Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra E

Ecocardiografia (código AMB: Ecodopplercardiograma transtorácico 4.09.01.10-6)

Estudo de imagens fotográficas obtidas por ondas de ultra-som, sobre a região cardíaca.

Tempo gasto para realização do exame: 45 a 60 minutos.

Finalidade: Diagnóstico e avaliação dos ruídos anormais do coração. Avaliar o tamanho das câmaras cardíacas (ventrículos e átrios). Avaliar o funcionamento das válvulas cardíacas. Deve vir acompanhado por outros exames. Detecção de tumores ou acumulo de líquidos no pericárdio. Avaliação da função muscular cardíaca, após um infarto do miocárdio.

Preparação prévia: não é necessária.

Descrição do exame: O responsável pelo exame, guia o transdutor sobre a parede do tórax, para enviar ultra-sons, e captar os ecos, colocando previamente um gel para melhorar a adesão do aparelho a pele.

Resultados:

Valor normal: Ausência de anormalidades.
Valores anormais podem significar: miocardiopatia; cardiopatia congênita; insuficiência cardíaca congestiva; doença coronariana; aneurisma ventricular.

Resultados determinados por: avaliação das fotos e das imagens, que são gravadas no vídeo, durante o exame.

Credibilidade dos resultados: boa.

Fatores que podem alterar os resultados: movimentos excessivos, anormalidades da parede do tórax, doença pulmonar obstrutiva crônica.


Figura 1: Ecocardiograma com color Doppler demonstrando persistência de canal arterial (PCA)

Figura 2: Ecocardiograma bidimensional mostrando prótese (PR) em posição aórtica.

Figura 3: Ecocardiograma bidimensional em corte transverso do ventrículo esquerdo (VE) em diástole (esquerda) e sístole (direita)

Figura 4: Ecocardiograma modo M das cavidades ventricular direita (VD) e esquerda (VE)

Figura 5: Ecocardiograma bidimensional em corte apical 4 câmaras demonstrando cabo de marca-passo (C)

Figura 7 : Doppler colorido em corte apical longo demonstrando insuficiência leve em prótese aórtica.

Fontes:

- George C. Emmanouilides; Hugh D. Allen; Thomas A. Riemenschneider; Howard P. Gutgesell - Moss e Adams: Doenças do Coração na Criança e no Adolescente – Ed. Medsi, 2000.
- Zipes: Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine, 7th ed., 2005

Eletrocardiograma (ECG) (código AMB: 4.01.01.01-0)

O que é o ECG

Um eletrocardiograma (ECG) é um registro da atividade elétrica do coração.

Os batimentos do coração são originados à partir de estímulos elétricos, que surgem em uma das câmaras cardíacas, denominada átrio direito. O estímulo elétrico gerado neste local passa a percorrer um tecido de condução especializado, que funciona como uma verdadeira "rede elétrica", e que percorre todas as câmaras cardíacas.

À medida que o estímulo elétrico segue por esta rede, ele atua de modo a produzir as contrações cardíacas. Estas contrações bombeiam o sangue por todo o organismo.

O eletrocardiograma é o exame médico, onde é feito o registro da variação dos potenciais elétricos, gerados pela atividade elétrica do coração. Estes sinais elétricos podem ser detectados na superfície do corpo e registrados através da utilização de um aparelho chamado eletrocardiógrafo.

Muitas vezes, o ECG é chamado de eletrocardiograma de 12 derivações, pois o registro da atividade elétrica cardíaca é obtido em 12 pontos diferentes do corpo.

Para que serve

Um ECG indica a frequencia e o ritmo dos batimentos cardíacos (regular ou irregular). Também indica a posição das câmaras cardíacas, e se existe aumento de uma ou de mais de uma delas. Através do ECG, o médico poderá avaliar o padrão dos sinais elétricos cardíacos, que se alteram em presença de muitas doenças.

Um ECG pode mostrar:
* Batimentos e ritmos cardíacos anormais (arritmias cardíacas)
* Bloqueios no sistema de condução dos impulsos elétricos do coração (congênitos ou causados por doenças)
* Dilatação do músculo cardíaco, devido à hipertensão arterial ou a outras doenças.
* Alterações sugestivas de doenças das artérias coronárias, tais como angina ou infarto do miocárdio (ataque cardíaco), com diminuição do fluxo de sangue para as células cardíacas.
* Alterações sugestivas de modificações dos eletrólitos do organismo, tais como a elevação ou a diminuição acentuadas das taxas de potássio

Também pode ajudar a diagnosticar as doenças congênitas do coração e as lesões nas válvulas cardíacas.

