Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra R

Radiografia de bacia (código da AMB 4.08.04.01-1)

O que é o exame: o paciente deita sobre uma superfície rígida e são emitidos raios-x para visualização de partes ósseas da bacia (região que conecta os membros inferiores ao corpo).

Para que serve: detecção de fraturas, tumores dos ossos da bacia, sacroilite (inflamação da articulação do sacro com o osso ilíaco da bacia) e espondilite anquilosante.

Instruções para a realização do exame: o paciente deve retirar jóias e mulheres devem informar se estão grávidas.

Riscos: há pequena exposição a radiação, todavia mulheres grávidas e crianças são mais sensíveis aos riscos dos raios-x.


Figura 1: Radiografia de bacia - Disjunção pélvica traumática

Figura 2: Radiografia de bacia – Fratura de bacia

Figura 3: Radiografia de bacia – Fratura de bacia

Figura 4: Radiografia de bacia – Fratura de bacia

Figura 5: Radiografia de bacia – Fratura de bacia

Fonte:

Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Radiografía de tórax (código AMB: 4.08.05.00-0)

Os raios X são radiações especiais que têm a capacidade de atravessar os tecidos do corpo humano, proporcionando informação valiosa sobre nossa constituição interna.

Os raios X foram descobertos em Wyrzburg, Alemanha por Sir Wilhelm Conrad Rsentgen, em 1895. O nome "X" resulta do fato da descoberta ter ocorrido por acidente, sendo que o pesquisador não conseguiu explicar sua origem.

As primeiras imagens do tórax foram obtidas pelo médico britânico John Macintyre em 1896, iniciando uma nova era no estudo das patologias pulmonares.

A radiografia (de rádios: radiação e grafos: imagem ou desenho) de tórax é um dos procedimentos diagnósticos mais solicitados, tanto em pacientes hospitalizados quanto nos pacientes de consultório. É uma das técnicas mais baratas, rápidas, fáceis de realizar e que brindam informação inicial suficiente e muitas vezes definitiva ao médico solicitante. Além disso, sua versatilidade está na possibilidade de efetuar o procedimento com equipamentos portáteis, deslocados para o local que se encontre o paciente.

Qual a indicação de se realizar uma radiografia de tórax?

A radiografia de tórax tem duas funções principais: descobrir e orientar na busca de um diagnóstico para o paciente. Os achados mais freqüentemente encontrados em uma radiografia de tórax são descritos no quadro abaixo:

Achados e diagnósticos mais freqüentes em uma radiografia de tórax

* Fraturas ósseas
* Corpos estranhos, tumorações, e inflamações de partes moles.
* Derrame pleural e outras alterações pulmonares (pneumotórax, atelectasias).
* Alterações em vias áreas principais
* Problemas cardíacos

É necessário realizar alguma preparação?

Não é necessária nenhuma preparação especial para realizar a radiografia de tórax.

E para as crianças, existe alguma recomendação?

Sim. Recomenda se a proteção dos ovários e dos testículos em crianças, usando se protetores especiais, feitos de chumbo. Esta recomendação é obrigatória. Além disso, a criança deverá estar acompanhada de dois adultos. A acompanhante não deve estar grávida, nem com suspeita de gravidez.

Quais instruções devem ser dadas para a realização de uma radiografia?

As manobras respiratórias e as posições do paciente modificam a interpretação diagnóstica. O exame deve ser realizado com o paciente em inspiração profunda, mantendo as bordas inferiores dos pulmões na altura do décimo arco costal, evitando assim a horizontalização e, conseqüentemente, a interpretação errônea de aumentos do eixo transverso do coração. A inspiração profunda é importante para abaixar o diafragma o máximo possível, permitindo assim que os pulmões fiquem cheios de ar, facilitando sua visualização completa.

O paciente deve ficar ereto, sem rotações laterais, e as clavículas devem ficar eqüidistantes da coluna vertebral, com as extremidades internas na altura do quarto ou quinto arcos costais.

A radiografia é realizada com o paciente sentado ou de pé, com o peito contra a placa radiográfica. No entanto, em pacientes graves, a radiografia pode ser realizada com o paciente deitado, e com a radiografia colocada em suas costas. Esta posição mostra o tórax de frente. Outras projeções freqüentes são o perfil e a posição obliqua.

Quem interpreta ou efetua o laudo radiológico?

