Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra F

Fator antinúcleo (FAN) (código AMB: 4.03.06.85-2)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para o procedimento: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avaliar o sistema imunológico e os anticorpos antinucleares. Outras provas são necessárias para confirmar o diagnóstico. Usado para descartar o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).

Preparação prévia: não é necessária.

Descrição do exame: realizado por imunofluorescência e microscopia com luz ultravioleta.

Resultados:

Valores normais: negativos, quando se obtém títulos de 1:32 ou menores. A ausência de FAN descarta LES.

Valores positivos, porém baixos, podem indicar:
Doença viral.
Doença hepática.
Doença vascular do colágeno.
Doença auto-imune.

Tempo necessário para obter o resultado do exame: 4 a 5 dias.

Confiabilidade do exame: boa. Não é específica para nenhuma doença, porém sua presença coincide com a de diversas doenças auto-imunes.

Drogas que podem alterar os resultados:

• Acetazolamida
• Acido aminosalicílico (PAS)
• Clorpromazina
• Clorotiazida
• Clofibrato
• Etosoxemida
• Sais de ouro
• Griseofulvina
• Hidralazina
• Isoniazida
• Mefentoina
• Metildopa
• Anticoncepcionais orais
• Acido para-amino-salicilico
• Penicilina
• Fenilbutazona
• Fenitoina
• Primidona
• Procainamida
• Propiltiouracil
• Quinidina
• Reserpina
• Estreptomicina
• Sulfonamidas
• Tetraciclinas
• Tiouracil
• Trimetadiona

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fator reumatóide (FR) (código AMB: 4.03.06.86-0)

Material a ser analisado: sangue

Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: detectar a presença no sangue do fator reumatóide (um auto-anticorpo da classe IgM) e confirmar o diagnóstico de artrite reumatóide. O FR é positivo em 5 a 10% da população saudável e em 25% dos indivíduos maiores de 70 anos. Está presente em 10 a 40% dos portadores de infecções crônicas (sífilis, lepra, tuberculose, malaria, doença hepática crônica, etc). O FR é negativo em 1/3 dos pacientes com Artrite reumatóide.

Preparação previa: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: títulos menores de 1:20 (negativo)
Valores aumentados podem indicar: Artrite reumatóide, Lúpus eritematoso sistêmico, Hepatopatia crônica, Pneumopatia crônica, Endocardite subaguda, Sarcoidose, Sífilis, Tuberculose, Mononucleose infecciosa, Esclerodermia, Polimiosite.

Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. O resultado é obtido através de uma prova de aglutinação de glóbulos vermelhos de carneiro, ou através de uma prova de fixação de partículas de látex.

Especificidade regular: Aproximadamente 25 % dos pacientes, com artrite reumatóide, apresentam resultados negativos.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos e fatores que podem alterar os resultados:

Corticóides
Lípides aumentados no sangue
Crioglobulinas

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clinica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001

Ferritina no sangue (código AMB: 4.07.12.27-3)

Material a ser analisado: sangue obtido da veia do braço.

Tempo gasto para a obtenção do material: 5 minutos.

Finalidade: descartar a deficiência e sobrecarga de ferro. Dosar a reserva de ferro. Diagnóstico diferencial entre deficiência de ferro e inflamação crônica.

Preparação prévia: não é necessária. Deve-se informar ao médico, caso tenha recebido recentemente transfusão sanguínea recente.

Resultados:

Valores normais:
Homem 20 a 300 ng / ml
Mulher: 20 a120 ng/ ml.
Crianças de 6 meses a 15 anos: 7 a 140 ng/ ml
Bebês de até 1 mês: 200 a 600 ng/ mlv
Recém nascido: 25 a 200 ng/ml.

Valores aumentados indicam: Anemia hemolítica crônica; Doença renal crônica; Infecção aguda ou crônica ou inflamação. Também está aumentada na doença de Hodgkin; sobrecarga de ferro; leucemia; doença hepática.
Valores baixos podem indicar: deficiência de ferro.

Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. O exame é realizado por radioimunoensaio.

Confiabilidade dos resultados: boa

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fibrinogênio plasmático (código AMB: 4.03.04.26-4)

Material a ser analisado: sangue obtido da veia do braço.

Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Quantificar o fibrinogênio plasmático. Confirmar o diagnóstico de patologias hemorrágicas.

Preparação previa: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: 195 a 365 mg / dl.
Valores aumentados: Podem significar pneumonia, câncer de estomago, de mama ou renal.
Valores diminuídos: Coagulação intravascular disseminada, formação anormal de fibrina, patologias da medula óssea, doença hepática, câncer de próstata, pâncreas ou pulmão.

Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados são obtidos por técnicas de radioimunoensaio

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: Heparina, Anticoncepcionais orais.

Outros fatores que podem alterar os resultados: No terceiro trimestre de gravidez pode estar alterada a quantidade de fibrinogênio, e também em cirurgias recentes.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fibrose cística, estudo genético (código da AMB 4.03.14.06-5)

O que é o exame: retirada de sangue (do calcanhar de bebês ou de uma veia periférica) para estudo genético de mutações no gene CFTR, indicativas de fibrose cística.

- A fibrose cística é causada por uma mutação em cada gene CFTR localizado no cromossomo 7. Ambas as cópias do gene devem estar anormais para a doença se manifestar. Caso apenas uma cópia de um par dos genes estiver com mutação, o indivíduo se torna um carreador, ou seja, não apresenta a doença, mas pode passar o gene CFTR para seus filhos.

- Recomendações do American College of Medical Genetics and the American College of Obstetricians and Gynecologists indicam a adoção de um painel de mutações padrão para o gene CFTR, que inclui 23 das mutações mais comuns no cromossomo 7.

Para que serve: confirmação do diagnóstico de fibrose cística. O estudo genético está indicado quando o recém-nascido possui íleo meconial (não evacua nas primeiras 24 a 48 horas de vida) ou quando um indivíduo apresenta sintomas de fibrose cística (suor salgado, infecções respiratórias persistentes, dificuldade respiratória, diarréia persistente, fezes com gordura, desnutrição, deficiência vitamínica ou infertilidade masculina); quando um paciente possui resultado positivo no teste do suor ou no teste IRT; ou quando um parente próximo recebe diagnóstico de fibrose cística.

- O teste pode ser usado em aconselhamento genético para estabelecer o estado de carreador do gene da fibrose cística e o risco de um filho com fibrose cística, como parte do atendimento pré-natal.

Importante: a detecção precoce de fibrose cística permite que o paciente seja encaminhado para um centro de referência em assistência especializada para a doença, com planejamento terapêutico individualizado e monitoramento cuidadoso. O início do tratamento (suplementação enzimática e vitamínica, limpeza do muco das vias aéreas e combate a infecções respiratórias) pode melhorar substancialmente a qualidade de vida do paciente e minimizar as complicações da fibrose cística.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Lab Tests Online.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fosfatase ácida (código AMB: 4.03.01.87-7)

É a dosagem de uma enzima no sangue.

Material a ser analisado: sangue obtido da veia do braço.

Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: O exame é realizado no caso de suspeita do câncer de próstata, juntamente com os exames clínicos. Também é usado para monitorar a resposta a terapêutica do câncer de próstata. Quando o tratamento demonstra êxito, existe uma queda das dosagens.

Preparação prévia: O exame não pode ser efetuado se, nas 48 horas que o antecedem, realizou-se um exame retal.

Dieta: jejum nas 12 horas que antecedem o exame.

Resultados:

Os valores normais dependem do método utilizado. As provas são efetuadas por métodos químicos quantitativos, os valores normais variam de 0 a 1,1 unidades por ml no método Bodanske; de 1 a 4 unidades por ml no método King Armstrong; e 0,13 a 0,63 unidades por ml no método de Bessee-Lowerre-Brock.

Valores elevados podem indicar: Disseminação do tumor para fora da cápsula prostática, infarto prostático, Doença de Paget, Doença de Gaucher.

Drogas que podem alterar os resultados:

Clorofibratos
Fluoretos
Fosfatos.

Outros fatores que podem alterar os resultados:

Massagem prostática recente.
Cateterismo
Exame retal recente.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fosfatase alcalina (código AMB: 4.03.01.88-5)

Material a ser analisado: sangue obtido por punção da veia do braço.

Objetivo do exame: Diagnóstico de doenças ósseas, nas quais há diminuição ou aumento da atividade das células ósseas. Também é utilizado no diagnóstico de patologias hepáticas, como por exemplo, a icterícia obstrutiva.

A fosfatase alcalina é uma enzima produzida em vários órgãos, incluindo ossos, fígado e intestinos, e é encontrada normalmente no sangue de pessoas sadias.

As concentrações de fosfatase alcalina podem aumentar sempre que aumente a atividade das células ósseas (por exemplo, durante o período de crescimento ou depois de uma fratura) ou como resultado de doenças ósseas, que incluem a osteomalacia, o câncer ósseo, e a doença de Paget.

Confiabilidade da prova: boa.

