Guia de Doenças e Tratamentos

Quando se conhece melhor as diferentes doenças e seus tratamentos torna-se mais fácil o diálogo com o médico, entendendo suas orientações e conseqüentemente abreviando o tempo do tratamento.

As informações contidas neste site são destinadas ao público brasileiro e têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.

 

Letra D

Dermatite atópica

O que é dermatite atópica?

A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma doença crônica que causa inflamação na pele, levando ao aparecimento de lesões e coceira. A doença afeta, geralmente, indivíduos com histórico pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica ou dermatite atópica. Essas três doenças são conhecidas como as doenças atópicas ou tríade atópica.

O que causa a dermatite atópica?

A causa exata da dermatite atópica ainda é desconhecida. No entanto, atualmente se sabe que a dermatite atópica não é uma doença contagiosa e sim, uma doença de origem hereditária.

A dermatite atópica é uma doença comum?

A dermatite atópica é uma doença muito comum, sendo mais encontrada em áreas urbanas. A incidência da dermatite atópica tem aumentado nas últimas décadas e, atualmente, afeta de 10% a 15% da população em geral, em alguma época da vida.

Quando se inicia e qual a evolução da dermatite atópica?

A dermatite atópica tem início precoce, geralmente ela aparece no primeiro ano de vida. A partir daí, o quadro pode se tornar crônico, com períodos de melhora e piora.

A evolução da doença é favorável, na maioria dos casos, sendo que aproximadamente 60% das crianças apresentam diminuição ou desaparecimento completo das lesões, antes da adolescência. A susceptibilidade à recorrência, no entanto, está sempre presente.

Quais são as principais características da dermatite atópica?

Além da coceira ou prurido que está sempre presente, a dermatite atópica caracteriza-se pelo aparecimento de lesões na pele, também conhecidas como eczemas. Na infância, as lesões de pele são mais avermelhadas e localizam-se na face, tronco e superfícies externas dos membros. Nas crianças maiores e adultos, as lesões se localizam mais nas dobras do corpo como pescoço, dobras do cotovelo e atrás do joelho, e são mais secas, escuras e espessadas. Em casos mais graves, a dermatite atópica pode acometer boa parte do corpo.

Quais os fatores desencadeantes da dermatite atópica?

A dermatite atópica tende aparecer ou piorar quando a pessoa é exposta à certas substâncias ou condições. Esses são os chamados fatores desencadeantes da dermatite atópica, pois causam o aparecimento ou pioram a dermatite.

Fatores desencadeantes da dermatite atópica:

•Pele seca;
• Detergentes e produtos de limpeza em geral;
• Roupas de lã e tecidos sintéticos;
• Certos alimentos;
• Baixa umidade, frio intenso;
• Calor e transpiração;
• Infecções;
• Estresse emocional.

Qual o tratamento da dermatite atópica?

Na maioria dos casos, a dermatite atópica pode ser controlada com as medidas de identificação e controle dos fatores desencadeantes e o uso de medicação adequada. Além disso, novos tratamentos poderão trazer benefícios adicionais para o paciente portador de dermatite atópica.

O médico deve ser sempre consultado para se saber qual o melhor tratamento para cada caso, afinal a relação de parceria entre paciente e médico é ideal para a busca do melhor tratamento da dermatite atópica.

Diabetes

O que é diabetes?

O diabetes é uma doença causada pela ausência total ou parcial da produção de insulina, ou por sua utilização de forma inadequada pelo organismo (resistência da ação da insulina). Insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que auxilia as células a absorver o açúcar do sangue.

Quais são as causas, as incidências e os fatores de risco?

Alguns fatores podem contribuir para o aparecimento do diabetes, como a hereditariedade, dieta alimentar, excesso de peso, envelhecimento. O diabetes acontece quando o pâncreas produz quantidades insuficientes de insulina para suprir as necessidades do corpo humano.

Em muitos casos ocorre uma produção normal de insulina, mas devido a uma "barreira" existente no organismo, ela não é utilizada de forma adequada (resistência à insulina). A insulina é necessária para que o açúcar contido nos alimentos seja levado para dentro de nossas células, para a produção de energia. Quando esse processo deixa de acontecer, o açúcar deixa de entrar nas células e fica em excesso no nosso sangue. Onde então começa a ser eliminado pelos rins.

Com o passar do tempo, esta alteração que não deveria estar ocorrendo pode provocar alguns sintomas como: sede excessiva, urinar freqüentemente e fome. O metabolismo dos açucares (carboidratos), gorduras e proteínas é alterado.

