Nossos Exames

Periodicamente seu médico solicita alguns exames para que possa fazer uma análise mais completa de seu quadro de saúde. Nesta lista estão alguns dos principais exames médicos com informações para ajudá-lo a entender melhor esses procedimentos de rotina.

Os exames estão classificados em ordem alfabética (navegue através das letras iniciais abaixo):

Exames Laboratoriais para as Grávidas  

Letra T

Tempo de coagulação e de retração do coágulo (Tempo de coagulação – código AMB: 4.03.04.58-2) / (Tempo de retração do coágulo – código AMB: 4.03.04.56-6)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter os resultados: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Determina o tempo, que o sangue recém extraído, demora em coagular. Avalia a via intrínseca da coagulação. Ao mesmo tempo avalia, de forma superficial: o fibrinogênio e o número e a qualidade das plaquetas. Além disso, serve para acompanhar os pacientes em uso de heparina, embora seja menos confiável que o tempo parcial de tromboplastina ativada.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: Tempo de coagulação 5 a 15 minutos.Retração: inicia 1 hora após haver coagulado, observando se uma retração de 50 %.
Valores anormais: Hiperfibrinogenemia, anemia, fibrinólise secundaria.

Tempo de coagulação prolongado: deficiência de fatores da coagulação, presença de anticoagulantes.

Retração lenta ou incompleta do coágulo: Trombocitopenia. Tromboastenia.

Tempo necessário para obter os resultados: Várias horas de observação, para determinar: o tempo que o sangue demora em se coagular, o tempo que demora o coágulo em se retrair, e finalmente o tempo em que o plasma se separa totalmente do sangue.

Equipamento utilizado: além de uma seringa e de uma agulha para a punção venosa, o médico ou técnico deverá contar com um cronômetro, e um recipiente para banho Maria, a 37 graus Cº.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

Antibióticos (tetraciclinas)
Anticoagulantes
Corticoesteróides

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Tempo de sangria (Tempo de sangria – método de Duke – código AMB: 4.03.04.91-4) / (Tempo de sangria – método de Ivy – código AMB: 4.03.04.61-2)

O tempo de sangria depende da elasticidade das paredes dos vasos e da capacidade funcional das plaquetas.

Material a ser analisado: sangue

Tempo gasto para obter os resultados: 30 minutos.

Finalidade: estimar a resposta das plaquetas a uma lesão dos tecidos, a capacidade de vaso constrição, defeitos adquiridos e congênitos de distúrbios sanguíneos.

Preparação prévia: abstenção de álcool, durante as 24 horas que antecedem o exame.

Descrição do exame: Método de Duke: pequena incisão efetuada no lóbulo da orelha com una agulha descartável. O técnico seca o local da incisão cada 30 segundos, até que a hemorragia pare.

Método de Ivi: O técnico infla um manguito de pressão até 40 mm, acima da prega do cotovelo, e efetua três pequenas punções no antebraço, com una agulha descartável. Em seguida, cada uma das incisões é seca, a cada 30 segundos (marcando se o tempo com um cronômetro).É informado o resultado, que será a média do tempo medido.

Riscos e precauções: observar que o sangramento deve terminar antes dos 15 minutos após da punção.

Caso exista uma tendência hemorrágica, como na hemofilia, a região onde foi feita a punção ou corte deve ser comprimida, durante 24 a 48 horas.

Resultados:

Valores normais: Método de Duke 1 a 3 minutos. Método de Ivi 1 a 7 minutos.

Tempos anormais prolongados são compatíveis com: púrpura; patologias do fígado; deficiências de fatores da coagulação; coagulação intravascular disseminada; anemia hemolítica do recém nascido; linfoma; Leucemia aguda.

Tempo necessário para obter os resultados: disponível após 30 minutos.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Drogas que podem alterar os resultados:

Acido acetil salicílico
Aspirina
Analgésicos
AINE
Anticoagulantes
Dextran
Medicamentos antineoplásicos
Estreptoquinase
Sulfonamidas
Diuréticos tiazídicos

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Tempo parcial de tromboplastina ativada (Código AMB: 4.03.04.63-9)

Exame realizado paralelamente ao teste de coagulação. O exame é importante nos pré-operatórios, para diagnosticar tendências hemorrágicas.

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço, ou por punção do dedo, do lóbulo da orelha, ou do calcanhar.

Tempo gasto para obter os resultados: 5 a 10 minutos.

