Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra M

Magnésio no sangue (Mg+) (código AMB: Magnésio 4.03.02.23-7)

Material a ser analisado: sangue venoso.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: determinar o balanço eletrolítico. Avaliação de função nervosa e muscular.

Resultados:

Valores normais:1.7 a 2.1 mg/dl por espectrofotometria de absorção atômica; 1.5 a 2.5mEq/litro por análise química quantitativa.
Valores aumentados: falha renal ou insuficiência adrenal.
Valores diminuídos: alcoolismo crônico; má absorção; diarréia; pancreatite; queimaduras graves; tratamento diurético; aspiração gástrica prolongada.

Tempo necessário para obter os resultados: alguns minutos. Resultados obtidos por espectrofotometria de absorção atômica ou análise química quantitativa.

Confiabilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Antiácidos
Gluconato de cálcio
Catárticos
Diuréticos
Magnésio

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Mamografia

(Mamografia convencional bilateral – código AMB: 4.08.08.03-3) / (Mamografia convencional digital – código AMB: 4.08.08.04-1)

Mamografia: o que é?

A mamografia é um procedimento que utiliza baixas doses de raios X para examinar a mama humana; o teste é utilizado no diagnóstico de diferentes tipos de tumor, nódulos e de cistos. Somente a mamografia se mostrou ser útil na triagem de casos de câncer de mama, e se mostrou capaz de diminuir a mortalidade por esta causa.

Na fase inicial do câncer de mama, a mamografia é ainda a modalidade diagnóstica de escolha para o diagnóstico do tumor; o exame é considerado como padrão-ouro para outros métodos de imagem, como a ultra-sonografia, tomografia e ressonância nuclear magnética.

Em alguns países, a mamografia é indicada anualmente para mulheres mais velhas como método de triagem para diagnostico precoce do câncer de mama. O Colégio Brasileiro de Radiologia recomenda o screening mamográfico a partir dos 40 anos.

Exames de mamografia de alta resolução possibilitam a descoberta de sutis mudanças de densidade em todos os tipos de tecidos da mama, e permitem otimizar o contraste com a menor dose possível de radiação.

A mamografia é capaz de detectar a maioria dos tipos de câncer, antes que a paciente ou seu médico possam sentir alguma nodulação no seio, à palpação. O exame também é utilizado para avaliar nódulos que tenham sido percebidos durante o exame das mamas, ajudando a determinar quais nódulos são cancerosos e quais são benignos. No entanto, todos os nódulos suspeitos devem ser biopsiados ou removidos, mesmo que ele aparente ser benigno pela mamografia.

A mamografia pode também mostrar a localização exata do nódulo, antes da paciente ser submetida a uma cirurgia ou biópsia para removê-lo.

Benefícios do exame

A mamografia auxilia o médico no diagnóstico de doenças da mama, e, mais comumente, ajuda na detecção de câncer de mama em estágio precoce. Quanto menor e mais localizado o câncer no momento do diagnóstico e início do tratamento, maior a chance de cura. A mamografia permite a detecção de alguns tipos de câncer 1 ou 2 anos antes do que o médico assistente seja capaz de detectá-lo no exame clínico das mamas. Sabidamente, existe uma melhor possibilidade de cura se o câncer for descoberto em estágios iniciais.

Preparo

A paciente deve se certificar de que suas axilas e tórax estejam limpos. Desodorante, talco, loções, cremes ou perfumes nas axilas e tórax não devem ser utilizados no dia em que a mamografia for ser realizada, pois estes produtos podem dificultar a interpretação correta do exame (os produtos podem aparecer na radiografia como manchas de cálcio, levando a um diagnóstico errôneo).

Mulheres mais jovens, que ainda tenham períodos menstruais, poderão se sentir mais confortáveis ao fazer a mamografia 2 semanas após o fim da menstruação; nesta época do ciclo, as mamas podem se tornar menos túrgidas e o exame será menos incômodo.

