Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra H

Hemograma (Hemograma com contagem de plaquetas e frações - eritrócitos, leucócitos e plaquetas - código AMB: 4.03.04.36-1)

O hemograma é um exame que analisa as variações quantitativas e morfológicas dos elementos figurados do sangue, para auxiliar o médico na formulação de uma hipótese diagnóstica.

Segundo os hematologistas, não há como quantificar as informações que um hemograma pode oferecer ao médico. O importante a salientar é a análise que o mesmo pode proceder dos elementos do sangue. A série vermelha é constituída pelas hemácias e a sua análise quantitativa permite a observação dos quadros de anemias e das policitemias, que em conjunto com os índices a ela relacionados, trazem ao médico várias orientações importantes para as complementações propedêuticas.

Na análise qualitativa das hemácias, sua morfologia, por vezes, é suficiente para confirmar alguma hipótese diagnóstica, como nos casos de drepanocitose ou anemia falciforme, além de ressaltar vários cuidados importantes na condução do determinado quadro clínico, como por exemplo, o encontro de hemácias fragmentadas em hipótese de comprometimento da micro-circulação.

Importância

A análise freqüente dos leucócitos permite a confirmação de uma orientação proposta, de acordo com os dados achados no exame clínico. Um dos exemplos que mais freqüentemente poderíamos utilizar seria a análise do leucograma associado a um quadro de suspeita de apendicite. Associados a outros exames laboratoriais e ultra-sonográficos, pode permitir a decisão do correto tratamento e resolução final para o caso.

A acurada análise morfológica dos leucócitos, de realização muitas vezes difícil, devido às múltiplas variações que podem sofrer serve para definir o divisor, entre uma simples virose ou uma infecção bacteriana.

As plaquetas completam os elementos figurados do sangue. Na maioria dos casos, as alterações quantitativas permitem identificar patologias hemorrágicas, como por exemplo, as púrpuras, e por vezes orientar ao clínico uma pesquisa de outras patologias, relacionadas à imunidade, que apresentam como manifestação primária, a diminuição de número desses elementos. A análise qualitativa, muitas vezes negligenciada, talvez pela dificuldade em realizá-la, orienta para hipótese de patologias primárias das plaquetas. Como síntese, a avaliação de um hemograma, pode ser o ponto inicial de uma formulação diagnóstica, e sua importância se relaciona a facilidade de sua realização e a análise pormenorizada de suas variantes.

O que compõe um hemograma?

Com apenas uma pequena amostra de sangue, obtida por punção venosa ou arterial, coletada em recipiente com um anticoagulante específico (EDTA), pode-se obter os seguintes parâmetros com o hemograma:

- A série vermelha ou eritrocitária que é constituída pelos glóbulos vermelhos ou hemácias. Dentro desta série são avaliados os números de hemácias e a concentração de hemoglobina.
- O hematócrito, que é a porcentagem da massa do eritrócito em relação ao volume sanguíneo. De posse desses dados, ele informa que são calculados os índices hematimétricos.
- A chamada série branca ou leucocitária é constituída pelos glóbulos brancos ou leucócitos. Dentro desta série acontece a avaliação do número de leucócitos, além disso, é feita a diferenciação celular.
- Na série plaquetária é avaliado ainda o número de plaquetas, como também, a sua morfologia.

Série Branca ou leucocitária:

Uma contagem elevada de leucócitos (leucocitose), com freqüência assinala uma infecção, como, por exemplo, um abscesso, meningite, apendicite ou amigdalite. Uma contagem alta de leucócitos pode também resultar de leucemia e necrose tecidual devido à queimaduras, infarto do miocárdio ou gangrena.