Finalidade: O exame mede a efetividade do tratamento com heparina, e as deficiências dos fatores de coagulação VII e XIII.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: entre 25 a 36 segundos, para a formação de um grumo de fibrina.

Valores anormais: Tempos prolongados podem indicar o uso de anticoagulantes, como a heparina, fibrinólise ou presença de produtos de degradação da fibrina.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Droga que pode alterar os resultados: heparina, usada como medicação.

Fontes:

- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Teste de Esforço (código AMB: 4.01.01.00-2)

O que é um Teste de Esforço (Ergométrico)

Um teste de esforço registra a atividade elétrica do coração, em um eletrocardiograma, ao mesmo tempo em que se mede a pressão arterial e enquanto o paciente caminha em uma esteira rolante ou pedala em uma bicicleta ergométrica.

Um eletrocardiograma (ECG) é um exame que registra a atividade elétrica do coração.

Este tipo de exame é usado tanto para o diagnóstico das doenças cardíacas e hipertensão arterial aos esforços, como para avaliar a eficácia de tratamentos para as doenças cardíacas.

O teste de esforço é realizado quando se suspeita da presença de alguns tipos de doenças cardiovasculares. A mais comum das doenças, para qual este teste é usado, são as doenças das artérias coronárias, situação na qual os vasos sanguíneos, que levam o sangue, oxigênio e nutrientes ao coração, se apresentam com estreitamentos e oclusões. As artérias coronárias podem se estreitar ou se ocluir quando são depositadas substâncias como o colesterol ou quando ocorre a formação de coágulos, que se prendem nas paredes das artérias.

Muitas pessoas, com obstruções das artérias coronárias, são assintomáticas durante o repouso; entretanto, quando os indivíduos são submetidos a exercícios físicos, um maior esforço passa a ser exigido do coração, e os sintomas podem surgir. O teste de esforço pode mostrar alterações no eletrocardiograma, que surgem quando o coração é submetido a uma maior carga de trabalho, alterações estas que não estão aparentes com o paciente em repouso.

Indicações

Um Teste de Esforço é realizado para:

* Avaliar situações de dor torácica não explicada, para determinar sua causa, quando se suspeita de doença das artérias coronárias.
* Determinar a capacidade do coração para tolerar exercícios, em pessoas com doença cardíaca conhecida, ou naqueles que tiveram um ataque cardíaco ou cirurgia cardíaca.
* Identificar ritmos cardíacos anormais, quando sintomas como vertigem, desmaios ou palpitações acontecerem durante exercícios ou atividade física.
* Para fazer uma pesquisa de ocorrência de doença das artérias coronárias, em uma pessoa sem sintomas, especialmente se a pessoa tem fatores de risco (como tabagismo, colesterol alto, hipertensão arterial, diabetes, ou uma história familiar de doença cardíaca em uma idade jovem).
* Depois de angioplastia ou cirurgia de revascularização do miocárdio (ponte de safena), para avaliar recorrência da doença.
* Avaliar a efetividade de certos medicamentos ou outra terapia para batimentos cardíacos irregulares (arritmias) ou dor torácica de origem cardíaca (angina).

Preparo

Em algumas situações, medicamentos de uso continuado poderão necessitar ser suspensos alguns dias antes do Teste. Somente o médico assistente deverá orientar quanto à possível necessidade de suspensão de medicamentos, antes do Teste de Esforço.

O paciente deve informar, ao médico responsável pelo exame, se está usando qualquer medicamento, ou se usou qualquer medicamento capaz de causar queda na pressão ou vasodilatação, nas 24 horas que antecederem o exame. Alguns medicamentos podem afetar os resultados de um eletrocardiograma de repouso, ou do teste de esforço, ou levar a hipotensão (queda na pressão) severa, durante o Teste.

O médico responsável pelo teste deve ser informado acerca de qualquer problema que limite a capacidade de realizar o esforço, tal como doença do quadril, joelhos, pernas, etc.

O paciente deve estar em jejum, pelo menos por 2 a 4 horas antes do procedimento, evitando a ingestão de álcool, cafeína e o uso de tabaco.

Para o teste, normalmente se solicita que o paciente remova jóias e adereços, e que compareça vestindo uma roupa confortável, como um short ou bermuda, além de sapatos confortáveis ou tênis.

Procedimento

O Teste de Esforço é geralmente realizado em uma clínica, hospital ou consultório médico especializado, sob a responsabilidade de um médico (geralmente um cardiologista). A sala onde o teste será realizado deve ser equipada com equipamentos de ventilação e de desfibrilação cardíaca, apropriados para emergências e ressuscitação.