Preparo

Este exame não exige preparo especial, a menos que o profissional médico lhe dê orientações específicas.

Técnica do procedimento

Um ECG de repouso é um procedimento indolor e que toma menos de 5 minutos. Pode ser feito em consultório médico, clínica ou hospital.

O ambiente da sala deve estar com temperatura agradável; preferencialmente, o paciente deve estar calmo e descansado há pelo menos 10 minutos, e sem ter fumado há pelo menos 40 minutos. Pergunta-se ao paciente sobre o uso de medicamentos, atuais ou passados.

São colocados eletrodos adesivos ou pequenas ventosas, na parede torácica anterior, nos punhos e tornozelos. Para melhor transmissão dos impulsos elétricos através da pele, aplica-se um gel especial sob estes eletrodos. Nos homens, ocasionalmente pode ser necessária uma tricotomia (corte dos pelos) em parte do tórax.

Estes eletrodos são conectados a fios, ligados ao aparelho (eletrocardiógrafo), que irá registrar os impulsos elétricos do coração. O traçado do registro propicia ao médico 12 visões distintas da atividade elétrica do coração; o registro é impresso em papel, para ser interpretado pelo médico.

Aparelhos computadorizados, atualmente disponíveis, facilitam a ação do médico no preparo dos laudos, ao fazer a análise das diversas ondas elétricas do traçado e também das alterações na linha de base (infra e supradesnivelamento).

Riscos

Os riscos são mínimos, limitando-se a irritação da pele pelo gel em raros casos. Esta irritação desaparece rapidamente com a retirada dos adesivos.

Benefícios do ECG

O eletrocardiograma é um exame simples, rápido, econômico e de boa sensibilidade, capaz de proporcionar inúmeras informações ao médico, acerca das doenças cardíacas. Pela sua facilidade de obtenção, normalmente é realizado durante uma consulta cardiológica, complementando-a.

Interpretação do ECG

A interpretação do eletrocardiograma é feita pelo médico, podendo ser auxiliado por medidas feitas pelo computador, nos aparelhos mais modernos. São analisados, entre outros, o eixo (angulação) do coração, o ritmo, a freqüência, a presença de sobrecarga e hipertrofia ou dilatação de câmaras cardíacas, alterações de isquemia, indicativas de problemas das artérias coronárias, entre outras.


Figura 1: Eletrocardiograma 1 - Ritmo atrial caótico

Figura 2: Eletrocardiograma 2- Ritmo de substituição juncional e dissociação isorrítmica

Figura 3: Eletrocardiograma 3 - Ritmo de substituição juncional e dissociação isorrítmica

Figura 4: Eletrocardiograma 4 - Ritmo idioventricular acelerado

Figura 5: Eletrocardiograma 5 - Taquicardia sinusal.gif

Figura 6: Eletrocardiograma 6 - Taquicardia sinusalc

Figura 7: Eletrocardiograma 7 - Taquicardia supraventricular por reentrada nodal AV

Figura 8: Eletrocardiograma 8 - Taquicardia supraventricular por reentrada nodal AV

Figura 9: Eletrocardiograma 9 - Taquicardia supraventricular por reentrada nodal AV

Figura 10: Eletrocardiograma 10 - Mecanismo de Safety Pacing simulando falha de sensibilidade ventricular em marcapassos de dupla-câmara

Figura 11: Mecanismo de Safety Pacing simulando falha de sensibilidade ventricular em marcapassos de dupla-câmara

Figura 12: Mecanismo de Safety Pacing simulando falha de sensibilidade ventricular em marcapassos de dupla-câmara

Figura 13: Eletrocardiograma 13 - exame normal em ritmo sinual

Figura 14: Eletrocardiograma 14 - exame normal em ritmo sinual

Fonte:

- National Heart, Lung, and Blood Institute, Estados Unidos.