Embora uma interpretação mais adequada é a realizada por um radiologista, qualquer médico pode interpretar uma radiografia de tórax (figura 1). Os pulmões, devido ao fato de conterem ar, aparecem de cor negra na radiografia. As partes moles como a pele, gordura e músculos aparecem em várias tonalidades de cinza, segundo sua espessura. Os ossos, que não podem ser atravessados pelos raios X, são vistos de cor branca. Como resultado, a chapa radiográfica é semelhante ao negativo de uma fotografia.

As interpretações podem depender da técnica empregada. Quantidades de cargas inadequadas modificam a qualidade radiográfica. Cargas excessivas tornam as radiografias escurecidas, dificultando a análise da vasculatura pulmonar. Cargas insuficientes tornam as radiografias esbranquiçadas, dificultando a análise dos seios costofrênicos laterais.

RADIOGRAFIA DE TORAX NORMAL

Figura 1: Coluna vertebral: (ae), esterno: (et), clavícula: (c), escápula: (e), diafrágma: (dd), seios costo frênicos laterais: (cf), câmara de ar gástrica: (g), traquéia: (t), brônquio principal direito: (bd), e esquerdo: (bi), lóbulos superiores de ambos pulmões: (bsd e bsi),

A região central corresponde ao mediastino, e contêm as seguintes estruturas: veia cava superior: (vcs), átrio direito: (ad), veia cava inferior: (vci), botão aórtico: (ba), tronco da artéria pulmonar: (ap), parte do átrio esquerdo e finalmente, o ventrículo esquerdo: (vi).

A Radiografia de tórax nas patologias cardíacas

Vários são os sinais radiológicos envolvidos nas múltiplas alterações morfológicas do coração.

A silhueta cardíaca mostra os aumentos da área cardíaca, por meio do índice cardiotorácico. Define-se o índice cardiotorácico como a relação entre o diâmetro transverso do coração e o diâmetro interno do tórax. Diâmetro transverso do coração é a distância linear entre as bordas externas do átrio direito e a curva ventricular esquerda. Diâmetro interno do tórax é a distância linear entre a borda externa das hemicúpulas diafragmáticas. O índice cardiotorácico normal mede, em média, 0,5, ou seja, o diâmetro transverso do coração é aproximadamente a metade do diâmetro transverso interno do tórax.

Nas cardiopatias congênitas, como regra geral, o diagnóstico radiológico tem menor sensibilidade quanto mais jovem for a criança. As dificuldades diagnósticas advêm de múltiplas causas: dificuldades de visualizar o coração encoberto pelo timo, e anormalidades cardíacas múltiplas, produzindo alterações complexas da silhueta cardíaca. Por essas razões, o acompanhamento deve ser contínuo e, freqüentemente, as hipóteses diagnósticas iniciais são formuladas a partir dos aspectos da vasculatura pulmonar.

Outras anormalidades, tanto congênitas quanto adquiridas também podem ser vistas ao RX, mas são de descrição complexa, necessitando quase sempre de um radiologista experimentado para fornecer um laudo seguro.


Figura 2: Raio X de tórax - Marcasso biventricular, sendo evidenciados eletrodos em AD, VD e VE através do seio coronário

Figura 3: Raio X de tórax - Hemopneumotórax à esquerd

Figura 4: Raio X de tórax - Hérnia diafragmática à esquerda

Figura 5: Raio X de tórax - Derrame pleural direito

Figura 6: Raio X de tórax - Derrame pleural esquerdo

Figura 7: Raio X de tórax - Enfisema subcutâneo

Figura 8: Raio X de tórax - exame normal, em incidências PA e perfil

Fontes:

* Universidade católica do Chile – modulo respiratório – modulo 1 RxTx - Dr. Edgardo Cruz M. y Dr. Francisco Cruz O.
* A história clínica, o exame físico, o eletrocardiograma e a radiografia do tórax são suficientes no diagnóstico das cardiopatias. Dikran Armaganijan, Clarisse Ogawa, Marcelo Coelho Shibata, Marcelo Ferraz Sampaio,Valéria Mozetic - Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
* Magalhães HP. Princípios de radiologia do coração e dos vasos da base. São Paulo: Editora Sarvier, 1980
* Salud Hoy - http://www.saludhoy.com/htm/exam/articulo/rxtorax1.html
* Mettler: Essentials of Radiology 2d. ed. -2005

Radiografia mão e punhos para idade óssea (código da AMB 4.08.03.13-9)

O que é o exame: estudo radiográfico da mão e punhos em incidência ântero-posterior, para posterior comparação com radiografias padronizadas para a faixa etária e sexo.