São colocados eletrodos adesivos no tórax, para a obtenção dos registros do eletrocardiograma, e em seguida deve se medir a pressão arterial. Um registro do eletrocardiograma de repouso também deve ser obtido.

O paciente inicia a caminhada lentamente, sobre uma esteira rolante e gradualmente a velocidade e a inclinação são aumentadas. O médico monitora continuamente o eletrocardiograma e a pressão arterial.

No caso de uma bicicleta ergométrica ser usada, o paciente se acomodará no selim, de forma a pedalar confortavelmente. O guidão deve ser usado para manter o equilíbrio, e não para apoiar seu peso. O paciente deverá pedalar bastante rápido para manter certa velocidade. A resistência será aumentada gradualmente, e se tornará cada vez mais difícil pedalar.

O teste ergométrico é interrompido se:

* Ocorre alteração expressiva no ECG ou na pressão arterial.
* Surge dor no peito durante o esforço do teste.
* O paciente apresenta cansaço exagerado para continuar.
* A meta do exercício, fixada de antemão, é atingida (a meta é chegar a uma freqüência cardíaca de pelo menos 85% do número 220 menos a idade do paciente).

A duração média de um teste de esforço é em torno de 15 minutos.

Benefícios e Riscos

O Teste de esforço é uma das provas mais populares, para o diagnóstico das doenças do coração, em todo o mundo. É uma maneira rápida de verificar se as artérias do coração apresentam algum comprometimento. Ajuda ainda ao médico assistente a decidir, se o paciente irá necessitar de exames mais caros e delicados.

Em raras ocasiões o coração pode apresentar alterações importantes, levando o paciente a ter uma queda na pressão arterial, dor torácica, arritmias cardíacas, ou até mesmo uma síncope. O profissional médico, responsável pelo teste, deve estar capacitado a atender estas raras situações de emergência.

Resultados e Precisão do Teste de Esforço

Os traçados e o gráfico da pressão, obtidos durante as fases de pré-esforço, esforço e recuperação pós-teste, são analisados por um médico especialista. Algumas alterações, no traçado do eletrocardiograma, podem indicar a presença de uma diminuição da circulação no músculo do coração, sugerindo uma doença das artérias coronárias.

O Teste de Esforço não é perfeito. Algumas pessoas portadoras de doenças cardíacas podem ter um Teste de resultado normal, e outras pessoas saudáveis podem ter um resultado anormal.


Figura 1: Teste de esforço - Infradesnivelamento do segmento ST de 2,5 mm, padrão retificado em V3 e V4 no pico do esforço

Figura 2: Teste de esforço 1 - Eletrocardiograma de paciente com síndrome de Wolff-Parkinson-

Figura 3: Teste de esforço 2 - Eletrocardiograma de paciente com síndrome de Wolff-Parkinson-

Figura 4: Teste de esforço - Arritmia ventricular esforço induzida

Figura 5: Teste de esforço - Exame normal, sem resposta isquêmica até a FC atingida

Figura 6: Teste de esforço - Arritmia ventricular esforço induzida

Figura 7: Teste de esforço - Extra-sístole supraventricular com condução aberrante, freqüente, ora em salvas e monomórfica

Figura 8: Teste de esforço - Extra-sistolia ventricular freqüente, ora em salvas e polimórfica

Figura 9: Teste de esforço - Fibrilação atrial induzida pelo esforço, sem critérios para isquemia miocárdica

Figura 10: Teste de esforço - Infradesnivelamento adicional de ST-T de 1,5 mm do tipo retificado em CM5, DII, V4 e V5

Figura 11: Teste de esforço - Infradesnivelamento adicional de ST-T de 1 mm do tipo retificado em CM5, DII e AVF com rápido retorno aos padrões basais.

Fontes:

* Cleveland Clinic – The Heart and Vascular Institute
* Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health

Teste de gravidez

(Código AMB: Hormônio gonodotrofico corionico qualitativo (HCG-Beta-HCG) 4.03.05.75-9 / Hormônio gonodotrofico corionico quantitativo (HCG-Beta-HCG) 4.03.05.76-7)

Dosagem de BetaHCG no sangue

A gonadotropina coriônica (Beta HCG) é uma proteína, produzida pela placenta, que aumenta progressivamente durante a gravidez. É um método de diagnostico bastante preciso, pois pode detectar uma gravidez normal, às vezes na primeira semana, embora o mais seguro seja realizar o exame com 15 dias após a implantação.

