diferentes vírus, pode ser transmitida por via oral, por saliva, urina, fezes, ato sexual ou transfusões de sangue. A água é um veículo de transmissão importante.

A hepatite viral aguda pode produzir desde uma doença menor semelhante a uma gripe até uma insuficiência hepática fatal. Em geral, a hepatite B é mais grave que a hepatite A e, ocasionalmente, é fatal. A hepatite C tem uma evolução pouco previsível. A doença aguda comumente é leve, mas a função hepática pode melhorar e, em seguida, piorar repetidamente durante vários meses.

A hepatite A é a mais benigna e geralmente não leva a conseqüências para o individuo, podendo inclusive passar despercebida.

Já a hepatite B é uma doença mais grave, geralmente transmitida por transfusões ou por usuários de drogas que compartilham da mesma agulha. Também pode ser transmitido ao recém nascido durante o parto. Pacientes com doenças renais crônicas e que se submetem a hemodiálise também apresentam maior risco de contrair a hepatite B.

O vírus da hepatite C é responsável por cerca de 80% dos casos de hepatite, originados por transfusões sangüíneas, além de muitos casos isolados de hepatite aguda. Ele é mais freqüente em usuários de drogas injetáveis. Também pode decorrer da transmissão sexual, mas esta é pouco freqüente. O vírus da hepatite C é responsável por muitos casos de hepatite crônica e por alguns casos de cirrose e de câncer de fígado.

Outros vírus causadores da hepatite são: o vírus da hepatite D e o vírus da hepatite E.

Diagnóstico

A hepatite viral aguda é diagnosticada baseando-se nos sintomas apresentados pelo indivíduo e nos resultados dos exames de sangue que avaliam a função hepática. Em aproximadamente 50% dos indivíduos com hepatite viral aguda, será detectado um fígado sensível e um pouco aumentado de tamanho.

Exames iniciais que devem ser realizados quando há suspeita de Hepatite:

* Hemograma completo; TGO e TGP (transaminases glutâmico oxalacetica e glutâmico pirurvica, exame que avalia a função hepática); Gama-GT; Fosfatase alcalina;
* Bilirrubinas; Glicose;
* Amilase (em pacientes com história de ingestão de bebidas alcoólicas);
* Uréia / Creatinina, em pacientes com idade superior a 40 anos;
* Urina (EAS), em crianças e pacientes do sexo feminino;

Diagnóstico Sorológico Específico:

A partir da situação clinica que se deseja investigar, deve se selecionar ao testes mais apropriados para cada situação.
Para o diagnostico de qualquer tipo de hepatite devem ser tomadas as mesmas medidas na colheita das amostras:

Material: Coleta de sangue suficiente para obter 0,5 ml de soro ou plasma (EDTA), para cada tipo de vírus que se deseja pesquisar. Observar Jejum de 8 horas

Conservação: Até 14 dias entre 2 e 8O C

Método utilizado: Imunoensaio enzimático

Observação: As amostras de pacientes tratados com heparina podem coagular parcialmente e podem produzir resultados errôneos devido à presença de fibrina. Para prevenir este fenômeno deve se colher a amostra antes da terapia com heparina.

O que vai ser pesquisado?

Hepatite aguda tipo A: O diagnóstico etiológico está baseado na detecção sorológica da fração IgM anti-HAV e IgG anti - HAV.
Hepatite aguda tipo B: O diagnóstico etiológico está baseado na detecção sorológica do HBsAg, anti-HBc IgM, HBeAg/Anti-HBe.
Hepatite aguda tipo C: O melhor teste sorológico para o diagnóstico da hepatite aguda tipo C é a pesquisa do HCV-RNA

Como interpretar o resultado?

Valor de referência para qualquer um deles: Negativo. Casos com valor de referencia positivo devem ser interpretados pelo medico, segundo o exame solicitado.

Fontes:

* Manual de exames - Instituto de Patologia Clinica Hermes Pardini – 2003/2004.
* Manual Merck: Distúrbios do Fígado e da Vesícula Biliar.
* Focaccia, Roberto – Hepatites Virais – Ed. Atheneu 1998.
* Fundação de Medicina Tropical do Amazonas -

Dímero D (código da AMB 4.03.04.90-6)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de dímero D, um produto de degradação da fibrina pela plasmina.

Para que serve: auxílio no diagnóstico de doenças e condições que causam hipercoagulabilidade, como trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar. É detectado uma hora após a formação do trombo e permanece elevado em média por 7 dias.