Uma contagem diminuída de leucócitos (leucopenia) indica depressão da medula óssea, que pode resultar de infecções virais ou de reações tóxicas, como, por exemplo, as que acompanham o tratamento com antineoplásicos, ingestão de mercúrio ou outros metais pesados, ou exposição ao benzeno ou arsênicos. A leucopenia caracteristicamente acompanha a gripe, febre tifóide, sarampo, hepatite infecciosa, mononucleose e rubéola. Além da contagem total de leucócitos, deve ser realizada a contagem diferencial, que irá definir patologias especificas e determinar muitas vezes a gravidade da infecção.De forma a assegurar um diagnóstico preciso, os resultados de testes diferenciais devem ser interpretados em relação à contagem de glóbulos brancos totais (4.000 a 10.000/ml). Para adultos, os valores absolutos e porcentagens normais incluem o seguinte:

Basófilos: 0 a 200/ml; 0 a 2%
Eosinófilos: 40 a 500/ml; 1 a 5%
Linfócitos: 880 a 4.000/ml; 22 a 40%
Monócitos: 120 a 1.000/ml; 3 a 10%
Neutrófilos: 1.800 a 7.500/ml; 45 a 75%.
Para crianças, os valores absolutos e porcentagens normais podem diferir.

Série vermelha ou eritrocitária:

Para cada um dos itens avaliados, existem valores de referência. Por exemplo, em uma pessoa adulta, estes valores variam entre o sexo feminino e masculino e os valores destes índices são padrões normalmente estabelecidos e padronizados. Por exemplo, os valores de referência em adultos, no caso do homem para as hemácias em milhões/mm3 varia de 4,10 a 5,70 e na mulher, este número varia entre 4,00 até 5,20. Nas Crianças varia de 3,8 a 5,5 milhões de hemácias/ml de sangue venoso e nos bebês a termo de 4,4 a 5,8 milhões de hemácias/ml de sangue capilar ao nascimento, diminuindo para 3,8 milhões de hemácias/ml na idade de 2 meses, e aumentando lentamente daí em diante.

Um outro exemplo é a análise da hemoglobina em g/dl. As concentrações de Hb variam, dependendo do tipo de amostra retirada (amostras de sangue capilar para bebês e amostras de sangue venoso para todos os demais) e da idade e sexo do paciente, da seguinte maneira:

Recém-nascidos: 14 a 20 g/dl
1 semana de idade: 15 a 23 g/dl
6 meses de idade: 11 a 14 g/dl
Crianças de 6 meses a 18 anos: 12 a 16 g/dl
Homens: 14 a 18 g/dl
Mulheres: 12 a 16 g/dl.

Tecido sangüíneo

O sangue é um tecido líquido que veicula os elementos indispensáveis à vida. No corpo humano circulam cerca de 5 litros de sangue. As células sanguíneas formam-se principalmente na medula óssea, sobretudo nos ossos chatos e extremidades dos ossos longos. O sangue humano é composto pelo plasma em 55%, sendo 2% de leucócitos e plaquetas e os 43% restantes correspondem aos eritrócitos.

O sangue possui várias funções como o transporte de hormônios e enzimas, a manutenção da temperatura do corpo, a remoção dos resíduos tóxicos, o transporte de oxigênio substâncias nutrientes e a defesa do organismo.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clinica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora, 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001

Hemossedimentação (código AMB: 4.03.04.37-0)

Material a ser analisado: sangue extraído por punção da veia do braço.

Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos.

Objetivo: medir a queda da velocidade de decantação das hemácias, colhidas juntamente com o soro (plasma), associado a anticoagulante. É um indicador muito sensível de doença, quando existem outras alterações laboratoriais, porém não é específico. É utilizado para controlar a evolução de doenças inflamatórias, infecciosas ou tumorais.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: 5 a 20 mm por hora.
Valores aumentados podem ser significar: Anemia, Inflamação, Gravidez, Febre reumática, Tumores malignos, Paraproteinemia, Mieloma, Doença de Waldenströn, Artrite reumatóide, Doença de Kawasaki, Doença infecciosa bacteriana, etc.
Valores diminuídos podem significar: Policitemia, Hipoproteinemia, etc.

Tempo necessário para a obtenção dos resultados: 2 horas e meia. Os resultados são obtidos por visualização da quantidade de mm que as hemácias sedimentam na primeira e na segunda hora.

Credibilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Salicilato
Quinina
Vitamina A
Metildopa

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Histerossalpingografia (código da AMB 4.08.09.03-0)

O que é o exame: consiste na injeção de um contraste radiológico por meio de um cateter no orifício externo do colo do útero e realização de radiografias.

Para que serve: auxilia na identificação de problemas nas tubas uterinas e na cavidade uterina, que podem causar, por exemplo, infertilidade. Pode evidenciar alterações conseqüentes de miomas, curetagens uterinas, endometriose, doença inflamatória pélvica. É um exame que faz parte da avaliação de infertilidade.

Instruções para a realização do exame: devido ao risco de infecção, são prescritos antibióticos antes e depois da realização do exame.

- Às vezes são usados sedativos para que a paciente relaxe durante o exame.

- O médico deve ser informado sobre reações alérgicas prévias a contrastes radiológicos.

- A histerossalpingografia não deve ser feita na presença de doença inflamatória pélvica, sangramento vaginal de origem desconhecida ou durante uma menstruação. Após o exame, a paciente deve informar ao médico sinais e sintomas de infecção, como corrimento vaginal, dor ou febre.

Riscos: infecção do endométrio (endometrite) ou das tubas uterinas (salpingite), perfuração uterina ou reação alérgica ao meio de contraste.

Fonte:

- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health
- Radiological Society of North America, Inc. (RSNA)

Histerossonografia (código da AMB 4.09.01.32-7)

O que é o exame: é uma técnica ultra-sonográfica desenvolvida recentemente para avaliação do endométrio (tecido que recobre a parede interna do útero). Um espéculo esterilizado é inserido pela vagina e o colo uterino é limpo com solução anti-séptica. Em seguida, um cateter é introduzido até o nível do fundo uterino, sendo feita instilação de solução fisiológica estéril na cavidade endometrial. Em mulheres com o colo uterino dilatado ou incompetente, também pode ser usado o cateter com balão, para prevenir derramamento retrógrado de solução fisiológica na vagina. O especulo é então removido e o transdutor inserido na vagina para emitir ondas ultra-sons e captá-las, permitindo sua visualização num monitor.

Para que serve: detecção de anormalidades intracavitárias uterinas. As indicações para realização do exame incluem: investigação de sangramento uterino anormal, avaliação de pacientes com infertilidade inexplicada, espessamento endometrial incompatível com a fase do ciclo menstrual, indefinição da imagem endometrial à ultra-sonografia transvaginal, abortamentos repetidos e localização exata de determinada lesão uterina. A histerossonografia é capaz de diagnosticar com segurança miomas submucosos e distinguir endométrio hiperplásico de pólipo.

Instruções para a realização do exame: o período ótimo para realização do exame é a primeira quinzena do ciclo menstrual. O exame não é feito em mulheres com doença inflamatória pélvica (DIP). Prescreve-se antibiótico para mulheres com DIP crônica e para aquelas com antecedentes de prolapso de valva mitral ou outros distúrbios cardíacos.

Riscos: o exame envolve o risco de infecção e exacerbação de sangramentos vaginais.

Fonte:

- CAMARGOS, Aroldo Fernando; MELO, Victor Hugo de; CARNEIRO, Márcia Mendonça; REIS, Fernando Marcos dos. Ginecologia ambulatorial: baseada em evidências científicas. 2.ed. Belo Horizonte: COOPMED, 2008 1018 p.
- RUMACK, Carol M; WILSON, Stephanie R; CHARBONEAU, J. William. Tratado de ultra-sonografia diagnóstica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c1999. 2v. (1618p.)
- CALLEN, Peter W. Ultra-sonografia em obstetrícia e ginecologia. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 1010 p.

HIV - Aids (síndrome de imuno deficiência adquirida) exame de Western blot (Código AMB: 4.03.07.87-5)

Material a ser analisado: sangue venoso.

Tempo gasto para obter os resultados: 2 a 3 minutos.

Finalidade: Verificar a existência do vírus da AIDS, confirmando a presença de anticorpos séricos contra o vírus linfotrópico, do tipo III (HTL-III), das células T.