O BetaHCG aparece muito precocemente na mulher grávida. A presença de BetaHCG pode ser determinada a partir de 10 dias da ovulação, isto é, antes de instalada a amenorréia (ausência de menstruação) ou, medindo-se em tempo de gestação, na 4a semana.

Sua concentração aumenta rapidamente até chegar a um pico máximo no primeiro trimestre da gravidez. Portanto, a dosagem deste hormônio é de grande importância no diagnóstico e na manutenção da gravidez, além disso, o BetaHCG auxilia no acompanhamento e monitoramento de alguns tipos de câncer de ovário e de mama.

Quais informações são necessárias para a realização do exame?

1. Há suspeita de gravidez?
2. De quantos dias é seu ciclo menstrual?
3. Qual a data da última menstruação?
4. Existe suspeita de mola hidatiforme?
5. Existe suspeita de aborto?

Como coletar o sangue?

São necessários 0,5 ml de soro, para a realização do exame, devendo se ter um período de jejum de 4 horas.

Quais são os valores normais?

4a semana – 1.000 miliUI/ml:
5a semana – 3.000 miliUI/ml:
6a semana – 6.000 miliUI/ml:
7a semana – 20.000 miliUI/ml

Devido a seu lento metabolismo a gonadotropina coriônica persiste titulável até cerca de 15 dias após a morte intra-uterina do ovo, ou depois de um parto normal a termo, o que ajuda muito nos diagnósticos de abortamento.

O mínimo esperado para o BetaHCG é até 4.000 miliUI/ml, valor compatível com gestação evolutiva depois da 6a semana. Abaixo deste valor há mau prognóstico e geralmente a gravidez é interrompida.

O exame pode ser positivo em outras situações que não a gravidez?

Sim, no coriocarcinoma, na mola hidatiforme, câncer de ovários e de testículos.

Fontes:

1. Alfthan, H.; Bjorses, U. M. et al.: Speccificity and detection limit of ten pregnancy tests. Sand. J. Lab. Clin. Invest. 53: 105-113, 1993.
2. Davidson, I.: Rapid immunoassays. Anal. Proc. 29:459-460, 1992.
3. Klimov, A.D. et al.: Improved immunochomatographic format for competitive type assays. Clin. Chem. 41: 1360, 1995.
4. Price, C. P. et al.: Disposable integrated immunoassay devise. In: Price, C.P. and Newman, D. J. (Editors). Principles and Partice of Immunoassay, 2th ed., Macmilan Rederebce: 581- 603, 1997.
5. Tyrey, I.L.: Human chorionic gonadotropin properties and assay methods. Semin. Oncol., 22: 121-129, 1995.
6. Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004

Teste de gravidez (código AMB (antigo): 2.80.50.34-7)

Os testes para a confirmação de gravidez, tanto na urina quanto no sangue, irão detectar a presença de uma proteína secretada pela placenta, a gonadotropina coriônica (HCG). Esta proteína aparece mais cedo no sangue que na urina, por isto um teste de dosagem da proteína no sangue pode ser feito antes mesmo que ocorra um atraso na menstruação.

Teste urinário de gravidez ou dosagem do HCG urinário

O teste detecta a presença de gonadotropina coriônica na urina. A gonadotropina é uma proteína fabricada pela placenta durante a gravidez.

Como é feito o teste?

Coleta-se 30 ml de urina recente, preferentemente a primeira urina da manhã. A urina deve ser colhida após o segundo dia de atraso menstrual. A urina é colocada em um recipiente, mergulhando se nele uma haste pequena. (embora existam outros tipos de testes, que são especificados pelo fabricante na bula). Os testes variam em relação ao tempo de espera para que ocorram mudanças. Geralmente essas mudanças são: o aparecimento de um símbolo na haste ou mudança de cor na urina.

Em quanto tempo fica pronto?

Os resultados ficam prontos em cinco minutos.

Qual é a precisão dos testes de gravidez caseiros?

Os testes de gravidez caseiros são bem precisos, em torno de 97% a 99% de precisão.

Resultados do teste:

Negativo: não grávida. Resultados falso-negativos podem ocorrer nas seguintes situações: inicio da gravidez (quando a quantidade de proteína está muito baixa na urina para ser detectada); gravidez ectópica, ou seja, de localização fora do útero; terceiro trimestre de gestação e na presença de urinas diluídas.