Resultados

Valor de referência: 68 a 494 nanog/mL

Valores aumentados: em algumas condições clínicas também são encontrados níveis altos de dímero D, a saber: infarto agudo do miocárdio, sepse, neoplasias, insuficiência cardíaca, pneumonias, dentre outras. Resultados falso-positivos podem ser encontrados em portadores de artrite reumatóide, hipertrigliceridemia e hiperbilirrubinemia.

Valores diminuídos: pacientes recebendo terapia anticoagulante podem apresentar um resultado falso-positivo na dosagem dímero D.

Instruções para realização do exame: é importante relatar se fez uso de medicamentos ou anticoagulantes nos últimos 14 dias.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Dismorfismo eritrocitário, pesquisa na urina (código da AMB 4.03.11.10-4)

O que é o exame: coleta de urina para análise da morfologia das hemácias.

Para que serve: conforme a morfologia das hemácias na urina, é possível estabelecer se a causa de hematúria (sangue na urina) é glomerular ou não-glomerular, o que direciona o diagnóstico e conduta terapêutica. A presença de acantócitos e/ou codócitos indica origem glomerular.

Valor de referência: ausência de acantócitos e codócitos.

Instruções para realização do exame: a urina a ser analisada deve ter tido eliminação recente e ser coletado o jato médio da segunda micção da manhã.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini

Doppler colorido arterial de membro inferior (código da AMB 4.09.01.47-5)

O que é o exame: método que utiliza ultra-som para examinar o fluxo de artérias maiores dos membros inferiores, com formação de imagens em cores. Coloca-se um gel sobre a pele do local a ser examinado e as imagens são captadas com a movimentação de um transdutor.

Para que serve: auxilia no rastreamento de doença isquêmica periférica, na seleção de pacientes para exame invasivo (arteriografia), no planejamento cirúrgico e no controle de tratamento de afecções arteriais de membro inferior. Alterações que podem ser detectadas incluem: aterosclerose de extremidades, tromboangeíte obliterante, doença arterial espástica, oclusão arterial por êmbolo e tumores vasculares. O exame ainda pode ser usado para monitorar reconstrução arterial e enxertos vasculares.

Instruções para a realização do exame: devem ser removidas as roupas do membro inferior a ser examinado.

Riscos: o procedimento não apresenta riscos específicos.

Fonte:

- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Doppler colorido arterial de membro superior (código da AMB 4.09.01.45-9)

O que é o exame: método que utiliza ultra-som para examinar o fluxo de artérias maiores dos membros superiores, com formação de imagens em cores. Coloca-se um gel sobre a pele do local a ser examinado e as imagens são captadas com a movimentação de um transdutor.

Para que serve: auxilia no rastreamento de doença isquêmica periférica, como doença arterial oclusiva, na seleção de pacientes para exame invasivo (arteriografia), no planejamento cirúrgico e no controle de tratamento de afecções arteriais de membro superior.

Instruções para a realização do exame: devem ser removidas as roupas do membro superior a ser examinado.

Riscos: o procedimento não apresenta riscos específicos.


Figura 1: Doppler colorido arterial de antebraço - Fístula arteriovenosa

Figura 2: Doppler colorido arterial de antebraço - Hemangiodisplasia

Fonte:

- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Doppler colorido de vísceras abdominais (código da AMB 4.09.01.38-6)

O que é o exame: é um método de imagem em cores que utiliza ultra-som para avaliação de órgão no interior do abdome, incluindo fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas e rins. Também é possível o estudo do fluxo nos vasos sangüíneos destes órgãos.

Para que serve: há diversas indicações para realização do exame, como investigação de dor abdominal, suspeita de cálculos nas vias biliares ou rins ou avaliação de aumento de órgãos abdominais. Algumas alterações que podem ser detectadas incluem: cálculos biliares, cálculos renais, colecistite (inflamação das vias biliares), hidronefrose, esplenomegalia (aumento do baço) e pancreatite.

Instruções para a realização do exame: em geral os pacientes são orientados a não ingerir alimentos sólidos ou líqüidos horas antes do exame. O médico pode aconselhar sobre algum preparo específico.

Riscos: não foram documentados riscos específicos do exame. Não há uso de radiação ionizante, como raios-x.