Endoscopia (código AMB: 4.02.01.12-0)

O que é

A esofagogastroduodenoscopia (também conhecida como endoscopia ou gastroduodenoscopia) é um procedimento que permite o exame do interior do esôfago, estômago e duodeno, que compõe as primeiras porções do trato gastrointestinal. No exame, um tubo leve e maleável, com a espessura do dedo mindinho da mão, é inserido pela boca, passa pelo esôfago até chegar ao estômago e duodeno.

Para que serve

O exame é realizado para avaliar sintomas de dor abdominal superior persistente, náuseas, vômitos, dificuldade de engolir ou azia. É um método excelente para descobrir a causa de hemorragias da área gastrointestinal superior. Pode ser também usado para avaliar o esôfago ou estômago, depois de uma cirurgia de grande porte. É um método mais preciso do que as radiografias para detectar inflamações, úlceras ou tumores do esôfago, estômago e duodeno.

O exame pode detectar precocemente o câncer e pode distinguir entre condições cancerosas e não-cancerosas, realizando biópsias (retirada de amostras de tecidos) das áreas suspeitas. Estas amostras são enviadas para um laboratório para análise. Uma biópsia é realizada por muitas causas, e não significa que se suspeite de câncer.

Outras finalidades seriam a dilatação de áreas estreitadas, a remoção de pólipos, a remoção de objetos engolidos, ou o tratamento de sangramentos (hemorragias) do trato gastrointestinal superior.

Preparação

Para realizar o exame, o estômago deveria estar completamente vazio, com um jejum prévio de alimentos e de líquidos de aproximadamente 8 horas.

A maioria dos medicamentos usados pelo paciente poderá ser mantida. Entretanto, usuários de aspirina, antiinflamatórios não esteróides, antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, entre outros, poderão ser solicitados a interromper o uso destes medicamentos. O paciente deve informar a seu médico e ao especialista que realiza o exame (endoscopista) todos os medicamentos que utiliza, e solicitar orientações quanto à suspensão ou não deles.

Doenças importantes, como as do coração e dos pulmões, devem ser relatadas pelo paciente, pois poderão levar à necessidade de atenção especial, durante o procedimento.

Normalmente realiza-se a sedação (uso de algum tipo de calmante, não corresponde a anestesia) do paciente durante o procedimento. Assim, é natural que ocorra sonolência depois do exame, e o paciente deverá evitar dirigir após o seu término. Portanto, é conveniente que se planeje antecipadamente a volta para casa.

Técnica do exame

Geralmente aplica-se um spray de anestésico local na garganta, antes do início do procedimento. Uma veia é puncionada no braço, e é aplicado um sedativo leve. O paciente é colocado de lado ou deitado em uma posição confortável, permitindo que o aparelho endoscópio seja passado com suavidade, pela boca até o esôfago, estômago e duodeno. O procedimento normalmente dura de 15 a 60 minutos. O endoscópio não interfere com a respiração. A maioria dos pacientes permanece adormecida durante todo o procedimento.

Após o procedimento, o paciente fica em observação (geralmente 1 a 2 horas após o término), até que os efeitos do sedativo passem. Pode ocorrer alguma irritação na garganta em seguida ao exame. A dieta e o uso dos medicamentos poderão ser retomados após o exame de endoscopia (à menos que uma instrução diferente seja dada).

Os resultados, incluindo o de biópsias, são entregues alguns dias depois do procedimento.

Complicações

Normalmente o procedimento de endoscopia não tem maiores complicações ou riscos. Entretanto, em raras ocasiões, pode ocorrer sangramento no local de uma biópsia ou a perfuração da parede do estômago.

Ainda também, em raras ocasiões, ocorrem reações ao tranqüilizante usado, ou complicações locais no local da punção venosa (como irritação ou inflamações no local).


Figura 1: Endoscopia - Corpo estranho impactado no esôfago

Figura 2: Endoscopia - Duodeno normal

Figura 3: Endoscopia - esofagite edematosa, pangastrite enantematosa e duodenite leve

Figura 4: Endoscopia - Esôfago normal.