Para que serve: determinação radiológica da idade óssea, valiosa na determinação da idade fisiológica e do potencial de crescimento, bem como na previsão da altura, quando adulto. As discrepâncias entre a idade fisiológica (segundo a maturidade do esqueleto) e a idade cronológica são importantes do ponto de vista clínico, pois podem ser provocadas por moléstias da infância e distúrbios que provocam anormalidades do crescimento. A deficiência de hormônio de crescimento e de hormônios tireóideos causa o retardo da idade óssea mais grave. Condições, como tireotoxicose, puberdade precoce e, até mesmo, a obesidade, avançam a idade óssea.

Fundamento: a estimativa da idade óssea fundamenta-se na existência ou não de centros de ossificação e na configuração deles.

Fonte:

PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.

Ressonância magnética (RM) de crânio (encéfalo) (código da AMB 4.11.01.01-4)

O que é o exame: é um método não-invasivo, geralmente indolor, que utiliza um campo magnético poderoso, sem radiação ionizante (raios-X) para formação de imagens de estruturas crânio-encefálicas. O paciente deita sobre uma superfície plana e é conduzido para dentro de um túnel onde há emissão de ondas de rádio.

Para que serve: auxilia no diagnóstico de tumores cerebrais, anomalias do desenvolvimento cerebral, anormalidades vasculares (como aneurismas), alterações oculares e da orelha interna, acidente vascular cerebral, doenças da glândula hipófise, algumas doenças crônico-degenerativas do sistema nervoso (como esclerose múltipla) e traumatismo crânio-encefálico em pacientes selecionados.

Instruções para a realização do exame: em geral não há necessidade de dieta específica ou medicamentos. Em virtude do forte magnetismo, objetos metálicos não são permitidos no local do exame. Itens como jóias, relógios, cartões de crédito e acessórios (brincos, pulseiras, entre outros) devem ser retirados. Dentaduras também devem ser removidas. Pacientes com uso de marca-passo, assim como de implantes cocleares, clips para aneurismas cerebrais, valvas cardíacas metálicas, stents vasculares mais antigos e próteses articulares colocadas recentemente não podem ser submetidos à RM e não devem adentrar a área.

- Em caso de necessidade de uso de meios de contraste, é feita injeção em veias do braço ou antebraço. O paciente deve informar alergia ou reações prévias.

Riscos: não há, até o momento, documentação de efeitos adversos significativos da RM no corpo humano. Não há uso de radiação ionizante. O contraste intravenoso mais usado, gadolínio, é muito seguro e, embora tenham sido documentadas reações alérgicas, são de ocorrência extremamente rara. Entretanto, o gadolínio não deve ser administrado em gestantes pelo prejuízo potencial ao feto. Pacientes que não removem objetos metálicos de suas roupas antes do exame podem se ferir.


Figura 1: RM do encéfalo - Hidrocefalia comunicante

Fonte:

- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.
- Radiological Society of North America, Inc. (RSNA).

Reticulócitos (código da AMB 4.03.04.55-8)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de reticulócitos, células da linhagem dos glóbulos vermelhos recém-emitidas na circulação sangüínea.

Para que serve: útil no diagnóstico diferencial de anemias e no acompanhamento do tratamento.

Valor de referência:

* Percentual: 0,5% a 1,5%
* Quantitativo: de 25.000 a 75.000/mm³

Resultado:

Valores aumentados: ocorrem em estados hiper-regenerativos da medula óssea, como nas anemias hemorrágicas e hemolíticas, e especialmente como crise reticulocitária após a administração de ferro na anemia ferropriva ou depois da administração de vitamina B12 ou ácido fólico na anemia perniciosa e anemias sensíveis a estes medicamentos. Além dessas condições, os níveis de reticulócitos podem ser altos em: pessoas que vivem em altitudes elevadas, fumantes, gestantes e recém-nascidos.
Valores diminuídos: ocorrem nas anemias não-regenerativas, como anemias aplásica, carenciais (ferropriva não-hemorrágica ou megaloblástica) não tratadas, secundárias a processos crônicos (inflamatórios ou neoplásicos) e diseritropoéticas.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.