Figura 1: Color Doppler arterial de fígado

Figura 2: Color Doppler de fígado e duto biliar

Figura 3: Color Doppler de rim e veia espleno-renal

Figura 4: Color Doppler do baço demonstrando tributárias de veia esplênica

Figura 5: Pólipo em vesícula biliar

Fonte:

- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Doppler de carótidas e vertebrais (código da AMB 4.09.01.36-0)

O que é o exame: é um método de imagem, que utiliza ultra-som para avaliar em tempo real a anatomia e circulação nas artérias carótidas e vertebrais (que fornecem sangue para o cérebro). Não utiliza radiação. O paciente fica deitado com o pescoço inclinado em direção oposta ao lado que será examinado. No local examinado, aplica-se um gel e move-se um transdutor, que capta imagens em cortes transversais e longitudinais.

Para que serve: avaliação do fluxo de sangue nas artérias carótidas e vertebrais, auxiliando no diagnóstico de doença aterosclerótica, aneurismas, angulações, dissecções, arterites e outras afecções que podem acometer as artérias carótidas e vertebrais. Alguns indicações para realização do exame são: ataque isquêmico transitório, sopros na região cervical, acidente vascular cerebral, acompanhamento de pacientes com estenose carotídea e acompanhamento após angioplastia carotídea e endarterectomia.

Instruções para a realização do exame: nenhuma preparo é necessário.

Riscos: não há riscos específicos do procedimento.


Figura 1: Ateromatose não complicada em artéria carótida comum

Figura 2: Emergência de artéria carótida interna

Figura 3: Estenose significativa em artéria carótida externa

Figura 4: Doppler em artéria carótida externa com velocidades aumentadas e turbulência espectral

Figura 5: "B-flow" demonstrando estreitamento em emergência de carótida externa

Figura 6: Padrão de fluxo normal em artéria vertebral

Figura 7: Corte transversal de bifurcação carotídea mostrando ateromatose significativa ema artéria carótida externa

Figura 8: Placa calcificada moderada em carótida comum

Figura 9: Oclusão de artéria carótida interna ("B-flow")

Figura 10: Doppler demonstrando inversão de fluxo em artéria vertebral (fenômeno de "roubo" de subclávia)

Fonte:

- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Dosagem da hemoglobina fetal ou teste de Kleihauer-Betke (Código AMB: 4.03.04.32-9)

Material a ser analisado: Sangue extraído da veia do braço da mãe e determinação da presença de células fetais.

Objetivo: Determinar a quantidade de imunoglobulina Rh que uma mulher Rh-negativa deve receber, para prevenir o desenvolvimento de anticorpos ou proteínas anormais, que possam se desenvolver contra seu feto.

Credibilidade do exame: boa.

Tempo gasto para realização do exame: 5 minutos.

Preparação da paciente: nenhuma.

Técnica usada para obter resultados: Sangue extraído da veia da mãe, que é analisado para determinar a presencia de células fetais, com uma técnica de coloração especial, conhecida como método de Kleihauer-Betke.

Situações que podem alterar o resultado do exame: doenças do sangue da mãe, que produzem tipos de hemoglobina fetal.

Interpretação do exame: Quanto maior for a quantidade de glóbulos que passam do feto para a circulação materna, maior será quantidade de imunoglobulina Rh, que a mãe deverá receber.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Dosagem de Glicose (código AMB: 4.03.02.04-0)

Outros nomes: açúcar no sangue, glicemia, glicemia de jejum, glicose no sangue.

Formalmente conhecida como: glicemia

Qual o significado dos níveis de glicose no sangue?

A glicose é um açúcar simples que serve como a principal fonte da energia para o corpo. Os carboidratos que nós comemos são quebrados na forma de glicose (e alguns outros açúcares simples), absorvidos pelo intestino delgado e distribuídos por todo o corpo pela corrente sanguínea. A maioria das células do corpo necessita de glicose para a produção de energia; o cérebro e as células do sistema nervoso são as mais exigentes.

O uso da glicose pelo corpo depende da disponibilidade de insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas. A insulina age transportando a glicose para dentro das células, estimulando o organismo a armazenar o excesso de glicose na forma de glicogênio (para o armazenamento a curto prazo) e/ou como triglicérides em células gordurosas. Os seres humanos não podem viver sem glicose ou insulina, e estas duas substâncias devem existir no organismo de forma balanceada.