Figura 5: Endoscopia - Estômago normal

Figura 6: Endoscopia - Gastrectomia com anastomose a Billroth II e displasia de coto

Figura 7: Endoscopia - Gastrite

Figura 8: Endoscopia - Hemangioma de esôfago.jpg

Figura 9: Endoscopia - Úlcera duodenal

Figura 10: Enteroscopia

Fonte:

- Grainger & Allison's Diagnostic Radiology: A Textbook of Medical Imaging, 4th ed., 2001.
- Society of American Gastrointestinal Endoscopic Surgeons

Eritropoetina (código da AMB 4.03.05.29-5)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de eritropoetina, hormônio que estimula a síntese de hemácias (glóbulos vermelhos) para o sangue.

Para que serve: auxilia na monitorização dos níveis de eritropoetina combinante em pacientes em tratamento de aplasia de medula óssea e em pacientes com anemias crônicas, como na insuficiência renal crônica, AIDS e após quimioterapia, em que os níveis de eritropoetina se encontram reduzidos. Ainda é útil na diferenciação de quadros de policitemia (excesso de hemácias no sangue) primária e secundária.

- A dosagem de eritropoetina no sangue, caso apresente valores aumentados, pode indicar tumores renais benignos ou malignos e uma variedade de outros cânceres que causam policitemia. Esta condição pode aumentar o volume sanguíneo e causar elevação da viscosidade e hipertensão.

Valor de referência: 2,6 a 34,0 mU/mL

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Estudo isotópico cardíaco(Códigos AMB: Cintilografia do miocárdio perfusão - repouso 4.07.01.06-9 / Cintilografia do miocárdio perfusão - estresse farmacológico 4.07.01.13-1 / Cintilografia do miocárdio perfusão - estresse físico 4.07.01.14-0)

O que é um estudo isotópico?

Caso o teste ergométrico (holter) seja anormal, pode ser estar indicado um estudo do coração, com isótopos, que é muito exato, fácil de fazer, não invasivo e que não necessita internação hospitalar. A radiação que é recebida é baixa e com este exame podem ser evitados outros exames, mais complicados, como o cateterismo cardíaco (coronariografia).

Teste de exercício em uso de tálio

Consiste em injetar uma pequena dose de isótopo radioativo na veia, durante um teste de exercício em esteira. Um dispositivo especial registra uma serie de imagens, das localizações do isótopo no coração. As áreas escuras, indicam partes do coração, aonde não chega bem o fluxo de sangue, porém não dá informação sobre a localização exata da artéria bloqueada.

Gamografia cardíaca (angiograma isotópico)

É uma variação, na qual se recebe uma injeção de isótopo na veia, e em seguida a pessoa é colocada deitada em uma prancha de exercícios com os pés posicionados nos pedais de uma bicicleta.

À medida que pedala, são feitas imagens, para localizar o isótopo, nas diferentes regiões do coração.

O objetivo é encontrar um defeito na expansão ou contração da parede do coração, sinal de que as artérias estreitadas a esse nível, não estão levando a quantidade suficiente de sangue oxigenado à região avaliada.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Estudo radiográfico por contraste do trato digestivo alto,esofagograma seriado gastroduodenal, trânsito intestinal alto (código AMB:Clister ou enema opaco (duplo contraste) 4.08.06.08-1 / Estudo do delgado com duplo contraste 4.08.06.07-3 / Esôfago - hiato - estômago e duodeno 4.08.06.05-7)

Material a ser analisado: imagens obtidas geralmente sobre placas radiográficas, escolhidas ao acaso, através de visualização observada em exame radioscópico.

Tempo gasto para realização do exame: 30 a 60 minutos.

Credibilidade do exame: boa.

Objetivo do exame: detectar anormalidades ou dificuldades na deglutição, estudar as características da mucosa esofágica, determinar as causas de dor ou sintomas gástricos, detectar úlcera de estomago ou duodeno, detectar anormalidades do intestino delgado, divertículos, tumores ou doença de Crohn.

Preparação do paciente: jejum de 12 horas.

Tempo necessário para obter resultados: 1 a 2 horas.

Técnica usada para obter resultados: Os distintos seguimentos que constituem o aparelho digestivo, são preenchidos com uma substancia baritada opaca, que é ingerida paulatinamente, e assim, através dos raios X, são obtidas imagens radioscópicas e radiográficas, que permitem determinar seu funcionamento e as anormalidades, que podem ser encontradas em sua superfície.

Também são obtidas imagens depois de esvaziados os órgãos, o que muitas vezes possibilita observar detalhes da superfície e pregas da mucosa (mucosografía).