Positivo: indicativo de gravidez. Resultados falso-positivos ocorrem na menopausa; na presença de tumores e em mulheres que usaram maconha.

Cuidados e precauções

- Não reutilize o bastão de teste;
- O teste só funcionará se as instruções forem seguidas rigorosamente;
- Observe a data de validade do produto

Fontes:

* Sabria, J. et al. Cribajes bioquímico y bioquímico-ecográfico de las cromosomopatías en el primer trimestre. Falsos positivos. Prog. Diag. Prenat. 1999; 11 (1): 20-26
* Wald, N.J., and A.K. Hackshaw, Combining ultrasund and biochemistry in first-trimester screening for Down´s Syndrome. Prenat. Diagn. 17: 821-829, 1997.
* Wald, N.J., et al. Serum screening for Down´s Syndrome between 8 and 14 weeks of pregnancy, Br. J. Obstet. Gynaecol. 1996., 103, 407-412.
* Casals, E. et al. First-trimester Biochemical Markers for Down Syndrome, Prenat. Diagn. 19: 8-11, 1999.

Testosterona livre (código da AMB 4.07.12.50-8)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de testosterona livre, andrógeno mais abundante no corpo.

Para que serve: auxilia no diagnóstico de puberdade precoce masculina, resistência androgênica, testotoxicose, hiperplasia adrenal congênita, síndrome dos ovários policísticos, tumores adrenais, tumores ovarianos (condições em que os níveis de testosterona livre se encontram aumentados), atraso puberal masculino, deficiência de gonadotrofina, defeitos testiculares e doenças sistêmicas (condições em que os níveis de testosterona livre estão reduzidos).

Valor de referência:

* Mulher: - Fase folicular: 0,4 a 3,6 pg/mL
- Fase luteínica: 0,5 a 3,8 pg/mL
- Uso de contraceptivo: 0,3 a 2,9 pg/mL
- Menopausa: 0,3 a 2,5 pg/mL

* Homem: - 6 a 10 anos: 0,2 a 5,5 pg/mL
- 11 a 14 anos: 0,3 a 25,0 pg/mL
- 15 a 39 anos: 12 a 55 pg/mL
- 40 a 59 anos: 11 a 50 pg/mL
- > 60 anos: 10 a 30 pg/mL

Instruções para realização do exame: é importante informar medicamentos em uso (inclusive pomadas e cremes), dia e horário da última dose utilizada. Mulheres devem informar uso de anticoncepcional.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Tireotrofina (hormônio estimulante da tireóide) (Código AMB: 4.07.12.52-4)

Material a ser analisado: sangue venoso.

Tempo gasto para obter os resultados: de 5 a 10 minutos.

Finalidade: confirmar ou descartar hipotireoidismo primário. Distingüir entre hipotireoidismo primário ou secundário. Monitorar o tratamento dos pacientes com hipotireoidismo primário.

Preparação prévia: repouso do paciente durante 30 minutos, antes de efetuar a extração.

Resultados

Valores normais: 0 a 15 UI/ml.

Valores aumentados: Hipotireoidismo primário.

Valores levemente aumentados: podem coincidir com câncer tireoideano.

Valores baixos ou diminuídos: Hipertireoidismo ou tireoidite.

Resultados obtidos por: radioimunoensaio.

Tempo para obter os resultados: 2 dias

Confiabilidade dos resultados: boa.

Drogas que podem alterar os resultados:

Aspirina
Corticoesteróides
Heparina
Lítio
Iodeto de potássio
Tiroxina

Fontes:

* Sociedade Brasileira de Endocrinologia
* Thryroid Foundation of América

Tiroxina (T4) (código AMB: 4.07.12.49-4)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter os resultados: 5 a 10 minutos.

Finalidade: avaliar a função tireoideana, ajudar na confirmação do diagnóstico do hipotireoidismo e hipertireoidismo. Controlar a resposta ao tratamento antitireoideano, ou no tratamento de substituição do hipertireoidismo. São necessários outros exames, para estabelecer o valor diagnóstico e prognóstico da dosagem de tiroxina.

Preparação prévia: não é necessária.

Resultados:

Valores normais: T4: 5 a 13,5 microgramos / dl.
Valores aumentados: podem indicar hipertireoidismo primário ou secundário.
Valores diminuídos: podem indicar hipotireoidismo primário ou secundário. Supressão de T4 por T3.