Normalmente, o nível de glicose no sangue eleva-se ligeiramente após uma refeição e a insulina é então secretada para abaixá-lo. A quantidade de insulina liberada é proporcional ao tamanho e à quantidade de açucares da refeição. Se a taxa de glicose no sangue ficar muito baixa, como pode ocorrer entre refeições ou após um exercício físico mais forte, o glucagon (um outro hormônio do pâncreas) é secretado na corrente sanguínea, para comunicar ao fígado para transformar parte do glicogênio armazenado em glicose novamente, elevando, assim, os níveis de glicose circulante. Se o mecanismo de feedback da glicose/insulina estiver trabalhando corretamente, a quantidade de glicose no sangue permanecerá razoavelmente estável. Se o equilíbrio for rompido e os níveis de glicose no sangue se elevarem, o corpo tenta restaurar a estabilidade, aumentando a produção de insulina e excretando glicose pela urina.

A hiperglicemia ou a hipoglicemia severas podem ameaçar a vida, causando falência de órgãos, danos no cérebro, levando ao coma, e em casos extremos, à morte. Os níveis crônicos elevados de glicose no sangue podem causar danos progressivos aos órgãos do corpo tais como rins, olhos, coração, vasos sanguíneos e nervos. A hipoglicemia crônica pode levar a danos no cérebro e nos nervos. Algumas mulheres podem desenvolver a hiperglicemia durante a gravidez e esta pode levar ao diabetes gestacional. Se não tratado pode fazer com que estas mães dêem a luz a bebês acima do peso e que podem ter níveis baixos de glicose. As mulheres que tiveram diabetes gestacional podem desenvolver, ou não, o diabetes futuramente.

Por que realizar o exame?

O objetivo do teste é determinar se o nível de glicose no sangue está dentro dos parâmetros saudáveis, fornecendo, desta forma, dados para investigação, diagnóstico e monitoramento da hiperglicemia (glicose elevada no sangue), hipoglicemia (glicose diminuída no sangue), diabetes e pré-diabetes.

Quando realizar o exame?

Glicemia: como parte do exame regular, quando você tiver sintomas que sugiram hiperglicemia ou hipoglicemia, e durante a gravidez; se você for diabético, até mais de uma vez ao dia para monitorar o nível de glicose no sangue.

Como o exame é feito?

Uma pequena amostra de sangue é retirada de uma veia no braço, ou para o auto-exame, pode-se coletar uma gota de sangue através de uma picada na pele. É recomendado que os indivíduos estejam em jejum para realizar o teste.

Para que o exame é solicitado por seu médico?

O exame de dosagem da glicose sanguínea é solicitado para avaliar a quantidade de glicose que está circulando no sangue naquele momento. É utilizado para detectar hiperglicemia e hipoglicemia e ajudar a diagnosticar o diabetes. A glicemia pode ser medida em jejum (quando o sangue é coletado 8 a 10 horas após a última refeição), aleatória (em qualquer momento do dia), pós-prandial (após uma refeição) e/ou como parte de um teste oral de tolerância à glicose. O teste de tolerância à glicose é composto por uma série de exames para avaliar a glicose no sangue em diferentes momentos. Primeiro coleta-se uma amostra de sangue para glicemia de jejum, então o paciente bebe uma quantidade padrão de uma solução de glicose. Após isso, a coleta de sangue é executada mais algumas vezes, em intervalos de tempo específicos para avaliar as variações da glicemia ao longo do tempo. Este exame pode ser requisitado para auxiliar no diagnóstico do diabetes, ou como exame para acompanhamento da glicose sanguínea elevada.

A maioria das mulheres grávida é investigada para a ocorrência de diabetes gestacional, uma forma provisória de hiperglicemia, entre a 24ª e 28ª semana de gravidez. Utiliza-se uma versão do teste de tolerância à glicose: uma sobrecarga de glicose é dada a gestante para que ela beba, e a glicemia é medida após uma hora. Se os valores encontrados forem maiores do que aqueles estabelecidos para o diagnóstico de diabetes em pessoas não grávidas, considera-se que esta mulher está com diabetes gestacional. Nos casos em que a glicemia, 1 hora após a ingestão de uma sobrecarga oral de glicose, estiver acima do valor de referência, um teste de tolerância mais longo deve ser realizado para esclarecimento do caso.

Os pacientes diabéticos devem monitorar seus próprios níveis de glicose sanguínea, em alguns casos, diversas vezes ao dia, para determinar quais os valores da glicemia e assim, avaliar qual a medicação oral ou insulina serão necessários. Isto é realizado, geralmente, colocando-se uma gota de sangue em uma tira padrão e introduzindo-a em uma pequena máquina, que fará a leitura digital da glicemia daquele paciente.