Resultados:

Valores normais:
1,5 a 4 unidades Bodanske
3 a 13 unidades King Armstrong
1 a 2,5 unidades Bessee

Valores diminuídos: no hipotireoidismo, escorbuto, cretinismo, acondroplasia.
Valores aumentados: Doenças renais (raquitismo renal), doenças metabólicas ósseas (fraturas em fase de consolidação), doenças ósseas (carcinoma metastásico ósseo, sarcoma, mieloma, doença de Paget), doenças hepáticas (obstrução biliar, colangite, cirrose portal), septicemia, colite ulcerosa, tireotoxicose, hiperparatireoidismo, má absorção (déficit de vitamina D), infarto agudo do miocárdio, infarto pulmonar, infarto renal.

Situações que podem alterar os resultados: A fosfatase alcalina aumenta durante o uso dos seguintes medicamentos:

Vitamina D
acetaminofen
cefotaxime
fluorceina
magnésio
Alopurinol
ácido amino salicílico
andrógenos
anticonvulsivantes
barbitúricos
bromocriptina
captopril
carbamazepina
cefalosporina
ciclosporina
eritromicina
gentamicina
tetraciclina
Uso de heroína
Situações como a gravidez, câncer de pulmão ou de mama, mesmo sem metástase óssea, alcoolismo crônico, falta de jejum adequado ou ingestão de alimentos muito gordurosos, fase de crescimento, menopausa, gravidez, obesidade e hemólise.

Valores diminuídos são encontrados devido à: administração de anticoncepcionais orais, 17-b -estradiol, etinilestradiol, prednisona, b -propiolactona, tamoxifeno.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fosfatos no sangue (código AMB (antigo): 28.01.08.92)

Material a ser analisado: sangue obtido da veia do braço.

Tempo gasto para a obtenção do material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Diagnóstico de alterações do balanço hidroeletrolítico e diagnóstico de doenças renais. Detecção de patologias endócrinas. Detecção de transtornos do metabolismo do cálcio. Detecção de patologias ósseas.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: 2.5 a 4.5 mg/dl determinado por absorção atômica;
1.8 a 2.6 mEq/litro determinado por análise química quantitativa.

Em crianças em idade de crescimento: 7mg/dl a 4.1 mEq/litro.

Valores aumentados: Podem resultar de alteração do metabolismo ósseo, causado por depósitos de fosfato de cálcio.
Quando os valores são altos, podem ser o resultado de um quadro de acidose, que ocorre na cetoacidose diabética. Acromegalia. Doenças ósseas. Consolidação óssea em pacientes que sofreram fraturas. Hipoparatireoidismo. Obstrução intestinal. Insuficiência renal

Valores baixos ou diminuídos: Hiperparatireoidismo. Síndrome de má absorção. Má nutrição. Acidose tubular renal. Tratamento da cetoacidose diabética.

Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório. Os resultados são obtidos por análise química quantitativa ou por absorção atômica.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Acetazolamida, esteróides anabólicos, antiácidos com capacidade de se unir a fosfatos, uso de soros glicosados endovenosos, de forma prolongada, uso de adrenalina, insulina, hormônios masculinos, vitamina D (em quantidades excessivas).

Outros fatores que podem alterar os resultados:

Deficiência de vitamina-D
Vômitos e diarréia
A dosagem sanguínea de fosfato deve ser sempre acompanhada, da dosagem sanguínea do cálcio, para comparar os resultados.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fração C3 do complemento, ou C3 (código AMB: 4.03.06.70-4)

Material a ser analisado: Sangue obtido por punção da veia do braço.

Objetivo do exame: Identificação de indivíduos com déficit deste fator e averiguação de doenças auto imunes. É uma beta 1 globulina, cuja síntese começa no fígado. As vias clássicas e alternativas da cascata do complemento convergem no C3, sendo este o substrato da C4. 2 convertase.

Confiabilidade do exame: Altamente confiável.

Tempo gasto para a obtenção do material: 10 minutos.

Preparação do paciente: Nenhuma preparação especial é necessária.

Tempo necessário para obter resultados: Entre 24 e 48 horas.

Método utilizado para obter os resultados: Imuno difusão radial.

Resultados:

Valores normais:
Adultos: 84-193 mg/dl
Recém nascidos: 50-75% dos valores de adultos.

Valores diminuídos:
Congênita: Por infecções recorrentes, provocadas por bactérias piogênicas.
Adquirida: diminuição da síntese (glomerulonefrite membrano proliferativa, desnutrição proteica), hipercatabolismo (lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, coagulação intravascular disseminada, angioedema neurótico hereditário, anemia hemolítica auto imune), ou por aumento de perdas (patologias gastrintestinais que levam a perda de proteínas). Anorexia nervosa.