Preparação prévia: Nenhuma.

Resultados: Quando o exame é anormal ou positivo, consultar o médico imediatamente. Embora o resultado seja positivo, não indica que o paciente tenha a doença, apenas confirma a presença do vírus da AIDS no organismo. Diante dessa situação, devem se tomar as devidas precauções.

Tempo necessário para obter os resultados: 1 a 2 semanas.

Confiabilidade dos resultados: boa. É utilizado para confirmar ou descartar os testes de ELISA positivos.

É um método mais caro e mais lento que o teste de ELISA.

Causas de erro:

Infecção subclínica.
Reação cruzada com outros agentes virais.

HIV - Aids (síndrome de imuno deficiência adquirida) Teste de ELISA

(Código AMB (antigo): 28.06.11.79)

Teste para verificar a existência do vírus da AIDS.

Material a ser analisado: sangue venoso.

Tempo gasto para obter os resultados: 2 a 3 minutos.

Preparação prévia: nenhuma.

Confiabilidade dos resultados: boa, mas nem sempre específica para o vírus da AIDS (HTLV-III).

É utilizado como exame de screening, nos bancos de sangue, para detectar doadores com sangue contaminado.

Todo exame positivo é confirmado pelo teste de Western blot.

Resultados: Quando o teste é anormal ou positivo, consultar o médico imediatamente. O teste positivo pode indicar presença do vírus da AIDS. Não é indicação de patologia, muito menos de que ela irá se desenvolver.

Tempo necessário para obter resultados: 2 a 4 dias após a extração.

Causas de erro:

Infecção subclínica.
Reação cruzada com outros agentes virais.

Holter de 24 horas (código da AMB 2.01.02.01-1)

O que é o exame: um monitor de Holter é uma máquina que grava continuamente os ritmos cardíacos. Ele é usado por 24 horas durante as atividades normais. Eletrodos são colocados no peito e ligados ao monitor operado por bateria, o qual é carregado numa carteira e fica preso à cintura ou em volta do pescoço.

Para que serve: o Holter de 24 horas é utilizado para determinar como o coração responde às atividades normais do dia-a-dia. O monitor pode ser indicado após um ataque cardíaco, para investigação de palpitações e síncope (tontura) e para diagnóstico de arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, taquicardia atrial multifocal, taquicardia supraventricular paroxística.

Instruções para a realização do exame: é importante que o paciente anote o que está fazendo e sentindo ao usar o monitor, especialmente sintomas cardíacos. Devem-se evitar detectores de metal, objetos magnéticos e áreas de alta voltagem ao se usar o dispositivo. O monitor não deve ser molhado.


Figura 1: Holter 24 horas - Condução atrioventricular mostrando alguns episódios de BAV de 2° grau Mobitz II, evoluindo ocasionalmente para BAV avançado, com até 3 batimentos não conduzidos, coincidindo com bradicardia importante

Figura 2: Holter 24 horas - BAV de 2° grau Mobitz I durante a noite, ocasionando pausas de até 2,1 segundos

Figura 3: Holter 24 horas - Extra-sístoles supraventriculares aos pares

Figura 4: Holter 24 horas - Fibrilação atrial - período de Taquicardia ventricular

Figura 5: Holter 24 horas - Fibrilação atrial com extra-sístoles ventriculares

Figura 6: Holter 24 horas - Fibrilação atrial com resposta ventricular baixa

Figura 7: Holter 24 horas – Marca-passo com falha de captura (acima) e presença de taquicardia ventricular (abaixo)

Figura 8: Holter 24 horas - Ritmo atrial multifocal intercalado com episódios freqüentes de fibrilação atrial

Figura 9: Holter 24 horas - Taquicardia atrial

Figura 10: Holter 24 horas - Taquicardia ventricular com FC = 214 bpm

Fonte:

Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Hormônio de Crescimento, no sangue. Hormônio somatotrófico (STH) (código AMB: 4.03.05.63-5)

Material a ser analisado: sangue.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: confirmar diagnóstico de Dwarfismo, Acromegalia ou gigantismo. Auxilia no diagnóstico de tumores da hipófise. Ajuda no acompanhamento da terapêutica com hormônio do crescimento.