Quando é solicitado o exame?

Avaliar o nível de glicose no sangue é importante para triar os indivíduos saudáveis, os indivíduos diabéticos assintomáticos e os pré-diabéticos. Já que o diabetes é uma doença comum, que inicia com poucos sintomas. A avaliação da glicemia pode ocorrer durante campanhas de saúde pública ou como parte do programa de saúde das próprias empresas. Pode ser solicitada também durante uma consulta médica de rotina. A investigação é especialmente importante para pessoas com alto risco de desenvolver diabetes: com história de diabetes na família, acima do peso e com mais de 40 anos.

O exame de glicemia também pode ser requisitado para ajudar no diagnóstico do diabetes, quando alguém tem sintomas de hiperglicemia, como: aumento da sede; aumento da quantidade de urina; cansaço; visão borrada; feridas de cicatrização lenta.

Ou quando a pessoa apresenta sintomas de hipoglicemia, tais como sudorese; fome; tremores; ansiedade; confusão mental; visão borrada.

O exame da glicemia é feito também em ambientes de emergência para determinar se o nível de glicose no sangue está baixo ou elevado, podendo contribuir para sintomas como desmaios ou inconsciência.

Muitos médicos orientam seus pacientes diabéticos para auto-avaliar o nível de glicose, uma ou várias vezes ao dia, monitorando desta forma as variações diárias da glicemia e facilitando assim, a escolha do melhor tratamento.

As mulheres grávidas são geralmente avaliadas para o diabetes gestacional, em um período mais adiantado da gravidez, a menos que tenham sintomas precoces ou já tenham história prévia de diabetes gestacional. Quando uma mulher é diagnosticada com diabetes gestacional, seu médico irá requisitar, geralmente, níveis de glicemia até o final da gravidez e após o parto para monitorar sua condição.

O que é hipoglicemia?

A hipoglicemia é caracterizada por uma queda na glicemia a um nível onde primeiramente causa sintomas no sistema nervoso (suor, palpitação, fome, tremores e ansiedade), depois começa a afetar o cérebro (causando confusão mental, alucinações, visão borrada, levando às vezes ao coma e à morte). Um diagnóstico real de hipoglicemia necessita de preencher a "tríade de Whipple". Estes três critérios incluem:

* Níveis baixos de glicose documentados (menos de 40 mg/dl ou 2.2 mmol/L) testados frequentemente junto com níveis de insulina e às vezes com os níveis de peptídeo-C
* Sintomas de hipoglicemia
* Reversão dos sintomas quando a taxa de glicose no sangue retorna ao nível normal.

O que significam os resultados dos exames?

Níveis elevados de glicose indicam, mais freqüentemente, diabetes, mas muitas outras doenças e circunstâncias podem também causar a elevação da glicemia. As informações a seguir resumem o que significam os resultados dos testes (baseadas nas recomendações da Associação Americana de Diabetes).

Glicemia de jejum:

De 60 a 109 mg/dl (3.9 a 5.5 mmol/L) - Normal
De 100 a 125 mg/dl (5.6 a 6.9 mmol/L) - Tolerância à glicose diminuída (pré-diabetes)
Acima de 126 mg/dl (7.0 mmol/L) em mais de um teste - Diabetes Melitus

Teste de Tolerância Oral à Glicose (exceto grávidas)

(2 horas após 75g de glicose oral)
Menor que 140 mg/dl (7.8 mmol/L) – Glicose de jejum alterada
De 140 a 200 mg/dl (7.8 a 11.1 mmol/L) - Tolerância à glicose diminuída.
Acima de 200 mg/dl (11.1 mmol/L) em mais de um teste, em diferentes ocasiões - Diabetes Melitus.

Triagem para Diabetes Gestacional: Teste de sobrecarga de glicose

(1 hora após 50g de glicose oral)
Menor que 140* mg/dl (7.8 mmol/L) - Tolerância normal à glicose
Maior ou igual a 140* mg/dl (7.8 mmol/L) – Anormal
* Alguns trabalhos utilizam o corte >130 mg/dl (7.2 mmol/L) porque assim identificam 90% das mulheres com diabetes gestacional, comparado com 80% de identificação quando utilizado o limiar de >140 mg/dl (7.8 mmol/L).