Os valores anormais podem indicar a necessidade de dosar o TSH (hormônio estimulante da tireóide), ou indicar a necessidade de dosar o nível de TRH (hormônio liberador de tireotrofina).

Tempo necessário para obter os resultados: aproximadamente 2 dias.

Resultados obtidos por: técnicas de radioimunoensaio.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados do exame:

anabólicos
corticotrofina
prednisona
andrógenos
estrógenos
iodetos
tiroxina
lítio
metadona
fenotiazina
progesterona
sulfonamidas
propiltiouracil
tolbutamida
aspirina
clorpromazina
heparina

Outras situações que podem alterar os resultados: patologias hepáticas, síndrome nefrótica.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Endocrinologia
Thryroid Foundation of América

Tomografia computadorizada (TC) de abdome (código da AMB 4.10.01.09-5)

O que é o exame: método de imagem que utiliza raios-x para captação de imagens transversais da região abdominal. O paciente deita sobre uma superfície e é movido para o interior de um tomógrafo. Pode ser necessária a injeção de um contraste na veia ou ingestão (via oral).

Para que serve: é um método bastante útil para a avaliação das paredes abdominais, dos espaços intra-peritoneais e retroperitoneais, dos órgãos e sistemas, dos planos fasciais e dos espaços potenciais. Pode ser utilizado contraste oral, que auxilia na identificação do tubo digestivo; e contraste intravenoso, que permite a visualização de estruturas vasculares e realce de órgão sólidos, para revelar alterações patológicas. Inúmeras afecções podem ser visualizadas à TC de abdome, como aneurisma de aorta abdominal, abscessos abdominais, pancreatite, infecção urinária complicada (pielonefrite) e tumores de vísceras abdominais.

Instruções para a realização do exame: deve-se informar ao médico a presença de alergias e eventuais dificuldades na realização de TCs anteriores.

- Em caso de uso de contraste ou sedativo, o paciente deve permanecer em jejum absoluto 4 a 6 horas antes do exame. - Jóias (metais) devem ser removidas.

Riscos: a TC não é recomendada em gestantes pelos riscos de exposição aos raios-x. Pessoas com alergia ao contraste (geralmente iodado) podem ter náuseas, espirros, vômitos, coceira, urticária ou, raramente, anafilaxia.


Figura 1: TC de abdome - Hérnia diafragmática traumática à direita no pré-operatório

Figura 2: TC de abdome - Ruptura do rim direito grau IV após trauma contuso

Fonte:

- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.

Tomografia computadorizada (TC) de coluna vertebral (código da AMB 4.10.01.12-5)

O que é o exame: método de imagem que utiliza raios-x para captação de imagens da coluna vertebral. O paciente deita sobre uma superfície e é movido para o interior de um tomógrafo. Pode ser necessária a injeção de um contraste na veia ou ingestão (via oral).

Para que serve: auxilia no diagnóstico de alterações na coluna vertebral e na medula espinhal, como cistos, tumores, compressão de raízes nervosas, hérnias de disco, fraturas vertebrais, osteoartrite, cânceres, infecção e doenças metabólicas.

Instruções para a realização do exame: deve-se informar ao médico a presença de alergias e eventuais dificuldades na realização de TCs anteriores.

- Em caso de uso de contraste ou sedativo, o paciente deve permanecer em jejum absoluto 4 a 6 horas antes do exame.
- Jóias (metais) devem ser removidas.

Riscos: a TC não é recomendada em gestantes pelos riscos de exposição aos raios-x. Pessoas com alergia ao contraste (geralmente iodado) podem ter náuseas, espirros, vômitos, coceira, urticária ou, raramente, anafilaxia.


Figura 1: TC de coluna vertebral - Fratura da coluna vertebral em paciente com secção medular

Fonte:

- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p. - Medline Plus - US National Library of Medicine and National Institutes of Health.

Tomografia computadorizada (TC) de crânio (código da AMB 4.10.01.01-0)

O que é o exame: método de imagem que utiliza raios-x para captação de imagens de estruturas crânio-encefálicas. O paciente deita sobre uma superfície e é movido para o interior de um tomógrafo.