O medico deve ser comunicado das seguintes situações:

* Gravidez confirmada ou possibilidade de estar grávida. A mamografia é um exame de raio X, e não dever ser usada para triagem diagnóstica de rotina durante a gravidez;
* Amamentação – podem não ser obtidos resultados claros em um seio repleto de leite;
* Existência de implante de prótese mamária
* Biópsia ou cirurgia na mama previamente ao exame – os procedimentos cirúrgicos prévios podem deixar uma cicatriz na mama, alterando a interpretação do exame.

Realização do exame

A mamografia é realizada em locais equipados com aparelho de diagnóstico radiológico específico, tais como clínicas especializadas de mastologia, hospitais, centros de especialidades, ou até mesmo utilizando se equipamento móvel.

A paciente deverá retirar sua blusa, sutiã e acessórios, tais como colares e brincos. O exame leva apenas alguns minutos. O técnico irá posicionar a mama sobre uma plataforma e colocar uma placa por cima, pressionando levemente. Isto pode ser incomodo por alguns segundos, mas permite que os raios X mostrem melhor o tecido profundo dos seios. Imagens frontais e laterais das mamas são captadas.

Duas ou três chapas em posições diferentes são tiradas de cada mama, para avaliar todo o seio. Cada chapa leva apenas poucos instantes para ser realizada.

Até poucos anos atrás, a mamografia era tipicamente executada em filmes radiológicos. Atualmente, mamografia está numa fase de transição para a detecção digital.

Sempre há um leve risco de dano a células ou tecidos expostos a qualquer radiação, inclusive os pequenos níveis de radiação usados para este teste. Porém, o risco de dano pelos raios X é muito baixo, se comparado com os benefícios potenciais do teste.

Processo de diagnóstico

O processo de diagnóstico para câncer de mama geralmente consiste em mamografias de triagem, mamografias de diagnóstico, e mamografias de biópsia quando necessário. Após uma mamografia de triagem, algumas mulheres apresentam alterações que não podem ser diagnosticadas por esta mamografia. Então, é realizada uma mamografia de diagnóstico, para tentar solucionar as duvidas. Durante essa sessão, o radiologista monitoriza cada um das chapas adicionais, que são tiradas para determinar a causa da alteração. Ultra-sonografia também pode ser utilizada nesse momento.

Geralmente a causa da alteração é determinada como benigna. Se a causa não pode ser admitida como benigna, será recomendada uma biópsia. A biópsia é utilizada para obter uma amostra do tecido para ser analisada ao microscópio. A maioria das biopsias atualmente é feita ou guiada por agulhas, usando-se o ultra-som ou a mamografia para guiar a localização exata da área a ser biopsiada.

Interpretação

A mamografia é interpretada por um radiologista e o resultado é descrito em um relatório, dirigido ao médico que solicitou o exame. A paciente deverá procurar o seu médico para se informar e obter esclarecimentos sobre o exame efetuado.

Deve-se observar que, embora a mamografia seja o único método de triagem demonstrado como sendo capaz de salvar vidas, isoladamente ainda não é suficiente para diagnosticar todos os casos. Estimativas do número de cânceres perdidos por mamografia giram em torno de 10-20%, ou seja, em cada 100 casos de câncer de mama, entre 10 e 20 casos não serão diagnosticados pela mamografia. Razões para a falha do método incluem erro do observador, mas mais frequentemente o erro é devido ao fato de o câncer estar escondido por tecido denso ao seu redor, não sendo detectado mesmo depois de revisão retrospectiva da mamografia. Além disso, um tipo de câncer, o câncer lobular, tem um padrão de crescimento que produz sombras na mamografia que são indistinguíveis do tecido mamário normal.

Os resultados da mamografia podem ser sumarizados abaixo:

Normal

O tecido mamário tem aspecto normal. Nenhum crescimento anormal, nódulos, ou outros tipos de tecido anormal são observados. As glândulas mamárias e os ductos pelos quais o leite flui tem aparência normal.

Anormal

Um crescimento anormal de tecidos ou nódulos pode ser encontrado. Tumores malignos ou benignos podem ser observados. Um ou mais cistos cheios de líquido podem existir.