Diagnóstico de Diabetes Gestacional

(100g de glicose oral)
Jejum*<95 mg/dl (5.3 mmol/L)
1 hora após a sobrecarga de glicose* < 180 mg/dl (10.0 mmol/L)
2 horas após a sobrecarga de glicose* < 155 mg/dl (8.6 mmol/L)
3 horas após a sobrecarga de glicose* ** < 140 mg/dl (7.8 mmol/L)
* Se dois ou mais valores estão acima do critério, é diagnosticado o diabetes gestacional.
** A sobrecarga de 75g de glicose pode ser utilizada, embora este método não é tão bem validado quanto o OGTT 100g, a amostra após 3 horas não é realizada caso utilize-se 75g.

Dosagem de renina plasmática (código AMB: Renina4.07.12.43-5)

Material a ser obtido: sangue obtido por punção da veia do braço ou obtido por cateterização de uma das veias das pernas.

Tempo necessário para obtenção do material: 45 minutos.

Finalidade: descartar a hipertensão, causada por doença renal, passível de cura. Auxilia no tratamento da hipertensão arterial, na identificação do aldosteronismo primário ou síndrome de Conn por adenoma secretor de aldosterona. O procedimento de cateterização permite identificar se a hipertensão foi causada por um vaso renal anômalo ou por uma doença renal.

Preparação previa: não ingerir álcool pelo menos dois dias antes do exame. Dieta sem sal pelo menos 48 horas antes do exame. Será usado um diurético, como a furosemida, quando seja necessário efetuar a prova de renina com depleção de sódio.
Anestesia local na perna para cateterizar a veia até o rim. O exame necessita de controle radiológico para saber a localização exata do cateter.

Resultados:

Valores normais: com depleção de sódio:
idade entre 20 e 29 anos: 2.9 a 24 nanogramos / ml por hora (valor médio 10.8 nanogramos por ml por hora);
idade 40 anos ou mais: 2.9 a 10.8 nanogramos / ml por hora (valor médio 5.9 nanogramos / ml por hora).
Com dieta sódica em veia periférica:
idade 20 a 39 anos: 0.1 a 3.4 nanogramos / ml por hora (valor médio 1.9 nanogramos / ml por hora)
idade 40 anos ou mais: 0.1 a 3 nanogramos / ml por hora (valor médio 1 nanogramo / ml por hora).

Valores aumentados: hipertensão, cirrose, hipopotassemia, hipovolemia por hemorragia, síndrome de Bartter, doença de Addison, insuficiência renal em estágio final, rejeição de transplante.

Valores diminuídos: Aldosteronismo primário, hiper-hidratação síndrome de Cushing, hipertensão arterial com baixo nível de renina, retenção hídrica por dieta com alto conteúdo de sódio.

Tempo requerido para obter resultados: desde algumas horas a alguns dias.

Resultados: são obtidos com técnicas de radioimunoensaio.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

* antihipertensivos
* nitroprusiato
* clonidina
* anticoncepcionais orais
* propanolol
* estrógenos
* reserpina
* diuréticos
* metildopa
* hidralazina
* guanetidina
* espironolactona
* minoxidil

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Duplex Scan Venoso (código AMB: Doppler colorido venoso de membro inferior - unilateral 4.09.01.48-3)

O que é um exame de Duplex Scan Vascular?

Um exame de Duplex Scan Vascular é um procedimento indolor que utiliza as imagens obtidas por ultra-sonografia, associadas à análise das ondas de som de alta freqüência, que fazem uma análise do fluxo do sangue no interior dos vasos (Doppler).

Todos os exames de ultra-som utilizam ondas sonoras de alta freqüência e ecos, para obter imagens de estruturas do interior do corpo. Tipos diferentes de sinais são produzidos quando o feixe de ondas sonoras é dirigido a um local particular e as ondas são ricocheteadas no órgão ou tecido do corpo.

O princípio da formação das imagens de ultra-som é muito parecido com a do método do sonar (usado por navios da marinha para descobrir submarinos, ou por barcos de pesca para localizar grandes cardumes de peixe). O padrão dos ecos forma uma imagem bastante acurada do órgão que está sendo examinado, neste caso, as veias, que transportam o sangue de volta ao coração.

O exame de Duplex Scan Vascular pode ser utilizado tanto para obter imagens e sons das artérias (Duplex Scan Arterial), como imagens e sons das veias (Duplex Scan Venoso).