Para que serve: o exame fornece informações mais detalhadas que radiografias regulares sobre traumatismos crânio-encefálicos, acidente vascular cerebral, tumores cerebrais ou outras doenças cerebrais. É usado para detectar: hemorragia, lesão cerebral e fraturas cranianas em casos de trauma craniano; hemorragia causada por ruptura de aneurisma em paciente com dor de cabeça súbita; coágulos ou sangramento de vaso cerebral em pacientes com sintomas de acidente vascular cerebral; tumores cerebrais; hidrocefalia (aumento dos ventrículos cerebrais onde circula o líquor); doenças ou malformações cranianas; malformações arteriovenosas; localização adequada para realização de biópsia do cérebro; dentre outros.

Instruções para a realização do exame: deve-se informar ao médico a presença de alergias e eventuais dificuldades na realização de TCs anteriores.

- Em caso de uso de contraste ou sedativo, o paciente deve permanecer em jejum absoluto 4 a 6 horas antes do exame.
- Jóias (metais) devem ser removidas.

Riscos: a TC não é recomendada em gestantes pelos riscos de exposição aos raios-x. Pessoas com alergia ao contraste (geralmente iodado) podem ter náuseas, espirros, vômitos, coceira, urticária ou, raramente, anafilaxia. Crianças devem ser submetidas a TC de crânio apenas se for essencial para seu diagnóstico e devem repetir o exame somente se absolutamente necessário.


Figura 1: TC de crânio - Derivação ventrículo-peritoneal em paciente com hidrocefalia

Figura 2: TC de crânio – Exame normal

Fonte:

- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
Radiological Society of North America, Inc. (RSNA)

Tomografia computadorizada (TC) de tórax (código da AMB 4.10.01.07-9)

O que é o exame: método de imagem que utiliza raios-x para captação de imagens transversais do tórax. O paciente deita sobre uma superfície e é movido para o interior de um tomógrafo. Pode ser necessária a injeção de um contraste na veia.

Para que serve: a TC de tórax é indicada, em geral, para avaliação de lesões pulmonares, massas ou tumores no pulmão ou mediastino, para determinação do tamanho, forma e posição de órgãos intra-torácicos e para visualização de hemorragias ou coleções líquidas na cavidade pleural ou mediastinal. Diversas alterações podem ser detectadas, como: linfadenopatias, bronquiectasia, tumores, cistos e nódulos pulmonares, alguns estágios de câncer de esôfago, aneurisma de aorta torácica, efusão pleural, pneumonia e suas complicações, tamponamento cardíaco, edema pulmonar, dentre outras.

Instruções para a realização do exame: deve-se informar ao médico a presença de alergias e eventuais dificuldades na realização de TCs anteriores.

- Em caso de uso de contraste ou sedativo, o paciente deve permanecer em jejum absoluto 4 a 6 horas antes do exame.
- Jóias (metais) devem ser removidas.

Riscos: a TC não é recomendada em gestantes pelos riscos de exposição aos raios-x. Pessoas com alergia ao contraste (geralmente iodado) podem ter náuseas, espirros, vômitos, coceira, urticária ou, raramente, anafilaxia. Em indivíduos com problemas renais, o contraste pode exercer efeitos tóxicos sobre o rim.


Figura 1: TC de tórax - Trauma torácico com hemotórax bilateral e pneumotórax à direita

Figura 2: TC do tórax - Exame normal

Fonte:

- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
- Medline Plus - US National Library of Medicine and National Institutes of Health.

Transaminase oxalacética – TGO (código da AMB 4.03.02.50-4)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de transaminase oxalacética (TGO ou AST).

Para que serve: auxilia no diagnóstico de doenças hepáticas e musculares. Embora os níveis de TGO não sejam específicos para doenças hepáticas, eles são usados para diagnóstico e monitorização do curso destas doenças, em combinação com outras enzimas como TGP. Na hepatite alcoólica, os níveis de TGO se elevam e, em geral são mais que duas vezes maiores que os de TGP (relação TGO/TGP > 2).

Valor de referência:

* Homem: 15 a 40 U/L
* Mulher: 13 a 35 U/L

Valores aumentados: ocorrem em diversas condições hepáticas e extra-hepáticas, como cirrose hepática, hepatite, câncer de fígado, anemia hemolítica, pancreatite aguda, insuficiência renal aguda, doença muscular primária, politraumatismo, trauma muscular recente, queimadura grave, parada cardíaca, cateterismo cardíaco recente ou angioplastia, convulsão recente.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Transaminase pirúvica – TGP (código da AMB 4.03.02.51-2)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de transaminase pirúvica (TGP ou ALT).

Para que serve: auxilia no diagnóstico de doenças hepáticas, sendo mais sensível que a TGO. Os níveis de TGP se encontram elevados no alcoolismo, hepatites virais, hepatites não-alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose.