O diabetes pode ser classificado em dois tipos: tipo 1, onde ocorre uma ausência total da produção de insulina pelo pâncreas; tipo 2, onde há produção e secreção de insulina, contudo não em quantidades adequadas para manter o equilíbrio entre esta e o açúcar circulante no sangue.

O diabetes tipo 1, em geral, ocorre em pessoas até 30 anos de idade que serão dependentes de insulina exógena (não produzida pelo próprio organismo). O diabetes tipo 2 ocorre em pessoas mais idosas (em geral acima de 40 anos), com histórico familiar de diabetes, sobrepeso e raramente requer tratamento à base de insulina, sendo mais utilizados os produtos que agem na produção (secreção) de insulina ou na resistência à ação da insulina.

Existe uma dieta específica a ser seguida?

Sim. O planejamento dietético deve incluir alimentos saudáveis, na hora certa e na quantidade certa. Tal planejamento difere de paciente para paciente. Para aqueles que são dependentes de insulina é muito importante à relação alimento-insulina, para que ambas trabalhem juntos na regulação dos níveis de açúcar do sangue. Se alimento e insulina não tiverem uma boa relação, grandes variações de açúcar (glicose) no sangue podem ocorrer. Em pacientes não-dependentes de insulina, ou seja, com diabetes tipo 2, o controle do peso é o mais importante princípio, aliado a uma dieta bem balanceada e exercícios físicos.

Atividades físicas

Exercícios regulares são especialmente importantes para a pessoa com diabetes, pois ajudam a controlar a quantidade de açúcar, a queimar calorias e gorduras, ajudando a atingir o peso ideal. Melhoram a saúde de forma geral facilitando a circulação e a pressão sanguínea. Também aumentam os níveis de energia, reduzem a tensão e controlam o stress. Contudo, antes de iniciar qualquer atividade física, não esqueça de consultar seu médico, pois ele pode orientá-lo adequadamente.

Considerações:

• Escolha uma atividade física agradável e que seja apropriada para seu grau de necessidade;
• Sempre que possível, faça os exercícios diários à mesma hora;
• Monitore a glicose do sangue antes e depois de fazer exercícios físicos;
• Carregue um pouco de alimento que contenha açúcar, para o caso de queda dos níveis de açúcar (glicêmicos) durante ou após os exercícios;
• Tenha sempre um cartão de identificação de paciente diabético, com um telefone para contato em caso de emergência;
• Beba líquidos que não contenham açúcar, durante e depois dos exercícios;
• Mudança nos exercícios habituais em relação à intensidade ou duração, pode exigir uma modificação na dieta ou no medicamento que estiver sendo utilizado, para manter os níveis de glicose dentro dos padrões desejáveis.

Tratamento medicamentoso

Além de uma dieta balanceada, exercícios físicos e uma perda de peso para aqueles com excesso de peso, muitas vezes deve-se iniciar com uma medicação. Nos diabéticos do tipo 1 deve-se administrar insulina, que dependerá do médico que acompanha o paciente de que tipo de insulina e de quantas vezes por dia deverá ser utilizada.

Já para os pacientes portadores do diabetes do tipo 2, quando não foram suficientes as mudanças do estilo de vida (dieta, perda de peso e exercícios físicos) para o controle adequado dos níveis de açúcar, pode-se administrar uma medicação que atue na melhor produção de insulina, ou que diminua a resistência à atuação da insulina, ou até mesmo combinado as duas, dependendo da necessidade de cada indivíduo. Em casos mais graves chega-se a utilizar a insulina. Deve-se deixar bem claro que não se pode mudar de medicação ou tomar uma medicação que fez bem a um conhecido sem a estrita orientação do médico que está acompanhando o tratamento.

Cuidados com os pés

O diabético tem uma propensão muito grande a ter problemas com os pés, devido às complicações causadas por danos em grandes e pequenas veias ou artérias, e à incapacidade de combater infecções. O fluxo sanguíneo para os pés pode ficar comprometido e os danos aos nervos dos pés podem dificultar a percepção de problemas como infecções, dores por traumatismos e fraturas. Pode haver morte celular e de outros tecidos, podendo levar a intervenções mais sérias, inclusive amputações. Para prevenir problemas nos pés, siga uma rotina diária de verificação e cuidados, como segue:

• Verifique os pés diariamente e informe ao médico em caso de inchaços ou mudanças que podem significar infecções;
• Lave os pés diariamente com água morna e sabão neutro e seque-os completamente;
• Procure utilizar loção hidratante;
• Proteja os pés com calçados bem confortáveis, de preferência fechados, dispensando chinelos que os deixem expostos;
• Exercite-os diariamente, para ajudar a circulação sanguínea; - Procure um podólogo para que possa remover calosidade;
• Retire meias e calçados quando for ao médico, para que possa lembra de fazer um exame cuidadoso nos pés;

Evite ao máximo o fumo, pois o mesmo prejudica a fluxo sanguíneo para os pés.