Indicações

A razão mais importante para a realização de um exame de Duplex Scan Venoso dos membros inferiores é procurar por um coágulo de sangue, que se localiza nas veias da perna, nos casos de trombose venosa. Estes coágulos podem se soltar e seguir para os pulmões, onde podem causar uma condição de risco chamada "embolia pulmonar". Se diagnosticado em tempo, existem tratamentos que podem impedir esta ocorrência.

Mas a razão mais freqüente e comum pela qual este exame é realizado é a avaliação de quadros de edema secundário a varizes dos membros inferiores, principalmente quando se deseja indicar uma cirurgia, ou avaliar se existe comprometimento do sistema venoso profundo. Em pessoas com veias varicosas, as válvulas que existem no interior das veias e que facilitam o movimento do sangue na direção certa, podem estar danificadas. O exame de Duplex Scan Venoso pode ser importante para ajudar a definir uma indicação cirúrgica.

Outras indicações para a realização do exame de Duplex Scan Venoso, tanto nos membros inferiores como nos membros superiores, são:

* Mapear veias que serão removidas e utilizadas em outros procedimentos. cirúrgicos, como na retirada das veias safenas na cirurgia cardíaca, para implante de pontes de safena.
* Examinar um enxerto vascular usado em procedimentos de hemodiálise, para verificar se está funcionando ou não, de modo adequado.
* Como método auxiliar para ajudar nos casos de cateterismo venoso de uma veia de grosso calibre.

Preparação para o Exame

O paciente deve estar vestido confortavelmente ou usará um avental fornecido pela clínica. Jóias e acessórios presentes na área a ser examinada devem ser removidos. Não é necessário nenhum preparo adicional, à não ser que veias no interior do abdômen venham também a ser examinadas. Neste caso, o paciente deverá consultar a clínica e receber instruções adicionais, específicas para seu caso, que provavelmente incluirão um período de jejum.

Instalações e Equipamento

O exame é feito em uma sala especialmente preparada, onde existe um equipamento de ultra-som com uma tela semelhante a de um computador. Um pequeno dispositivo, ligado ao aparelho, chamado de transdutor, é aplicado sobre a área a ser examinada.

O feixe de ultra-som, partindo do transdutor, é dirigido para as veias e os ecos são recuperados e analisados em tempo real, gerando imagens. O exame irá mostrar as imagens dos vasos em preto e branco ou a cores, quando se utiliza o Color Doppler ultra-som.

As imagens podem ser gravadas com movimento, ou congeladas e fotografadas.

O Doppler a cores também gera um sinal de áudio, permitindo escutar o fluxo de sangue no interior do vaso. As mudanças do fluxo sanguíneo são detectadas como uma mudança sonora e aparecem em cores variadas, facilitando assim ao médico a interpretação do que está acontecendo dentro do vaso.

Técnica do exame

Depois de posicionar o paciente na mesa, o médico irá aplicar um gel sobre sua pele, para estabelecer um contato mais aderente entre a pele e o transdutor, eliminando bolhas de ar. Isto assegurará a livre passagem das ondas sonoras. O transdutor é apertado firmemente sobre a pele e é movido de um lado para outro, para se obter imagens completas das áreas de interesse. Às vezes o examinador pode desejar obter imagens com o paciente de pé.

O paciente deverá permanecer relaxado e tranqüilo durante o exame, uma vez que a contratura muscular exagerada, ou a movimentação dos membros durante o exame, pode impedir uma correta visualização das veias.

Como descrito anteriormente o exame permite tanto a visualização quanto a audição do fluxo sanguíneo dentro dos vasos.

O exame é usualmente indolor, podendo haver algum desconforto decorrente da pressão do transdutor sobre a pele ou de posições um pouco incomodas, que serão necessárias para a realização do exame.

A duração total do exame, geralmente, é inferior a meia hora.

Não existem riscos de exames de ultra-sonografia em seres humanos.

Interpretação

O exame é interpretado por um radiologista ou médico especialista da área cardiovascular, treinado neste tipo de exame. Um relatório será preparado para envio ao médico assistente, com as conclusões, fotos e desenhos esquemáticos.

A técnica apresenta algumas limitações, como no caso da avaliação de veias muito profundas ou finas, em pessoas muito obesas, ou na presença de coágulos muito pequenos, que poderão não ser corretamente visualizados.

Fonte:

- Radiological Society of North America, Inc. (RSNA)