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Etanol no sangue (dosagem) (código AMB: 4.03.13.14-0)

Material a ser analisado: sangue.

Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos.

Objetivo: avaliar o grau de intoxicação por álcool, para fim médico legal.

Resultados:

Valores normais: Ausência de álcool no sangue.

Valores elevados podem indicar:
50mg/dl--Sedação.
100mg/dl Incoordenação dos movimentos, transtornos da fala.
200mg/dl Intoxicação evidente.
300mg/dl sudorese, vômitos, inconsciência.
400mg/dl Coma profundo, que pode ser irreversível.
500mg/dl Morte.

Tempo necessário para obter o resultado: alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados são obtidos por determinação cromatográfica, ou microdifusão.

Credibilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: Hidrato de cloral.

Outras circunstâncias que podem alterar os resultados:

O uso de tintura de iodo, na preparação da pele, para a extração do sangue, pode alterar o resultado, assim como o uso de álcool, na desinfecção da pele.

Ingestão de álcool, juntamente com tranqüilizantes, hipnóticos, narcóticos, anti-histamínicos, fenotiazina ou antidepressivos, potenciam a ação do álcool, mesmo em doses terapêuticas.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Exame cromossômico, cariótipo, exame citogenético (Código AMB: 4.05.01.00-0)

Material a ser analisado: células obtidas por extração de sangue venoso (linfócitos) ou de qualquer outra origem, obtida por um simples raspado ou esfregaço.

Objetivo do exame: Identificar as causas de defeitos do nascimento, retardamento mental, ou crescimento retardado. Descobrir desordens cromossômicas no feto. Revelar a causa de esterilidade ou abortos repetidos.

Avaliação dos casais que possuam filhos com cariótipos anormais.

Avaliar a causa da amenorréia em mulheres. Examinar um desenvolvimento sexual anormal, principalmente quando existe duvida sobre o verdadeiro gênero sexual.

Diagnosticar certos tipos de cânceres ou avaliar sua evolução e a efetividade de um tratamento.

Credibilidade do exame: muito boa.

Tempo gasto para realização do exame: 5 minutos.

Tempo necessário para obter resultados: entre 3 e 15 dias.

Técnica usada para obter resultados: Os cromossomos são examinados em células do paciente quanto ao número e estrutura isoladas.

Método utilizado para obter resultados: As células das quais, são extraídos os cromossomos, podem ser provenientes do sangue, da pele, da medula óssea, e em uma mulher grávida pode ser obtida da placenta, do líquido amniótico, ou das vilosidades coriônicas. As células são cultivadas e delas são obtidas fotografias de seus cromossomos (cariótipo).

Um especialista em genética examina os cromossomos, para determinar as anormalidades relativas à estrutura ou quantidade.

Alguns cromossomos podem ser analisados por luz fluorescente, com hibridação in situ (FISH), um novo procedimento em que é usada uma sonda de DNA, com a finalidade de analisar os cromossomos.

No mosaico (quando aparecem cariótipos normais, junto com outros anormais, provenientes de outra célula), a proporção dos dois tipos é usada pra predizer a severidade do distúrbio genético. Este diagnóstico é difícil no período pré-natal.

Fatores que podem afetar os resultados: Cromossomos que estão muito condensados podem tornar impossível sua diferenciação e separação. A amostra pode conter uma quantidade insuficiente de células ou estas se multiplicam pouco na cultura. Outra possibilidade ocorre nas grávidas, quando as células da mãe se misturam as do feto.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Exame parasitológico de fezes (código AMB: 4.03.03.11-0)

Material a ser analisado: Fezes. O exame necessita de 3 amostras, uma cada dia, ou a cada 3 dias. Para confirmar a presencia de ameba histolítica, são necessárias até seis amostras.

Tempo gasto para realização do exame: 10 a 15 minutos.

Preparação prévia: não é necessária. O importante é não contaminar o material com urina. O material deve se refrigerado, se não for imediatamente enviado ao laboratório.

Resultados:

Resultados normais: não devem ser observados parasitas.
Valores anormais: indicam a presença de parasitas no trato intestinal, como por exemplo, áscaris, giárdia, ameba, tênia e outras.

Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório.

Resultados (método): por exame das amostras no microscópio.

Credibilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

antibióticos
magnésio
bismuto
antidiarréicos

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.