Valores aumentados:
Doenças inflamatórias, amiloidose, obstrução biliar, asma.
Medicamentos que podem alterar os resultados:
Aumentados: Anticoncepcionais orais.
Diminuídos: Hidralazina, metildopa, fenitoína.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fração C4 do complemento, ou C4 (código AMB: 4.03.06.71-6)

Material a ser analisado: Sangue obtido por punção da veia do braço.

Objetivo do exame: identificação de pessoas com deficiências deste fator e diagnóstico e acompanhamento de portadores de doenças auto-imunes.

Confiabilidade do exame: altamente confiável.

Tempo gasto para a obtenção do material: 10 minutos.

Preparação do paciente: Não exige nenhuma preparação especial.

Tempo necessário para obter os resultados: Entre 24 e 48 horas, depois de realizado o exame.

Método utilizado para obter os resultados: Imuno difusão radial.

Resultados

Valores normais:
20-40 mg / dl. A proteína C4, componente do complemento, participa somente na via clássica da coagulação, o que diminui sua dosagem, quando esta via está ativada.

Valores diminuídos: congênita: lúpus eritematoso sistêmico.
Por diminuição da síntese: crioglobulinemia, síndrome de Sjögren.
Por aumento do catabolismo: glomerulonefrite proliferativa, artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, crioglobulinemia, anemia hemolítica auto-imune, distress respiratório do recém nascido.
Por aumento de perda: patologias gastrintestinais que levam a perda de proteínas, queimaduras, leucemia mieloide crônica, endocardite bacteriana, asma, urticária, cirrose.

Valores aumentados: Processos malignos.
Medicamentos que podem afetar os resultados:
Aumentados: Danazol (edema angioneurótico hereditário), anticoncepcionais orais.
Diminuídos: Dextram, metildopa, penicilina.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Fragilidade capilar (Prova do laço ou Prova de Rumpel-Leede) (código AMB: 4.03.04.53-1)

Características do exame: observação da pele, após a colocação de um garrote, que interrompa a circulação venosa, durante um período de tempo determinado.

Descrição do exame: Durante 5 minutos é mantida uma pressão elevada sobre um membro (geralmente o braço), usando-se um garrote ou um manguito inflado. Em seguida é realizada a contagem do número de petéquias (pequenas manchas hemorrágicas, que apareçam em um círculo de 5 cm de diâmetro).

Tempo gasto para a realização da prova do laço: 5 a 10 minutos.

Finalidade: determinar a fragilidade das paredes capilares e estimar a tendência à hemorragia. Ajuda a reconhecer a trombocitopenia.

Preparação prévia: não é necessária. Não repetir no mesmo membro antes de 7 dias.

Resultados:

Valores normais: nenhuma petéquia, ou até no máximo 10 petéquias, em uma área de 5 cm. Escala para informar o número de petéquias:
0 a 10 = 1+
10 a 20 = 2+
20 a 50 = 3+
50 ou mais petéquias = 4+

Valores aumentados: podem indicar coagulação intravascular disseminada, diminuição do fibrinogênio, diminuição da protrombina, deficiência de fator VII, trombocitopenia, tromboastenia, doença de Von Willebrand, deficiência de vitamina K. Pode estar associado a doenças não relacionadas com as patologias da coagulação como: escarlatina, hipertensão, diabetes, gripe, sarampo, escorbuto, dengue.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: Corticoesteróides.

Frutosamina (código da AMB 4.03.01.95-8)

O que é o exame: consiste na coleta de sangue por punção venosa periférica para dosagem da concentração de frutosamina, uma proteína sofre ligação da glicose.

Para que serve: os níveis de frutosamina no sangue refletem o controle da glicemia nas últimas duas a três semanas. O exame, contudo, não deve ser usado para diagnóstico de diabetes. Pode ser útil para a avaliação de alterações do controle do diabetes em intervalos menores, para julgar a eficácia de mudança terapêutica e para seguimento de gestantes com diabetes. A American Diabetes Association recomenda que a dosagem de frutosamina pode ser indicada quando a hemoglobina glicosilada não é considerada um bom parâmetro de seguimento, como nos seguintes casos:

* rápidas alterações no tratamento do diabetes;
* diabetes gestacional;
* em pacientes com hemoglobinopatias e anemia.

Valor de referência: 205 a 285 micromol/L

Valores diminuídos: na presença de desnutrição, os níveis de frutosamina são baixos.

Fatores que podem interferir no resultado do exame: altos níveis de vitamina C, hiperlipidemia, heólise e hipertireoidismo.

Instruções para a realização do exame: não é necessário jejum e o exame pode ser feito a qualquer hora do dia.

Fonte:

- SBD: Sociedade Brasileira de Diabetes
- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.