Doença de Alzheimer

O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade progressiva, de causa ainda desconhecida que acomete preferencialmente as pessoas idosas. Estima-se que, nos EUA existam cerca de 4 milhões de pacientes e no Brasil, pelo menos um milhão. Foi descrita pela primeira vez pelo médico Alois Alzheimer, em 1907. Essa doença é errôneamente conhecida pela população como "esclerose" ou caduquice. É uma forma de demência cuja causa não se relaciona com a circulação ou com a aterosclerose, sendo devida à morte das células cerebrais responsáveis pela liberação de um neurotransmissor, a acetilcolina, que está estreitamente ligada a processos da memória, raciocínio lógico, julgamento, linguagem e também comportamento e capacidade da pessoa se orientar no tempo e no espaço.

Quais são os sintomas?

No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceitos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que vão se agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos. Passam a apresentar alteração da personalidade com distúrbios de conduta e terminam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação se inviabiliza e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares do cotidiano como alimentação, higiene, vestimenta, entre outros.

Qual a causa da doença de Alzheimer ?

A causa da doença de Alzheimer ainda não é conhecida. Existem várias teorias, porém, de concreto aceita-se que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente hereditária (transmissão entre familiares).

Como é feito o diagnóstico?

Não há um teste específico que estabeleça de modo inquestionável a doença. O diagnóstico definitivo da DA só pode ser feito por exame do tecido cerebral obtido por biópsia ou necropsia. Deste modo, o diagnostico de provável DA é feito excluindo outras causas de demência pela história (depressão, perda de memória associada a idade), exames de sangue (hipotireoidismo, deficiência de vitamina b), tomografia computorizada ou ressonância magnética cerebral (múltiplos infartos, hidrocefalia) e outros exames. Existem alguns marcadores, geralmente identificados a partir de exame de sangue, como a apolipoproteina E (APOE), cujos resultados podem mostrar chance aumentada de DA e são úteis em pesquisa, mas não servem para diagnóstico individual. É claro que isso não impede que marcadores mais sensíveis venham a surgir no futuro.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da DA tem dois aspectos: um não específico, por exemplo, de alterações de comportamento como agitação e agressividade, de humor como depressão, que não deve ser feito apenas com medicação mas também com orientação por diferentes profissionais da saúde. O tratamento específico é feito com medicamentos que podem corrigir o desequilíbrio químico no cérebro como a Rivastigmina, a Tacrina, o Donepezil e a Galantamina. Esse tratamento funciona melhor na fase inicial da doença e o efeito é temporário, pois a DA continua progredindo.

Como a doença afeta os familiares?

As dúvidas e incertezas com o futuro, a grande responsabilidade, a inversão de papéis onde os filhos passam a se encarregar dos cuidados de seus pais, além da enorme carga de trabalho e sobrecarga emocional acabam por gerar no meio familiar intenso conflito e angústia. A sensação de estar só, isolado, desamparado e a inevitável pergunta "por que isso está acontecendo comigo?" submete os cuidadores a enorme pressão psicológica que se acompanha de depressão, estresse, queda da resistência física, problemas de ordem conjugal etc.

O que pode ajudar?

A grande arma no enfrentamento dessa doença é a informação associada à solidariedade. À medida que os familiares conhecem melhor a doença e sua provável evolução, vários recursos e estratégias podem ser utilizadas com sucesso. É fundamental que os familiares saibam que sempre há algo a fazer, sempre é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. Existem doenças incuráveis, porém não existem pacientes "intratáveis".

Doença de Parkinson

O que é a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson - ou parkinsonismo primário - foi descrita por James Parkinson em 1817. Dr. Parkinson (1755-1824) era membro do colégio real de cirurgiões da Inglaterra. Inicialmente, a doença foi descrita como "paralisia agitante".

A doença acomete principalmente indivíduos idosos e sua incidência em indivíduos acima dos 60 anos é de aproximadamente 1%, o que corresponde a cinco vezes a incidência na população geral, que fica em torno de 0,2%.

Resumidamente, podemos dizer que a diminuição de uma substância chamada dopamina, causada pela morte de neurônios de uma determinada área cerebral chamada substância negra, leva à dificuldades progressivas de movimentação tais como tremor de repouso, lentidão dos movimentos, rigidez muscular e instabilidade postural. Pode apresentar também sintomas relacionados a outros sistemas neurológicos como, por exemplo, alterações do comportamento e da cognição.