Preparação prévia: jejum de sólidos e líquidos de pelo menos 12 horas.

Resultados:

Valores normais:
Homem: não detectável a 5 ng / ml.
Mulher: não detectável a 10 ng / ml. Valores altos em mulheres devido a efeito estrogênio.
Crianças: de não detectável a 16 ng / ml.

Níveis aumentados: podem indicar tumor hipotalâmico, com gigantismo em crianças e acromegalia nos adultos.

Níveis baixos: podem indicar Dwarfismo. Câncer metastásico. Tumores.

Tempo para obter resultados: 2 ou mais dias. Determinação por método de radio imunoensaio.

Confiabilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Acido nicotínico
Anfetaminas
Arginina
Betabloqueadores
Bromocriptina
Corticoesteroides
Dopamina
Glucagon
Histamina
Insulina
Levodopa
Metildopa
Fenotiazidas (clorpromazina)

Hormônio luteinizante no plasma (código AMB: 4.07.12.33-8)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: determinar a infertilidade em mulheres e homens. Detectar a ovulação na mulher. Determinar causas de faltas de menstruação (amenorréia). Controle de tratamentos para induzir a ovulação na infertilidade feminina.

Preparação prévia: não é necessária. Quando se obtém o material de mulher que não esteja na menopausa, deve se levar em conta a fase de ovulação presente no momento da extração.

Resultados:

Valores normais:Mulher em idade fértil: varia de acordo com a fase do ciclo menstrual: fase folicular: 50 a 15 mUI / ml; fase ovulatória: 30 a 60 mUI / ml; fase luteinizante: 5 a 15 mUI / ml.

Mulher pós menopáusica: 50 a 100 mUI / ml
Homem: 20 a 50 mUI / ml
Crianças: 4 a 20 mUI / ml

Valores aumentados: Mulher: ausência de ovários, estados iniciais da acromegalia, menopausa, falha ovárica. Homem: falha testicular.
Valores diminuídos: Mulher: ausência de ovulação, hipogonadotropismo. Homem: disfunção testicular.

Tempo necessário para obter os resultados: 3 dias. Os resultados são obtidos por radio imunoensaio.

Medicamentos que podem alterar os resultados: estrógenos, progesterona, corticoesteróides, testosterona.

Outro fator que pode alterar os resultados: Realização de algum exame, associado ao uso de substancia radioativa, nos últimos sete dias.

Hormônio paratireoideano no sangue (código AMB: 4.03.05.46-5)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avaliar a possibilidade de alterações das paratireóides.

Preparação prévia: jejum de 12 horas (líquido e sólido).

Resultados:

Valores normais:Os níveis de HPT variam entre os laboratórios. O exame deve ser avaliado juntamente com os níveis de cálcio no sangue.

Hormônio paratireoideano intacto: 210 a 310 picogramos / ml.
Fração N-terminal: 230 a 630 picogramos / ml.
Fração C-terminal: 410 a 1760 picogramos / ml.
Valores altos ou aumentados: podem indicar hiperparatireoidismo.
Valores baixos ou diminuídos: Hipoparatireoidismo. Câncer de pulmão. Câncer renal, pâncreas ou ovário.

Tempo necessário para obter os resultados: vários dias, após a extração de sangue.

Técnica aplicada para obter os resultados: Radio imunoensaio.

HPV – Captura Híbrida (código AMB: Procedimento diagnóstico por captura híbrida 4.06.01.29-3)

Introdução

A Captura Híbrida é o exame mais moderno para se fazer o diagnóstico do HPV. É um teste de biologia molecular qualitativo e quantitativo, que amplifica e detecta o sinal dos híbridos formados pela reação enzima-substrato. A leitura do resultado é feita por quimioluminescência.

O exame consegue diagnosticar a presença do vírus mesmo antes do aparecimento de qualquer sintoma. O exame possibilita informar com certeza se o/a paciente é portador/a da infecção ou não.