Valor de referência:

* Homem: 10 a 40 U/L * Mulher: 7 a 35 U/L

Valores aumentados: além das condições hepáticas, os níveis plasmáticos de TGP podem estar elevados em condições como anemias hemolíticas, hipotireoidismo, doença celíaca uso de drogas hepatotóxicas. A injeção intramuscular de medicamentos ou o exercício físico extenuante podem também elevar os valores de TGP.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health.
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Transferrina (código da AMB 4.03.02.52-0)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para dosagem da concentração de transferrina, a principal proteína de transporte do ferro no corpo.

Para que serve: auxilia no diagnóstico e tratamento das anemias. A síntese de transferrina possui proporção inversa às quantidades de ferro no sangue. Os níveis de transferrina são medidos como a capacidade de combinação da transferrina, que se eleva nos casos de anemia por deficiência de ferro e hemorragias agudas e se encontra reduzida nas anemias por inflamações crônicas, neoplasias e hemocromatose.

Valor de referência: 202,0 a 336,0 mg/dL

Valores aumentados: níveis altos de transferrina ainda são encontrados em pacientes que usam estrógenos ou estão grávidas.

Valores diminuídos: níveis reduzidos ocorrem em processos inflamatórios agudos e hipoproteinemia (baixos valores de proteína no sangue).

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996.
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.

Tri iodo tironina (T3) (código AMB: 4.07.12.46-0)

Material a ser analisado: sangue venoso.

Tempo gasto para obter os resultados: 5 a 10 minutos.

Finalidade: ajuda no diagnóstico de tireotoxicose por tri iodo tironina. Ajuda na confirmação do diagnóstico de hiper e hipotireoidismo. Avalia a resposta ao tratamento de substituição no hipotireoidismo.

Resultados:

Valores normais: T3: 90 a 230 nanogramos / dl
Valores aumentados: adenoma tireoideano tóxico, bócio nodular tóxico, Doença de Graves Basedow, gravidez.
Valores diminuídos: desnutrição, função tireoideana normal em pessoas com patologia hepática ou renal, traumatismo severo recente ou cirurgia recente.

Tempo necessário para obter resultados: 2 dias.

Resultados obtidos por: radioimunoensaio.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

estrógenos
corticoesteroides
propanolol
propiltiouracil
iodetos
lítio
heparina
tironina
sulfonamidas
fenilbutazona
fenitoína
progesterona
reserpina
salicilatos
clofibrato

Fontes:

Sociedade Brasileira de Endocrinologia
Thryroid Foundation of América

Triglicérides (Código AMB: 4.03.02.54-7)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para obter os resultados: 5 a 8 minutos.

Finalidade: determinar o excesso de lípides no sangue. Identificar o tipo de alteração do metabolismo dos lípides. Determinar risco de patologia coronariana. Geralmente é avaliado conjuntamente com o colesterol e com os lípides totais.

Preparação prévia: Jejum de pelo menos 12 horas. Evitar a ingestão de álcool, pelo menos 24 horas antes do exame.

Resultados:

Valores normais máximos: Variam segundo a idade.
0 a 9 anos - 140 mg/dl
30 a 39 anos - 150 mg/dl
40 a 49 anos - 160 mg/dl
50 a 59 anos - 190 mg/dl

Valores aumentados: Transtorno do metabolismo dos lípides, conseqüente a fatores dietéticos, diabetes, nefrose, obstrução biliar e alcoolismo. Quando o aumento é exagerado e não se encontra justificativa, sugere a presença de uma hiperlipoproteinemia congênita. Sempre é necessário complementar o exame, com outros parâmetros do metabolismo dos lípides totais e colesterol.

Valores diminuídos: Desnutrição.

Tempo necessário para obter resultados: alguns minutos de trabalho no laboratório.

Resultados obtidos: por análise química quantitativa e espectrofotometria.

Confiabilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados:

clofibrato
colestiramina
genfibrozil
probucol
fenformina
miconazol
anticoncepcionais orais
niacina
corticosteróides
furozemida
anticonvulsivantes
tiroxina
estrógenos
acido ascórbico

Outros fatores que podem alterar o resultado: Ausência do jejum necessário ou ingestão de álcool prévia.

Fontes:

- Manual de exames - Instituto de Patologia Clinica Hermes Pardini – 2003/2004.
- Henry, Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed. 2001.