As causas da doença de Parkinson

Apesar dos conhecimentos adquiridos nos últimos anos, a causa da doença de Parkinson permanece desconhecida. Provavelmente, existem múltiplos fatores que se somam: fatores genéticos, ambientais e envelhecimento, visto que a maioria dos pacientes tem início dos sintomas entre 55 e 65 anos.

Dentre os vários mecanismos possivelmente implicados na degeneração celular da doença de Parkinson, os seguintes têm sido objetivo de especial interesse dos cientistas:

• ação de neurotoxinas ambientais;
• produção de radicais livres;
• anormalidades mitocondriais;
• predisposição genética;
• envelhecimento cerebral.

Há estudos que mostram maior prevalência da doença em populações que habitam áreas rurais, onde há uso marcante de agrotóxicos e também em áreas próximas a indústrias siderúrgicas, metalúrgicas e químicas.

É importante lembrar que a doença de Parkinson não tem uma causa estabelecida, mas existem muitas causas de parkinsonismo como, por exemplo, as causas infecciosas; o uso de medicações tais como neurolépticos e cinarizina; a doença de Wilson, o parkinsonismo vascular, causado por infartos cerebrais; a calcificação familiar dos gânglios da base, etc.

Os sintomas da doença

Muitas vezes, é difícil para o paciente saber em que momento começam os sintomas. São raros os casos de aparecimento abrupto dos sintomas e nesses casos deve-se pesquisar causas de parkinsonismo secundário.

As quatro principais manifestações são o tremor de repouso, a rigidez muscular, a lentidão de movimentos e a instabilidade postural e o comprometimento, neurológico, que no início da doença, é habitualmente unilateral. Pode haver diversos outros sintomas associados, tais como o declínio na função intelectual, depressão, manifestação autonômicas (por exemplo: suor excessivo, seborréia, Síndrome de Horner).

O tremor de repouso pode se apresentar da forma mais conhecida, que é com movimentos rítmicos das mãos como se estivesse contando dinheiro, ou ainda de outras formas como, por exemplo, flexionando repetidamente os dedos contra a palma da mão, movendo o antebraço ou somente os punhos, etc.

A lentidão de movimentos pode variar em intensidade. Atividades tais como caminhar e escrever são bastante afetadas por causa da lentidão. Pode também ocorrer a diminuição ou até mesmo a ausência de movimentos, em casos mais graves. A expressão facial adquire um aspecto "congelado", como uma máscara.

A rigidez muscular pode ser observada através da resistência à movimentação quando se tenta estender as articulações dos pacientes. Geralmente, a parte superior (tronco, pescoço e braços) é mais acometida pela rigidez que as pernas.

A instabilidade postural é uma característica da doença, que faz o paciente perder o balanço ao caminhar e ter dificuldade em manter uma postura ereta quando está em pé. Com isso, o paciente passa a caminhar em pequenos passos, um tipo de marcha bastante característico da doença de Parkinson.

Sem tratamento, a doença progride em 5 a 10 anos, levando o paciente a um estado rígido e acinético, em que não pode cuidar de si próprio. A morte pode decorrer de complicações devido à imobilidade, incluindo pneumonia aspirativa e embolia pulmonar.

O diagnóstico da doença de Parkinson

O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, somente o médico poderá diagnosticar a doença. Exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma, não trazem dados que possam firmar o diagnóstico da doença de Parkinson, porém podem ser úteis para afastar outras causas de parkinsonismo sintomático.

O tratamento da doença de Parkinson

A descoberta da melhora clínica da doença de Parkinson com o uso de uma substância chamada levodopa causou grande impacto na década de 60. Chegou-se a pensar que o tratamento definitivo havia sido descoberto. Com o decorrer do tempo, vimos que na verdade ainda não há nenhum tratamento que de fato impeça a progressão da doença. Mesmo a levodopa tem implicações importantes a longo prazo e apresenta diminuição em sua eficácia, com o passar do tempo. Novos avanços no entendimento dessa doença têm possibilitado que outros potenciais medicamentos venham sendo pesquisados e desenvolvidos, trazendo novas perspectivas e esperanças para os pacientes, seus familiares e médicos que se dedicam ao tratamento dessa enfermidade.

Dificuldades no tratamento medicamentoso

A doença de Parkinson é degenerativa e progressiva e até o momento não há medicação capaz de impedir o seu curso natural. Todas as medicações apresentam efeitos colaterais e podem ter a sua eficácia diminuída com o passar do tempo.

Aproximadamente 15% dos pacientes não respondem à terapia com levodopa ou desenvolvem complicações decorrentes do seu uso; tais pacientes podem, eventualmente, recorrer à cirurgia.