Pequenas calcificações podem ser encontradas. Calcificações minúsculas (microcalcificações) freqüentemente ocorrem em áreas onde as células estão crescendo muito rapidamente (como em um tumor canceroso). Calcificações maiores (macrocalcificações) são geralmente normais e não-cancerosas em mulheres com idade acima dos 50 anos.

Resultados de mamografia anormais requerem exames adicionais, tais como uma biópsia, para determinar se o câncer está presente. Porém, a maioria das anormalidades encontradas em uma mamografia não é câncer.

Microalbuminúria (código da AMB 4.03.11.17-1)

O que é o exame: detecção de pequenas quantidades de proteína na urina coletada recentemente (corrigida pela creatinina) ou coletada em 12 ou 24 horas.

Para que serve: ferramenta auxiliar no diagnóstico e evolução da nefropatia diabética, sendo indicativa de lesão renal potencialmente reversível através de tratamento clínico rigoroso. Também útil na detecção de lesão renal em pacientes com pré-eclâmpsia, hipertensão arterial e lúpus eritematoso sistêmico. Algumas outras condições elevam os valores de microalbuminúria, a saber: gravidez, exercício físico, quadros inflamatórios e infecciosos, infecção urinária, presença de sangue na urina (hematúria) e proteinúria postural benigna.

Valor de referência:

* Urina recente: < 30 μg/mg creatinina
* Urina de 24 horas: < 30 mg/24 horas
* Urina de 4, 6 ou 12 horas: < 20 μg/min

Obs.: pacientes com macroproteinúria podem apresentar valores falsamente baixos de microalbuminúria.

Instruções para a realização do exame: não realizar esforço físico durante a coleta de urina e evitar ingestão excessiva de líqüidos.

Fonte:

Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini

Mielograma (código da AMB 4.03.04.89-2)

O que é o exame: consiste na realização de punção aspirativa em medula óssea, após anestesia local, em geral em osso da crista ilíaca ou esterno, conforme indicação de cada caso. É utilizada uma seringa especial para o procedimento, capaz de perfurar o córtex ósseo e atingir sua medula. O material puncionado é colocado em lâminas para ser submetido a exame microscópico direto.

Para que serve: permite avaliar a produção de células do sangue pela medula óssea, avaliando se há presença de células malignas. É feito estudo do amadurecimento das diferentes séries celulares normais ou da presença de células anormais, para diagnóstico de citopenias, leucocitoses, trombocitoses, gamopatias monoclonais, neoplasias, patologias hematológicas, metástases infiltrativas e infecções e parasitoses que podem acometer a medula óssea (por exemplo, leishmaniose visceral ou calazar).

- Uma importante indicação de mielograma são as leucemias, sendo útil para seu diagnóstico, classificação e avaliação da resposta à quimioterapia. Na leucemia há um grande quantidade de blastos (células malignas) no interior da medula óssea.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.

Monoteste – mononucleose (código da AMB 4.03.07.55-7)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para pesquisa de anticorpos heterófilos do tipo IgM, produzidos em resposta ao vírus Epstein-Barr.

Para que serve: teste inicial diante da suspeita de mononucleose infecciosa ou outro quadro atribuído ao vírus Epstein-Barr. Suspeita-se de mononucleose diante de um quadro de febre, dor de garganta, aumento de linfonodos, redução do apetite, dores musculares, sensação de fraqueza e aumento do baço. Cerca de 70 a 80% dos pacientes com mononucleose infecciosa produzem anticorpos heterófilos e apresentam o monoteste positivo.

Período de positividade do exame: em geral, o monoteste torna-se positivo em 4 semanas após a infecção e diminui após a fase aguda, entretanto pode ser positivo por 6 a 12 meses. - O teste é negativo na maioria dos pacientes imunodeprimidos e pode ser falsamente positivo em pacientes com linfoma, hepatite viral e doenças auto-imunes.

Valor de referência: negativo

Resultados falso-positivos: em raras ocasiões, podem ocorrer resultados falso-positivos em pacientes portadores de leucemia ou linfoma, rubéola, hepatite ou lúpus eritematoso sistêmico.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.