Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra P

Papanicolau (citologia vaginal) (código AMB: 4.13.01.09-9)

Objetivos do exame

A partir de 1940, a porcentagem de mortes de mulheres, com câncer cervical (colo de útero), caiu em torno de 70%, devido em grande parte à instituição do exame de Papanicolau. Embora não seja infalível, este teste detecta 95% dos cânceres cervicais e o que é mais importante, os detecta em um estagio o qual ainda não é visível, e portanto, podem ser tratados e quase sempre curados. Ocasionalmente o Papanicolau pode identificar um câncer endometrial ou de ovários.

Material a ser analisado

A "citologia vaginal", também denominada Papanicolau, é muito reveladora. Realizada durante o exame ginecológico é pouco incômoda. Usando uma espátula de madeira, uma escovinha ou uma esponja de algodão, o médico raspa suavemente a superfície do colo do útero, para obter células, e também consegue amostras de dentro do canal cervical, introduzindo um tipo de cotonete longo. As células são enviadas ao laboratório, para uma análise microscópica.

Confiabilidade do exame: Altamente confiável

Valores

Um resultado negativo significa que o colo é normal.

Um resultado positivo significa que aparecem células anormais. Este resultado positivo não prova que haja câncer, nem ao menos displasia mas, usualmente, significa que se deve realizar uma avaliação mais profunda, como uma colposcopia ou uma biópsia.

Quem deve realizar de rotina o Papanicolau?

A primeira citologia deve ser feita antes do início de uma vida sexual ativa e 1 ano após. Caso os dois resultados sejam normais, o médico estabelecerá o intervalo de tempo para a realização dos exames periódicos necessários. Se o paciente for de alto risco, também deverá ser estabelecido pelo médico o prazo para a realização dos próximos exames, que geralmente são anuais.

Mulheres de alto risco são aquelas, que começaram a ter relações sexuais antes dos 18 anos, que tiveram vários parceiros sexuais, ou que tiveram herpes ou verrugas venéreas. A partir dos 60 anos, as mulheres podem deixar de fazer as citologias.

Outra categoria de risco é a das filhas de mulheres que tomaram estrógeno sintético (DES), durante sua gravidez. Este grupo deve realizar pelo menos uma citologia ao ano, começando aos 14 anos, ou até mesmo antes, caso já tenham apresentado a primeira menstruação.

Paracoccidiodomicose, sorologia (código da AMB 4.03.10.31-0)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para detecção do título de anticorpos produzidos contra o fungo causador da paracoccidiodomicose.

Para que serve: método auxiliar no diagnóstico de casos em que o fungo não foi visualizado microscopicamente ou isolado em meio de cultura. A paracoccidiodomicose ou blastomicose sul-americana é uma doença granulomatosa causada por um fungo, que acomete pulmões, mucosas, pele e linfonodos. Após tratamento, a queda no título de anticorpos acompanha a melhora clínica, todavia 70% dos indivíduos tratados permanecem com sorologia positiva até 1 ano após o tratamento.

Valor de referência: negativo

Fonte: Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini

Peptídeo C (código da AMB 4.07.12.39-7)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de peptídeo C, substância secretada em proporção equimolares com a insulina. É importante para a determinação da reserva de insulina endógena.

Para que serve: auxilia no diagnóstico diferencial de hipoglicemia, na classificação de diabetes mellitus, na verificação da função de células beta pancreáticas e no funcionamento dos transplantes de pâncreas.

- A meia-vida do peptídeo C no plasma é cerca de 5 vezes maior que a meia-vida da insulina, por isso o peptídeo C é um indicador mais estável da secreção de insulina. A dosagem desta substancia pode ainda ajudar na distinção entre insulina endógena e injetável.

Valor de referência: 1,1 a 5,0 ng/mL

Resultados:

Valores aumentados: os níveis de peptídeo C se encontram elevados em insulinomas e diabetes mellitus tipo 2, pacientes com insuficiência renal, hipopotassemia, gravidez e síndrome de Cushing.
Valores diminuídos: estão relacionado a pequena produção de insulina, podendo ocorrer no diabetes mellitus tipo 1, na administração exógena de insulina e em testes de supressão que envolvem substâncias como somatostatina.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Pieleografia excretora ou Urografia excretora (radiografia do sistema urinário)

(Código AMB: Pielografia ascendente 4.08.07.02-9 / Urografia venosa com bexiga pré e pós-miccional 4.08.07.01-0 / Urografia venosa minutada 1-2-3 4.08.07.03-7 / Urografia venosa com nefrotomografia 4.08.07.04-5 )

Tempo gasto para efetuar o exame: 1 hora.

Tempo necessário para obter os Resultados: 2 horas a 1 dia.

Confiabilidade do exame: boa.

Riscos: Possibilidade de reação alérgica pela substância de contraste. Quando o paciente é submetido muitas vezes a radiação, devido a repetidos exames radiológicos, pode gerar riscos grandes no futuro.

Os pacientes diabéticos, ou com patologias renais, apresentam maior chance de entrar num quadro de insuficiência renal aguda, devido à injeção de contraste.

Objetivos: Poder diagnosticar anormalidades anatômicas e, o que é mais freqüente, determinar a presença de cálculos no sistema renal; também é indicado quando existe hematúria (sangue na urina), para diagnosticar sua origem.

Preparação do paciente: Sempre se indica um teste alérgico ao iodo, colocando-se uma pequena quantidade dessa substância nos olhos e observando-se a reação, para prevenir um possível choque alérgico.