É um exame útil no diagnóstico e acompanhamento da infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). Identifica 18 tipos do HPV, divididos em sondas de baixo e alto risco para câncer do colo do útero. Permite a detecção de 1 pg/mL de DNA-HPV, equivalente a 0,1 cópia de vírus por célula.

A Captura Híbrida não identifica os tipos virais do HPV, e sim os grupos virais. O teste possui dois pools de sondas, uma para os vírus de baixo risco (não oncogênicos ou seja, que não causam o câncer) que pesquisa os tipos virais 6, 11, 42, 43 e 44; e outra para os vírus de alto risco (oncogênicos ou que podem causar o câncer) que pesquisa os tipos virais 16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68.

Quem deve fazer o exame de captura híbrida?

O exame é feito em pacientes com um resultado de exame Papanicolau alterado ou naquelas que tenham um alto risco para infecção pelo HPV.

Como o material é obtido?

O medico, para realizar o exame, deve recomendar à paciente:

1. Não ter relações sexuais nos três dias que antecedem ao exame
2. Não realizar o exame durante o período menstrual
3. Não usar óvulos ou creme vaginal por uma semana antes do exame
4. Não fazer uso de ducha interna no dia do exame.

O exame segue os mesmos procedimentos de outros exames ginecológicos, sendo muito simples e não causa dor. O material obtido provém de raspado ou secreção de lesões ou região suspeita (colo uterino, vagina, vulva, região perineal, perianal, anal, pênis, glande, prepúcio, bolsa escrotal, cavidade oral); biópsia (colo uterino, vulva, pênis, anus, etc).

Se houver necessidade da coleta de exame para citologia, na mesma consulta, esta deve ser realizada em primeiro lugar. No caso de aplicação de ácido acético ou iodo, colposcopia ou ultra-som transvaginal, deve se aguardar 3 dias para a realização do exame. Para coleta uretral, a paciente deve estar há pelo menos 4 horas sem urinar e, no homem, para coleta peniana, não deve ser realizada a higiene local por pelo menos 8 horas.

Um único teste coletor pode realizar os exames para HPV de baixo e de alto risco e também pode também ser colhido material para isolamento de Clamídia e Gonococo.

Como é feito o processamento laboratorial?

Após a coleta do material, o processamento laboratorial é semi-automatizado. Reagindo com sonda gênica especifica, o material para análise forma híbridos de RNA/DNA que são capturados por anticorpos que revestem as paredes da microplaca.

A seguir, os híbridos imobilizados, reagem com anticorpos específicos conjugados a fosfatase alcalina, formando um substrato estável que é posteriormente detectado por quimioluminescência ultra-sensível.

Os valores lidos pelo quimioluminômetro são transmitidos a um computador, dotado de software específico, que analisa os números recebidos e faz os cálculos de validação do ensaio e a quantificação dos controles positivos, negativos e amostras. O software executa o relatório final do teste e sua impressão, não havendo margem de erro nos cálculos.

Como interpretar os resultados?

O resultado é considerado positivo quando as relações RLU/PCA para os vírus do grupo A (6, 11, 42, 43 e 44) e/ou RLU/PCB para os vírus do grupo B (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68) forem iguais ou maiores que 1.

A Captura Híbrida contém sondas gênicas de 70% dos tipos de HPV de baixo risco e 99% dos oncogênicos. Valores das relações RLU/PCA e/ou RLU/PCB, menores que 50, indicando pequeno número de cópias virais por célula, podem significar infecção inicial ou fase de remissão espontânea. Nesses casos, a critério clínico, sugere-se, antes de qualquer tratamento, confirmar a presença de infecção ativa com nova coleta, após intervalo de três meses. Para verificar a eficácia do tratamento, indica-se colher nova amostra após três meses do término.

Fontes:

Laboratório Hermes Pardini – Belo Horizonte/MG
CDC - Centers for Disease Control and Prevention – Laboratory Procedure Manual – Human Papilomavirus (HPV)