A preparação previa é de grande importância, para poder obter resultados claros do exame.

Jejum de 8 horas. O paciente deverá tomar um laxante oral, no dia anterior ao exame para eliminar a maior quantidade possível de fezes, melhorando assim a visualização dos elementos do sistema urinário.

Técnica utilizada: A substância de contraste é injetada na veia do braço e em seguida são obtidas radiografias, geralmente aos 5, 15, 30 e 60 minutos; além dessas, é feita outra radiografia, imediatamente após esvaziar a bexiga, para completar a imagem do líquido residual, que permaneça na bexiga urinária.

Fatores que podem interferir nos resultados: Excesso de gás no intestino, obesidade e função renal deficiente, o que impede a concentração da substância de contraste de forma adequada no sistema renal.


Figura 1: Urografia excretora pós trauma renal esquerdo - Má visualização do rim esquerdo

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Potássio no sangue (k+) (código AMB: Potássio 4.03.02.31-8)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter o material: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avaliar sinais de hiperpotassemia e hipopotassemia. Avaliar alterações neurológicas, endócrinas e musculares. É muito útil na avaliação de arritmias cardíacas. É utilizado para acompanhar os pacientes que fazem uso de potássio e diuréticos, principalmente nos hipertensos.

Resultados:

Valores normais: 3.8 a 5.5 mEq / litro
Valores aumentados: Infarto de miocárdio. Excreção reduzida de sódio. Doença de Addison. Lesões por esmagamento. Queimaduras extensas.

Tempo requerido para obter os resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório.

Resultados se obtêm por: espectrofotometria de chama ou espectrofotometria por absorção atômica.

Confiabilidade do exame: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Potássio endovenoso
Anfotericina-B
Diuréticos tiazídicos
Glicose endovenosa
Insulina endovenosa
Meticilina
Penicilina G
Tetraciclina.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

PPD – tuberculina (código da AMB 4.03.07.63-8)

O que é o exame: teste que consiste na aplicação intradérmica, na face anterior do antebraço, de 0,1 mL de um derivado protéico purificado denominado tuberculina. Após 72 horas da aplicação é feita a medida do maior diâmetro transversal do nódulo palpável que se formou no local de infiltração da tuberculina.

Para que serve: avaliação da exposição ao bacilo causador de tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) e da resposta à vacina antituberculose (BCG). É importante ressaltar que um resultado positivo nunca deve ser considerado diagnóstico de tuberculose, sendo importante a avaliação de parâmetros clínicos, radiológicos e de história de contato com indivíduo portador de tuberculose. Do mesmo modo, um resultado negativo não exclui totalmente a possibilidade de infecção pelo bacilo da tuberculose. Em formas graves de tuberculose (formas meníngea e miliar) e na tuberculose pleural, o PPD pode estar suprimido e retornar ao normal após início do tratamento.

Valor de referência: Diâmetro do nódulo

* 0 a 4 mm: não reator – indivíduo não infectado pelo M. tuberculosis ou anérgico
* 5 a 9 mm: reator fraco – indivíduo infectado pelo M. tuberculosis ou por outras micobactérias ou vacinado com BCG
* ≥ 10 mm: reator forte – indivíduos infectado pelo M. tuberculosis, doente ou não, ou vacinado com BCG.

Fonte:

Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini

Proteína C reativa (código AMB: 4.03.07.64-6)

Material a ser analisado: sangue.

Objetivos do exame: verificar a gravidade de uma doença inflamatória e a efetividade de um tratamento antiinflamatório.

Auxiliar no diagnóstico da artrite reumatóide, que se caracteriza por níveis elevados de proteína C reativa.

Utilizada também no diagnóstico inicial de infecção pós-operatória, e também auxilia no diagnóstico de outros tipos de infecção, ajudando a distinguir entre infecção bacteriana ou virótica, sempre auxiliado por exame clínico e por outros exames laboratoriais. A infecção bacteriana leva a um aumento muito mais acentuado dessa proteína.

Confiabilidade do exame: boa, embora não específica.

Tempo gasto para obter o material: 5 minutos.

Preparação do paciente: nenhuma.

Tempo necessário para obter os Resultados: imediato.

Técnica utilizada: radio imunoensaio ou aglutinação.

Resultado:

Valores normais: até 8 microgramas por mililitro.
Valores aumentados: mais de 8 microgramas por mililitro significa presença de inflamação, embora não determine a causa.

Algumas situações que podem alterar os resultados: a gravidez pode aumentar o valor da PCR.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clinica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001

Prova do laço (código da AMB 4.03.04.53-1)

O que é o exame: compressão do braço com esfigmomanômetro (aparelho para aferir a pressão arterial) no valor pressórico intermediário entre as pressões sistólica e diastólica, durante 5 minutos. Em seguida mede-se a quantidade de petéquias surgidas numa área de 2,5 cm2 (uma polpa digital) sob o manguito ou abaixo dele.

Para que serve: avaliação da fragilidade capilar, sendo auxiliar no diagnóstico de dengue hemorrágico, trombocitopenias, reações vasculares tóxicas para anormalidades vasculares hereditárias e disfunções plaquetárias.

Valor de referência: negativo a positivo (+)

Instruções para a realização do exame: informar medicamentos em uso, uma vez que fármacos contendo ácido acetil salicílico (AAS®, Aspirina®), Clexane® e Triclid® interferem nos resultados do exame.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- LEÃO, Ênnio. Pediatria ambulatorial. 4. ed. Belo Horizonte: COOPMED, 2005 1034 p.